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2,5
O livro não é ruim de se ler, mas a história me pareceu banal por mais realista que seja. Personagens reais, palpáveis talvez sejam os que mais geram desconforto. Martín chega a esse ponto por ser presunçoso demais. Isso fica claro a história inteira. Leva uma vida de distanciamento da família e/ou identidade por acreditar que não identifica com o lugar que vive e com os familiares. Essa prepotência também aparece quando as mulheres disponíveis na história se interessam por de alguma forma por ele. É um ego muito grande que aparentemente se desconstrói quando entende que o pai não é aquele monstro que ele criou na cabeça.
O livro não é ruim de se ler, mas a história me pareceu banal por mais realista que seja. Personagens reais, palpáveis talvez sejam os que mais geram desconforto. Martín chega a esse ponto por ser presunçoso demais. Isso fica claro a história inteira. Leva uma vida de distanciamento da família e/ou identidade por acreditar que não identifica com o lugar que vive e com os familiares. Essa prepotência também aparece quando as mulheres disponíveis na história se interessam por de alguma forma por ele. É um ego muito grande que aparentemente se desconstrói quando entende que o pai não é aquele monstro que ele criou na cabeça.
"Uma estranha maldição pesava sobre mim. Eu era tutsi."
Baratas é, com certeza, um dos livros mais tristes e chocantes que li na minha vida inteira. As memórias de Scholastique Mukasonga mostram o quanto o povo da etnia Tustis sofreu nas mãos dos Hutus em Ruanda. A perseguição e violência que aconteceram durante vários anos culminaram no genocídio em 1994. Afirmam que em quanto se mantiveram no poder desde a década de 60 os Hutus mataram mais de 1 milhão de pessoas de etnia Tutsis.
Ao longo dos capítulos Mukasonga vai narrando períodos de sua vida desde o momento em que ela e os seus familiares, assim como outros tutsis, foram expulsos das cidades que moraram e foram viver em lugares afastados, mas ainda assim sob domínio dos Hutus. Era uma convivência amedrontada e violenta. Mukasonga afirma que eles viviam a espera da morte.
As poucas passagens que não rementem a violência ou ao sofrimento falam sobre a importância da educação na vida dessas pessoas, o acolhimento entre os vizinhos e pessoas próximas, além do amor entre os familiares. Nesses momentos acreditamos que o bem pode ser maior que o mal. Mas eles são raros.
A maior parte do livro é extremamente cruel. O genocídio é o seu ápice. As descrições das mortes que ocorreram violentamente são extremamente dolorosas. Os Hutus não pouparam ninguém nem homens nem mulheres nem idosos ou crianças. Nada. Scholastique Mukasonga só conseguiu sobreviver porque estava vivendo na França quando o massacre ocorreu. Praticamente todos os seus familiares morreram. A forma como sua irmã mais nova morreu é desumana demais. É um dos momentos mais tristes do livro. É de admirar-se que ela tenha conseguido escrever sobre uma ferida que provavelmente nunca será curada.
Recomendo para quem quer conhecer um pouco sobre a história de Ruanda e um pouco sobre o genocídio que lá aconteceu. No entanto, preciso alertar sobre a violência gráfica que há no texto.
3,5
Em A Mulher de Pés Descalços Mukasonga foca mais na questão cultural de seu país. É através da figura da sua mãe e das mulheres da comunidade que ela escolhe narrar. Aqui a violência não se faz tão presente como em [b:Baratas|31554823|Organizações Exponenciais Porque elas são 10 vezes melhores,mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito)|Salim Ismail|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1471555570l/31554823._SX50_.jpg|42112110]. Ela está ali rodando ou como o fim de tudo, mas não é o foco principal.
Por meio das histórias que viveu com sua mãe a autora vai narrando a importância das mulheres em Ruanda. O papel delas no preparo da terra e plantação que servirá para alimentação e sustento da família, sobre o medo da morte e a necessidade de proteger os seus filhos a todo instante, a importância de se ter filhos e como conduzem o nascimento de uma criança, como funcionam os casamentos e os seus rituais. Em um pequeno texto ela vai citando frases que fazem referência aos mitos e contos do povo ruandês. Além disso, a autora mais uma vez exemplifica a união dos membros que partilham o desterro.
Apesar de ser um texto que exalta a cultura também há exemplos de como a colonização teve os seus efeitos massacrantes principalmente através do cristianismo. É um exemplo recorrente já que a família de Mukasonga era bastante religiosa. Os que não seguiam o cristianismo não eram considerados civilizados e sempre eram mal vistos pela sociedade. O homem branco acaba levando discórdia e violência, como sempre, para as sociedades que pretendem dominar. Isto fica claro.
É um excelente texto para se aprender sobre a cultura do povo ruandês. Apesar das mulheres terem uma importância significativa vemos ainda um grande resquício do patriarcalismo ali. Os homens ainda são mais relevantes que as mulheres. As diferenças são gritantes. O culturalidade dele pode nos chocar em certos momentos, mas ainda assim nos é instigante porque sem sombra de dúvidas é instigante e diferente daquilo que temos contatos. É ótimo para nos questionarmos e também para aprendermos mais.
Apesar de um texto um pouco truncado, é um excelente livro. Fica a recomendação de lê-lo, mas antes é preciso ler Baratas porque lá há informações que completam este texto.
