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Ler bestseller é sempre melhor do que não ler coisa alguma. Livros são vertentes pra vida, e a vida é, na maioria dos casos, melhor do que a morte. Viver implica em criar, em transgredir, em se reinventar. A leitura escancara todas essas possibilidades. É arte. Octavio Paz já dizia que o homem nada mais é do que imaginação e desejo. É através do sublime ato criador que podemos chegar aos píncaros do gozo.
Achei que algumas crônicas soaram um tanto presunçosas. Além disso, discordo de algumas posições que o Marco Severo defende, mas definitivamente não tem como deixar de admirar a sua escrita que é maravilhosa. Para quem gosta de textos relacionados ao mundo de escritores, leituras e livros vai se deliciar com as crônicas apresentadas. Tem um toque de humor incrível e passagens bonitas.
O livro começa de forma interessante, mas com o decorrer do desenvolvimento acaba ficando maçante. É super bem escrito. No entanto, acabei não gostando do desenvolvimento dos personagens. Algumas passagens que não acrescentam em nada e que também não conseguem criar uma ambientação, um clima de tensão. A parte filosófica, a principal, é bem colocada e propõe discussões interessantes. Pelo menos o livro tem um final satisfatório já que os dois personagens principais que são chatos não possuem um final feliz.
São três contos bem curtinhos, mas super bem escritos. São fofos, envolventes e bem sexuais na medida certa. Cumpre o que propõe. Uma leitura gostosinha. +16/18
O Diálogo de Luizza Milczanowski me trouxe a mesma sensação de quando li Água fria e areia de Vanessa Vascouto. Um livro que não daria nada, mas que acaba crescendo de uma forma inesperada. A autora conseguiu construir uma atmosfera bastante angustiante ao falar sobre abuso sexual e de menores.
A protagonista, que nunca temos conhecimento de quem é, depois de receber a notícia da morte do homem mais velho com quem ela teve um relacionamento na adolescência começa a relembrar os abusos, a pesada e estranha conexão que eles tiveram e como isso afetou de forma significativa a sua vida e as relações outras pessoas. Milczanowski vai mostrando essa relação aos poucos e justamente por isso vai criando uma atmosfera que vai ficando mais tóxica e pesada. A forma como o abuso psicológico entranha em tudo aquilo é destruidor.
Ainda existem muitas pessoas que defendem relações entre homens mais velhos e formados com adolescentes e não questionam isso de forma nenhuma. Por já ter acompanhado uma relação como a descrita no livro pude fazer um paralelo com aquilo que presenciei. Acredito que o fato de não haver a nominação da personagem principal dá um espaço para que seja nomeada qualquer mulher que passou pela mesma situação.
Enfim, gosto de como a autora constrói o enredo e mostra os traumas da personagem depois de vários anos. Mas algumas vezes o texto me pareceu confuso. Mas ainda assim consegue ser uma boa leitura. Para mim, a autora conseguiu transmitir os problemas que acarretam a relação entre menores de idade e homens mais velhos. Fica a recomendação.