You need to sign in or sign up before continuing.
Take a photo of a barcode or cover
fevi's Reviews (834)
George é uma história que narra de forma fofa e linda a história de George/Melissa. Uma menina trans que está lindando com este fato. Ela está tentando entender os seus sentimentos enquanto esconde das pessoas quem realmente é.
É um livro infanto-juvenil incrível para mostrar como uma criança com disforia de gênero. A narrativa é simples, mas extremamente sensível. George/Melissa sofre bullying por apresentar comportamentos diferentes impostos ao seu gênero, mas para contrastar com isso ela tem na amizade com Kelly um apoio incondicional. Uma amizade repleta de respeito, carinho e amor. Essa relação faz história crescer muito. Por se sentir acolhida pela amiga que certas conquistas e mudanças chegam na vida de George/Melissa que a deixam extremamente feliz. Não tem como não amar essa história.
Sem a menor dúvida é um ótimo livro para pais e professores que querem de alguma forma iniciar uma conversa sobre diversidade e sexualidade, além de combater a falácia criada pela Igreja Católica sobre ideologia de gênero. Quem nem existe, por sinal.
Super recomendo a leitura. É agradável, cativante, importante e rápida.
É um livro infanto-juvenil incrível para mostrar como uma criança com disforia de gênero. A narrativa é simples, mas extremamente sensível. George/Melissa sofre bullying por apresentar comportamentos diferentes impostos ao seu gênero, mas para contrastar com isso ela tem na amizade com Kelly um apoio incondicional. Uma amizade repleta de respeito, carinho e amor. Essa relação faz história crescer muito. Por se sentir acolhida pela amiga que certas conquistas e mudanças chegam na vida de George/Melissa que a deixam extremamente feliz. Não tem como não amar essa história.
Sem a menor dúvida é um ótimo livro para pais e professores que querem de alguma forma iniciar uma conversa sobre diversidade e sexualidade, além de combater a falácia criada pela Igreja Católica sobre ideologia de gênero. Quem nem existe, por sinal.
Super recomendo a leitura. É agradável, cativante, importante e rápida.
É sempre bom ler algo leve e cheio de clichês para melhorar o nosso dia.
Os meus contos preferidos foram:
Minas com Bahia e O que acontece no palco, fica no palco.
Os meus contos preferidos foram:
Minas com Bahia e O que acontece no palco, fica no palco.
Alerta: estupro, pedofilia, abuso psicológico, racismo, abuso médico, homofobia, machismo, misoginia, abuso sexual, violência.
A história de Ruby me lembrou um pouco a de Jude de Uma Vida Pequena. Por mais, que a de Jude seja mais complexa e mais detalhada e assustadoramente sofrida. A de Ruby não fica para trás mesmo que os finais sejam completamente diferentes.
Em Ruby, acompanhamos a história de Ruby Bell que é conhecida como a louca de Liberty, um condado de pessoas negros no interior do Texas. Ao longo dos capítulos vamos conhecendo o passado de Ruby e de alguns dos personagens da cidade que de alguma entram em contato com Ruby. Ephram, Celia entre outros.
A história tem um quê de magia, misticismo que envolve muito a vida da personagem principal. Espíritos de crianças mortas convivem com ela e aos poucos vamos descobrindo o motivo udisso. Posso adiantar que é uma das coisas mais tristes, nojentas e horríveis que já li. Não só isso, mas a história de Ruby em um todo. Esse livro é como a misoginia age de forma destruidora na vida das mulheres deslegitimando-as de inúmeras formas. Seja destruindo o seu potencial, não acreditando na sua capacidade, proibindo-as de ser quem são. Além de exercer o poder através da dominação sexual. Dominação iniciada desde a tenra infância. O caso de Ruby piora ainda mais por ela ser uma mulher negra.
