Take a photo of a barcode or cover
A Lua vem da Ásia é sobre o absurdo. O surreal. Astrogildo, um dos nomes do protagonista, vive um hospício. No entanto, ele acredita ser um hotel e depois um campo de concentração da qual é prisioneiro.
Ele narra as suas memórias e os convívio com os ilustres e variados personagens da mais alta patente e estirpe. Além da sua viagens pelo mundo e suas inúmeras histórias que viveu pelos caminhos que percorreu.Campos de Carvalho criou uma história gostosa de ser ler por mais que muita coisa nela não faz sentido. No entanto, tem um capítulo belíssimo. Jurando eu que o personagem ali estava lúcido. Ledo engano. As reflexões sobre a morte no final do livro são ótimas também.
É um livro super agradável e engraçado. Leia sem procurar sentido. Viaje junto.
Ele narra as suas memórias e os convívio com os ilustres e variados personagens da mais alta patente e estirpe. Além da sua viagens pelo mundo e suas inúmeras histórias que viveu pelos caminhos que percorreu.Campos de Carvalho criou uma história gostosa de ser ler por mais que muita coisa nela não faz sentido. No entanto, tem um capítulo belíssimo. Jurando eu que o personagem ali estava lúcido. Ledo engano. As reflexões sobre a morte no final do livro são ótimas também.
É um livro super agradável e engraçado. Leia sem procurar sentido. Viaje junto.
2,5
A premissa de Triste História do Fim do Mundo é incrível, mas para mim o enredo e a construção de alguns personagens foram negligenciadas. Com certeza, era uma história que precisava de uma profundidade maior que o autor deu. Algumas contextualizações seriam interessantes.
A história já começa com o mundo tomado por um céu de cor rosa e a população mundial completamente dizimada. Sobraram apenas uma família com uma mãe e seus doze filhos. A única certeza é que todos irão morrer. Nós vamos acompanhando a vida de cada um por cada capítulo. Uns são mais profundos que outros, mas no geral não há uma complexidade em suas construções. Aos poucos vemos as suas relações e envolvimentos. É perceptível a tentativa do autor de construir diferentes personalidades para dinamizar a história. No entanto, os capítulos pequenos não conseguiram dar muito destaque ou aprofundar essas diferenciações num todo.
Apesar disso o autor acerta na naturalidade e na diversidade como constrói os personagens. É um ponto bastante positivo. Não consegui me conectar aos personagens e por muito tempo achei uma certa banalidade como tudo foi tratado, mas pela premissa até entendo. As pessoas vão morrer de uma hora para outra. Mas mesmo assim fiquei bastante comovido com os dois últimos capítulos. Principalmente, o penúltimo. É bem triste e, para mim, o mais pesado em relação a sentimentos dos personagens.
Eu queria que o livro fosse mais profundo em vários aspectos e tivesse mais algumas páginas. Enfim, independente da minha opinião, acredito que muitas pessoas podem gostar do livro.
A premissa de Triste História do Fim do Mundo é incrível, mas para mim o enredo e a construção de alguns personagens foram negligenciadas. Com certeza, era uma história que precisava de uma profundidade maior que o autor deu. Algumas contextualizações seriam interessantes.
A história já começa com o mundo tomado por um céu de cor rosa e a população mundial completamente dizimada. Sobraram apenas uma família com uma mãe e seus doze filhos. A única certeza é que todos irão morrer. Nós vamos acompanhando a vida de cada um por cada capítulo. Uns são mais profundos que outros, mas no geral não há uma complexidade em suas construções. Aos poucos vemos as suas relações e envolvimentos. É perceptível a tentativa do autor de construir diferentes personalidades para dinamizar a história. No entanto, os capítulos pequenos não conseguiram dar muito destaque ou aprofundar essas diferenciações num todo.
Apesar disso o autor acerta na naturalidade e na diversidade como constrói os personagens. É um ponto bastante positivo. Não consegui me conectar aos personagens e por muito tempo achei uma certa banalidade como tudo foi tratado, mas pela premissa até entendo. As pessoas vão morrer de uma hora para outra. Mas mesmo assim fiquei bastante comovido com os dois últimos capítulos. Principalmente, o penúltimo. É bem triste e, para mim, o mais pesado em relação a sentimentos dos personagens.
Eu queria que o livro fosse mais profundo em vários aspectos e tivesse mais algumas páginas. Enfim, independente da minha opinião, acredito que muitas pessoas podem gostar do livro.
