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Alerta: estupro, pedofilia, abuso psicológico, racismo, abuso médico, homofobia, machismo, misoginia, abuso sexual, violência.
A história de Ruby me lembrou um pouco a de Jude de Uma Vida Pequena. Por mais, que a de Jude seja mais complexa e mais detalhada e assustadoramente sofrida. A de Ruby não fica para trás mesmo que os finais sejam completamente diferentes.
Em Ruby, acompanhamos a história de Ruby Bell que é conhecida como a louca de Liberty, um condado de pessoas negros no interior do Texas. Ao longo dos capítulos vamos conhecendo o passado de Ruby e de alguns dos personagens da cidade que de alguma entram em contato com Ruby. Ephram, Celia entre outros.
A história tem um quê de magia, misticismo que envolve muito a vida da personagem principal. Espíritos de crianças mortas convivem com ela e aos poucos vamos descobrindo o motivo udisso. Posso adiantar que é uma das coisas mais tristes, nojentas e horríveis que já li. Não só isso, mas a história de Ruby em um todo. Esse livro é como a misoginia age de forma destruidora na vida das mulheres deslegitimando-as de inúmeras formas. Seja destruindo o seu potencial, não acreditando na sua capacidade, proibindo-as de ser quem são. Além de exercer o poder através da dominação sexual. Dominação iniciada desde a tenra infância. O caso de Ruby piora ainda mais por ela ser uma mulher negra.
Há tantos pontos para questionar e discutir, mas a gente acaba afetado por tanta violência que permeiam as páginas do livro. No início, achei meio estranho a escolha da autora de ir e voltando no tempo. As coisas não pareciam se conectar. Mas depois da primeira parte tudo flui. De forma ainda mais assustadora. São ciclos de violência que começam no passado e continuam se repetindo e destruindo pessoas.
Eu queria ter gostado mais do livro, assim como gostei de Uma Vida Pequena. Mas aqui bateu de uma forma diferente. Talvez tenha sido mais indigesto, fora que o começo não me agradou tanto. E sabe quando bate aquela tristeza tão grande que a coisa mais te deixa feliz consegue fazer diferença? Foi assim que cheguei ao final de Ruby. Já estava tão triste e com tanta raiva do que tinha acontecido que o final não aqueceu o meu coração. Eu não odiei de um todo a história, há partes que me conquistaram, mas no fim eu não indicaria essa história para ninguém ou talvez fizesse com muitas ressalvas.
A história de Ruby me lembrou um pouco a de Jude de Uma Vida Pequena. Por mais, que a de Jude seja mais complexa e mais detalhada e assustadoramente sofrida. A de Ruby não fica para trás mesmo que os finais sejam completamente diferentes.
Em Ruby, acompanhamos a história de Ruby Bell que é conhecida como a louca de Liberty, um condado de pessoas negros no interior do Texas. Ao longo dos capítulos vamos conhecendo o passado de Ruby e de alguns dos personagens da cidade que de alguma entram em contato com Ruby. Ephram, Celia entre outros.
A história tem um quê de magia, misticismo que envolve muito a vida da personagem principal. Espíritos de crianças mortas convivem com ela e aos poucos vamos descobrindo o motivo udisso. Posso adiantar que é uma das coisas mais tristes, nojentas e horríveis que já li. Não só isso, mas a história de Ruby em um todo. Esse livro é como a misoginia age de forma destruidora na vida das mulheres deslegitimando-as de inúmeras formas. Seja destruindo o seu potencial, não acreditando na sua capacidade, proibindo-as de ser quem são. Além de exercer o poder através da dominação sexual. Dominação iniciada desde a tenra infância. O caso de Ruby piora ainda mais por ela ser uma mulher negra.
Há tantos pontos para questionar e discutir, mas a gente acaba afetado por tanta violência que permeiam as páginas do livro. No início, achei meio estranho a escolha da autora de ir e voltando no tempo. As coisas não pareciam se conectar. Mas depois da primeira parte tudo flui. De forma ainda mais assustadora. São ciclos de violência que começam no passado e continuam se repetindo e destruindo pessoas.
Eu queria ter gostado mais do livro, assim como gostei de Uma Vida Pequena. Mas aqui bateu de uma forma diferente. Talvez tenha sido mais indigesto, fora que o começo não me agradou tanto. E sabe quando bate aquela tristeza tão grande que a coisa mais te deixa feliz consegue fazer diferença? Foi assim que cheguei ao final de Ruby. Já estava tão triste e com tanta raiva do que tinha acontecido que o final não aqueceu o meu coração. Eu não odiei de um todo a história, há partes que me conquistaram, mas no fim eu não indicaria essa história para ninguém ou talvez fizesse com muitas ressalvas.