Há tantos pontos para questionar e discutir, mas a gente acaba afetado por tanta violência que permeiam as páginas do livro. No início, achei meio estranho a escolha da autora de ir e voltando no tempo. As coisas não pareciam se conectar. Mas depois da primeira parte tudo flui. De forma ainda mais assustadora. São ciclos de violência que começam no passado e continuam se repetindo e destruindo pessoas.
Eu queria ter gostado mais do livro, assim como gostei de Uma Vida Pequena. Mas aqui bateu de uma forma diferente. Talvez tenha sido mais indigesto, fora que o começo não me agradou tanto. E sabe quando bate aquela tristeza tão grande que a coisa mais te deixa feliz consegue fazer diferença? Foi assim que cheguei ao final de Ruby. Já estava tão triste e com tanta raiva do que tinha acontecido que o final não aqueceu o meu coração. Eu não odiei de um todo a história, há partes que me conquistaram, mas no fim eu não indicaria essa história para ninguém ou talvez fizesse com muitas ressalvas.
A história de Ruby me lembrou um pouco a de Jude de Uma Vida Pequena. Por mais, que a de Jude seja mais complexa e mais detalhada e assustadoramente sofrida. A de Ruby não fica para trás mesmo que os finais sejam completamente diferentes.
Em Ruby, acompanhamos a história de Ruby Bell que é conhecida como a louca de Liberty, um condado de pessoas negros no interior do Texas. Ao longo dos capítulos vamos conhecendo o passado de Ruby e de alguns dos personagens da cidade que de alguma entram em contato com Ruby. Ephram, Celia entre outros.
A história tem um quê de magia, misticismo que envolve muito a vida da personagem principal. Espíritos de crianças mortas convivem com ela e aos poucos vamos descobrindo o motivo udisso. Posso adiantar que é uma das coisas mais tristes, nojentas e horríveis que já li. Não só isso, mas a história de Ruby em um todo. Esse livro é como a misoginia age de forma destruidora na vida das mulheres deslegitimando-as de inúmeras formas. Seja destruindo o seu potencial, não acreditando na sua capacidade, proibindo-as de ser quem são. Além de exercer o poder através da dominação sexual. Dominação iniciada desde a tenra infância. O caso de Ruby piora ainda mais por ela ser uma mulher negra.
Há tantos pontos para questionar e discutir, mas a gente acaba afetado por tanta violência que permeiam as páginas do livro. No início, achei meio estranho a escolha da autora de ir e voltando no tempo. As coisas não pareciam se conectar. Mas depois da primeira parte tudo flui. De forma ainda mais assustadora. São ciclos de violência que começam no passado e continuam se repetindo e destruindo pessoas.
Eu queria ter gostado mais do livro, assim como gostei de Uma Vida Pequena. Mas aqui bateu de uma forma diferente. Talvez tenha sido mais indigesto, fora que o começo não me agradou tanto. E sabe quando bate aquela tristeza tão grande que a coisa mais te deixa feliz consegue fazer diferença? Foi assim que cheguei ao final de Ruby. Já estava tão triste e com tanta raiva do que tinha acontecido que o final não aqueceu o meu coração. Eu não odiei de um todo a história, há partes que me conquistaram, mas no fim eu não indicaria essa história para ninguém ou talvez fizesse com muitas ressalvas.
Ninguém nasce herói é um livro sobre reflexões. Sobre questões internas, amizades e o lugar que se vive. Esse livro mexeu comigo. A principal questão é justamente pela história se passar em realidade que se assemelha demais ao que anda acontecendo no Brasil inteiro. É uma realidade difícil de acreditar, de engolir. São situações que nos deixam sem esperanças e impotentes. Há coisas demais para questionar, discutir, agir, lutar e mudar. Pesado. Contemplativo.
Eu gosto muito da escrita e dos textos da Aline Valek. As ideias desses contos são muito originais. Gostei da premissa dos quatros contos publicados nesta coletânea. São contemplativos, engraçados, intrigantes e em certa medida tristes. Vale a pena a leitura.