Chegou a hora de repensarmos na base a maneira como estamos construindo nossos ativismos. Nenhuma pauta política concreta no campo da igualdade de gênero e sexualidade se dará sem de fato pensarmos na participação de homens, pessoas cisgêneras e heterossexuais. Enquanto essas pessoas, com base em um essencialismo simplista, forem automaticamente consideradas inimigas, só teremos retrocesso e avanço do conservadorismo e do fascismo que nos mata diariamente.
Essa coletânea de textos organizada por Leandro Colling e Gilmaro Nogueira é uma excelente entrada para quem quer entender um pouco mais sobre sexualidade e gênero para além do binarismo, do dualismo que nos é forçadamente introduzido por meio da sociedade patriarcal, sexista, machista, heteronormativa, lgbtfobica em que vivemos.
São textos simples, mas que conduzem muito bem as discussões que precisamos estabelecer para que haja uma mudança de pensamentos e atitudes na sociedade. Logo na introdução os autores afirmam que os textos ali são escritos de maneira que ficassem mais acessíveis para aqueles que não fazem parte do mundo acadêmico e que estudam teoria queer. Eu que nunca estudei, mas tenho interesse não tive problemas para entender alguns conceitos que foram apresentados. A linguagem é realmente acessível. Eles se mantiveram firmes na proposta. Por sinal, a maioria dos textos já havia sido publicados em outros sites e blogs antes da publicação do livro.
Além de abordarem gêneros e sexualidades os autores e convidados também falam sobre o racismo, o machismo e as condições dos corpos, ditos minoritários, e suas vivências no Brasil atual. Há uma ótima contextualização das abordagens. O que é perfeito para quem quer saber como vivem as minorias no Brasil, país que mais mata LGBTs no mundo.
Enfim, para mim, são textos de extrema importância. Muda como enxergo outras pessoas e até mesmo a minha própria vivência e medos. Alguns textos auxiliaram na transformação de pensamento que ia condizente com o pensamento opressor, mas com as reflexões que foram apresentadas pude refletir e abrir a mente para novas visões de mundo. Além disso, é preciso refletir com o termo destacado e outras partes dos vários textos a forma que queremos as mudanças sejam estabelecidas. Seja com a participação dos cidadãos e dos governos. É preciso que haja uma mudança estrutural desde o pensar. O trabalho é longo e precisamos agir logo.
Textos recomendadíssimos.
Muito bom!
Esse livro é uma mistura de tristeza, desespero e ave-maria, misericórdia tá amarrado três vez.
Curti bastante a escrita. Os contos apesar de serem curtos são bons e me lembram os causos contados pelos mais velhos à noite pra assustar o povo.
Esse livro é uma mistura de tristeza, desespero e ave-maria, misericórdia tá amarrado três vez.
Curti bastante a escrita. Os contos apesar de serem curtos são bons e me lembram os causos contados pelos mais velhos à noite pra assustar o povo.
Dupla Interseção é um conto sobre jovens LGBTQ racializados discutindo sobre traumas graves e suas vivências. O autor já deixa o alerta no início sobre as questões que serão tratadas.
Apesar de ter achado um tanto didático consigo entender perfeitamente o que o autor quis discutir. Falar sobre assédio, violência sexual é algo extremamente doloroso. Se para mulheres é mais difícil, para homens pode ser complicado de outras formas. Tudo piora quando o racismo se soma ao conjunto de violências físicas e sexuais.
É importante colocar essas questões em pauta porque muitas vezes desmerecemos a nossas vivências e o que sentimos para não sofrermos com o julgamento do próximo.
Apesar de ter achado um tanto didático consigo entender perfeitamente o que o autor quis discutir. Falar sobre assédio, violência sexual é algo extremamente doloroso. Se para mulheres é mais difícil, para homens pode ser complicado de outras formas. Tudo piora quando o racismo se soma ao conjunto de violências físicas e sexuais.
É importante colocar essas questões em pauta porque muitas vezes desmerecemos a nossas vivências e o que sentimos para não sofrermos com o julgamento do próximo.
Eu preciso ler mais Caio F.
Há uma imensidão de mundo nessas crônicas. Nelas conseguimos acompanhar a vida do autor e a sua visão de mundo. As amizades, as viagens para o exterior, os relatos da vida como autor, a descoberta do HIV e vivendo com ela, uma paixão pela jardinagem está tudo ali. Em momentos textos engraçados ou mais introspectivos, às vezes homenagens e fábulas. Só tenho a dizer Caio teve muito para compartilhar conosco. Uma leitura agradável que recomendo fazer aos poucos.
Há uma imensidão de mundo nessas crônicas. Nelas conseguimos acompanhar a vida do autor e a sua visão de mundo. As amizades, as viagens para o exterior, os relatos da vida como autor, a descoberta do HIV e vivendo com ela, uma paixão pela jardinagem está tudo ali. Em momentos textos engraçados ou mais introspectivos, às vezes homenagens e fábulas. Só tenho a dizer Caio teve muito para compartilhar conosco. Uma leitura agradável que recomendo fazer aos poucos.