Noite em Caracas é um livro morto. Assim como a personagem apática que narra a história. Apesar da fluidez da escrita nada mais chama atenção. E quando chama é de forma negativa.
Adelaida começa a falar sobre a sua vida a partir da morte da mãe que morre de câncer em um país devastado. Entre o presente e lembranças ela conta sobre personagens ou momentos que não possuem profundidade, ou relevância para o contexto. Caracas está destruída, as pessoas passam fome e são perseguidas. E o causador disso tudo é o Fantasma do Comunismo.
Karina Sainz Borgo tenta tecer uma crítica ao governo de Hugo Chávez, mas ela não elabora nem aprofunda o contexto histórico. Acaba colocando a culpa do sofrimento da classe média nos revolucionários vermelhos, nos comunistas corruptos que deixam a população com fome. Não há nenhuma análise de como chegou tudo aquilo. Nem da influência internacional que ajudou a afundar a Venezuela em uma crise humanitária.
Está claro em todo o texto que Sainz Borgo não pretende analisar nada ali, ela apenas quer encontrar um culpado para servir de desculpas os atos horríveis da personagem principal. Com a desculpa de que precisa sobreviver naquele mundo infernal, Adelaida é capaz de agir de forma inescrupulosa para poder viver longe da sua terra natal. É um texto político, mas não é profundo ou coerente. Se fosse uma narrativa potente com críticas bem construídas em respeito aos momentos de crise passados pela Venezuela, com certeza, teria o meu apontamento destacando. Mas é só um delírio subserviente da classe média acreditando que o comunismo e marxismo acabaram com a história de um povo e que a Europa é um reino encantando.
Não recomendo por ser fraco na sua construção de personagens e contextos históricos e políticos já que aparentemente era isso que a autora gostaria de criticar. No entanto, se você acredita que comunismo assola e assombra os países da América Latina esse é um prato cheio, uma ficção de primeira.
Adelaida começa a falar sobre a sua vida a partir da morte da mãe que morre de câncer em um país devastado. Entre o presente e lembranças ela conta sobre personagens ou momentos que não possuem profundidade, ou relevância para o contexto. Caracas está destruída, as pessoas passam fome e são perseguidas. E o causador disso tudo é o Fantasma do Comunismo.
Karina Sainz Borgo tenta tecer uma crítica ao governo de Hugo Chávez, mas ela não elabora nem aprofunda o contexto histórico. Acaba colocando a culpa do sofrimento da classe média nos revolucionários vermelhos, nos comunistas corruptos que deixam a população com fome. Não há nenhuma análise de como chegou tudo aquilo. Nem da influência internacional que ajudou a afundar a Venezuela em uma crise humanitária.
Está claro em todo o texto que Sainz Borgo não pretende analisar nada ali, ela apenas quer encontrar um culpado para servir de desculpas os atos horríveis da personagem principal. Com a desculpa de que precisa sobreviver naquele mundo infernal, Adelaida é capaz de agir de forma inescrupulosa para poder viver longe da sua terra natal. É um texto político, mas não é profundo ou coerente. Se fosse uma narrativa potente com críticas bem construídas em respeito aos momentos de crise passados pela Venezuela, com certeza, teria o meu apontamento destacando. Mas é só um delírio subserviente da classe média acreditando que o comunismo e marxismo acabaram com a história de um povo e que a Europa é um reino encantando.
Não recomendo por ser fraco na sua construção de personagens e contextos históricos e políticos já que aparentemente era isso que a autora gostaria de criticar. No entanto, se você acredita que comunismo assola e assombra os países da América Latina esse é um prato cheio, uma ficção de primeira.
Eles é um livro de contos simples e pequenos sobre o cotidiano. Talvez simples demais. Em seus contos com foco em pessoas negras, Vagner Amaro aborda sexualidade, violência, machismo, homofobia entre outros temas que abordam as nossas vivências.
Os meus contos preferidos foram:
- O perfume de Olavo;
- Eles;
- Dança;
- Chamas;
- Ela desatinou; (esse conto tem uns problemas que me incomodaram porque em alguns momentos ele denomina a mulher trans/travesti no masculino quando se fala dela no passado, mas acho que mesmo assim ele poderia continuar falando no feminino).
Os meus contos preferidos foram:
- O perfume de Olavo;
- Eles;
- Dança;
- Chamas;
- Ela desatinou; (esse conto tem uns problemas que me incomodaram porque em alguns momentos ele denomina a mulher trans/travesti no masculino quando se fala dela no passado, mas acho que mesmo assim ele poderia continuar falando no feminino).
2,5
Ricardo e Vânia é sem dúvida um livro que deixou muito a desejar. A grande parte disso se dá pela escrita e escolhas do autor, Chico Felitti. Com uma escrita fraca e sem muita profundidade Felitti prefere contar as histórias de Ricardo (Fofão) e Vânia em capítulos curtos e fazendo com que fontes tivesse um destaque desnecessário. Não há uma trajetória crescente. Há relatos de memórias que não constroem uma narrativa empolgante. Com personagens tão interessantes é frustrante perceber que, no meu ponto de vista, não foram bem biografados.
Outro detalhe que não fez sentido foi o fato do biógrafo se colocar tão presente no texto. Aqui menos seria mais. Não havia necessidade dele apontar o seu caminho junto com a sua mãe para encontrar as fontes que o ajudaram a dar conteúdo para o texto. O momento em que ele fala sobre o livro da própria mãe foi o ápice. Desnecessário. Entendo que se não fosse pela curiosidade dele em conversar e querer escrever uma reportagem sobre Ricardo não teríamos outras informações sobre a personagem.
Por tudo isso e pela forma que foi contada o personagem principal perdeu o destaque para mim. A vida de Vânia, ex-namorada de Ricardo, se torna uma personagem mais interessante. Mesmo com informações pouco trabalhadas, a parte em que o autor foca mais na história de Vânia na França foi a que me agradou bem mais que o restante do livro.
Enfim, é um livro que não indicaria por mais que os biografados sejam interessantes. Infelizmente, o autor não conseguiu captar a essência e a grandiosidade deles.
Ricardo e Vânia é sem dúvida um livro que deixou muito a desejar. A grande parte disso se dá pela escrita e escolhas do autor, Chico Felitti. Com uma escrita fraca e sem muita profundidade Felitti prefere contar as histórias de Ricardo (Fofão) e Vânia em capítulos curtos e fazendo com que fontes tivesse um destaque desnecessário. Não há uma trajetória crescente. Há relatos de memórias que não constroem uma narrativa empolgante. Com personagens tão interessantes é frustrante perceber que, no meu ponto de vista, não foram bem biografados.
Outro detalhe que não fez sentido foi o fato do biógrafo se colocar tão presente no texto. Aqui menos seria mais. Não havia necessidade dele apontar o seu caminho junto com a sua mãe para encontrar as fontes que o ajudaram a dar conteúdo para o texto. O momento em que ele fala sobre o livro da própria mãe foi o ápice. Desnecessário. Entendo que se não fosse pela curiosidade dele em conversar e querer escrever uma reportagem sobre Ricardo não teríamos outras informações sobre a personagem.
Por tudo isso e pela forma que foi contada o personagem principal perdeu o destaque para mim. A vida de Vânia, ex-namorada de Ricardo, se torna uma personagem mais interessante. Mesmo com informações pouco trabalhadas, a parte em que o autor foca mais na história de Vânia na França foi a que me agradou bem mais que o restante do livro.
Enfim, é um livro que não indicaria por mais que os biografados sejam interessantes. Infelizmente, o autor não conseguiu captar a essência e a grandiosidade deles.