Em Cães Júlia Grilo discorre sobre a subjetividade daquilo que nos faz humanos. No entanto, ela faz isso por através da estória de Cafeína, a cachorra que queria ser humana. A narradora vai fazendo um paralelo sobre a sua vida e a da sua cachorra que pensa e que ter humanidade.
Preciso dizer que não estava curtindo muito a leitura. Não estava me apegando a nada ali. Só que no instante em que parei para começar a analisar tudo que Júlia Grilo queria passar nos mostrar o que é humano, uma chave virou e tudo passou a fazer sentido. Enquanto acompanhamos a jornada de Cafeína entramos em discussões sobre racismo, machismo, violência, amor, sentimentos, arrependimentos, maternidade compulsória, feminismo entre tantos outros que estão ou não relacionados a nossa condição humana.
Cães é uma leitura que vai crescendo ao longo dos capítulos. É um livro que talvez o leitor vai se enxergando nas entrelinhas. Fica a recomendação. A escrita é interessante e os questionamentos essenciais.
Preciso dizer que não estava curtindo muito a leitura. Não estava me apegando a nada ali. Só que no instante em que parei para começar a analisar tudo que Júlia Grilo queria passar nos mostrar o que é humano, uma chave virou e tudo passou a fazer sentido. Enquanto acompanhamos a jornada de Cafeína entramos em discussões sobre racismo, machismo, violência, amor, sentimentos, arrependimentos, maternidade compulsória, feminismo entre tantos outros que estão ou não relacionados a nossa condição humana.
Cães é uma leitura que vai crescendo ao longo dos capítulos. É um livro que talvez o leitor vai se enxergando nas entrelinhas. Fica a recomendação. A escrita é interessante e os questionamentos essenciais.
Quando comecei a ler A longa viagem a um pequeno planeta hostil estava esperando outro tipo de ficção científica, algo mais complexo. No entanto, fui surpreendido positivamente. A forma como a autora aborda as diferentes formas de diversidade de modo natural foi um ponto extremamente positivo. As relações humanas e interespécies são bastante instigantes. O mundo que ela cria também o é ainda que falte uma profundidade coesa e um enredo que caminhe juntos. Apesar disso, é uma leitura bastante divertida e com personagens cativantes. Fica a recomendação.
É preciso deixar claro que História Bizarra da Literatura Brasileira não é um livro profundo. O autor fala sobre isso na apresentação antes dos textos. É um conjunto de relatos e curiosidades fundamentadas. Há pesquisas por trás de cada fator histórico narrado por Marcel Verrumo, além de indicações de outros textos para aqueles que quiserem se aprofundar. É um alerta para aqueles que chegarem com altas expectativas.
Acredito que muito do que foi escolhido para ser contado aqui tem preferência do autor já que senti falta de muitos outros autores importantes. Em algumas questões mesmo com visão crítica deixa muito a desejar: como o fato de ter mais homens que mulheres mencionadas. Não há tantos recortes sociais, mas apesar disso o livro continua super interessante.
As curiosidades sobre a vida de escritores e escritoras, e sobre a literatura, seja produção, vendas, censuras e tantos outros, é de muito bom grado. A maioria das informações compartilhadas eu não tinha noção. Portanto, a minha leitura foi bastante agradável e de fato interessante. Os fatos me instigaram tanto que fiquei interessado em ler autores e/ou livros que nunca estiveram no meu radar.
É um livro de leitura agradável e super indico para que não tem muita informação sobre o mundo da literatura no Brasil. Se você já tem uma bagagem grande é possível que o livro não o agrade.
Acredito que muito do que foi escolhido para ser contado aqui tem preferência do autor já que senti falta de muitos outros autores importantes. Em algumas questões mesmo com visão crítica deixa muito a desejar: como o fato de ter mais homens que mulheres mencionadas. Não há tantos recortes sociais, mas apesar disso o livro continua super interessante.
As curiosidades sobre a vida de escritores e escritoras, e sobre a literatura, seja produção, vendas, censuras e tantos outros, é de muito bom grado. A maioria das informações compartilhadas eu não tinha noção. Portanto, a minha leitura foi bastante agradável e de fato interessante. Os fatos me instigaram tanto que fiquei interessado em ler autores e/ou livros que nunca estiveram no meu radar.
É um livro de leitura agradável e super indico para que não tem muita informação sobre o mundo da literatura no Brasil. Se você já tem uma bagagem grande é possível que o livro não o agrade.