Em A Mulher de Pés Descalços Mukasonga foca mais na questão cultural de seu país. É através da figura da sua mãe e das mulheres da comunidade que ela escolhe narrar. Aqui a violência não se faz tão presente como em [b:Baratas|31554823|Organizações Exponenciais Porque elas são 10 vezes melhores,mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito)|Salim Ismail|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1471555570l/31554823._SX50_.jpg|42112110]. Ela está ali rodando ou como o fim de tudo, mas não é o foco principal.
Por meio das histórias que viveu com sua mãe a autora vai narrando a importância das mulheres em Ruanda. O papel delas no preparo da terra e plantação que servirá para alimentação e sustento da família, sobre o medo da morte e a necessidade de proteger os seus filhos a todo instante, a importância de se ter filhos e como conduzem o nascimento de uma criança, como funcionam os casamentos e os seus rituais. Em um pequeno texto ela vai citando frases que fazem referência aos mitos e contos do povo ruandês. Além disso, a autora mais uma vez exemplifica a união dos membros que partilham o desterro.
Apesar de ser um texto que exalta a cultura também há exemplos de como a colonização teve os seus efeitos massacrantes principalmente através do cristianismo. É um exemplo recorrente já que a família de Mukasonga era bastante religiosa. Os que não seguiam o cristianismo não eram considerados civilizados e sempre eram mal vistos pela sociedade. O homem branco acaba levando discórdia e violência, como sempre, para as sociedades que pretendem dominar. Isto fica claro.
É um excelente texto para se aprender sobre a cultura do povo ruandês. Apesar das mulheres terem uma importância significativa vemos ainda um grande resquício do patriarcalismo ali. Os homens ainda são mais relevantes que as mulheres. As diferenças são gritantes. O culturalidade dele pode nos chocar em certos momentos, mas ainda assim nos é instigante porque sem sombra de dúvidas é instigante e diferente daquilo que temos contatos. É ótimo para nos questionarmos e também para aprendermos mais.
Apesar de um texto um pouco truncado, é um excelente livro. Fica a recomendação de lê-lo, mas antes é preciso ler Baratas porque lá há informações que completam este texto.
O amor de carnaval aqui bateu tremendamente forte. Fofo e com uma mensagem super positiva.
Uma mensagem de positiva para a realidade que estamos vivendo. Uma esperança iluminada de que tudo mudará e voltará a ser como era antes. Que o nosso Sol não se suma como na história!
Ainda vivo na expectativa de um romance escrito pela Olívia.
Ainda vivo na expectativa de um romance escrito pela Olívia.
Eu achei bem divertido. Nada como mandar um e-mail não deveria ter sido enviado para transformar a história. Apesar da história ser escritas como se fossem e-mail enviados eu fiquei CURIOSO demais por aquilo que foi deixado no ar e não foi narrado. Podia ter tido um epílogo. rs
Esse conto é super divertido. O melhor é que a ambientação e a construção é tão bem narrada que parece que a gente está assistindo algum episódio de Liga da Justiça no SBT na hora do almoço. Odete narrando pela perspectiva dela de ajudante de vilã deixa a história mais engraçada. Só fiquei triste porque o beijo só ficou na expectativa.
Eu não esperava que o final do conto seria esse. Eu fiquei bastante surpreso e triste. É um conto super lindo, mas com um final arrasador.
O conto de Min Jin Lee narra a vida de uma família de sul coreanos em meio a pobreza e tradições. É triste ver como tradições em sua grande maioria priorizam os filhos homens e deixam as meninas de lado. A protagonista vai narrando essas diferenças ao longo do conto como ela e as irmãs são tradadas diferente em relação ao irmão homem. Tudo isso enquanto vivem em um nível muito grande de pobreza. E é justamente esse fator que faz com que ela tenha uma ideia para poder salvar a sua família dessa pobreza que os atinge.
É lindo! Recomendo. Fácil leitura.
O conto de Min Jin Lee narra a vida de uma família de sul coreanos em meio a pobreza e tradições. É triste ver como tradições em sua grande maioria priorizam os filhos homens e deixam as meninas de lado. A protagonista vai narrando essas diferenças ao longo do conto como ela e as irmãs são tradadas diferente em relação ao irmão homem. Tudo isso enquanto vivem em um nível muito grande de pobreza. E é justamente esse fator que faz com que ela tenha uma ideia para poder salvar a sua família dessa pobreza que os atinge.
É lindo! Recomendo. Fácil leitura.
Não morre no final
Juliana Medina, Felipe Lima Cavalcante, Gil Fox, Dora Lutz, Vicent Bernardo A Santos, Maria Freitas, Felipe Fagundes, Amanda Lomba, Camila Cerdeira
Não morre no final é um coletânea de contos com diversos autores em que os temas principais são personagens LGBTQ+ e imortalidade. Eu não pensei que ia curtir tanto, mas fiquei surpreso positivamente. Os textos são muito bem escritos. Alguns autores conseguem muito bem aprofundar a história mesmo em contos curtos. Cada um dos contos tem os seus pontos portes. Entre viagem no tempo, anjos e demônios, eternidade, androides e Pabllo Vittar cada um soube me conquistar de alguma forma. Super recomendo.
Os meus contos preferidos foram:
- A morte é só o começo;
- Eu só tenho mais uma chance;
- E se for amor?;
- Guardião do Destino;
- Minha amiga, a morte;
- Melhor se arrepender do que passar vontade.
Os meus contos preferidos foram:
- A morte é só o começo;
- Eu só tenho mais uma chance;
- E se for amor?;
- Guardião do Destino;
- Minha amiga, a morte;
- Melhor se arrepender do que passar vontade.
3,5
O plot twist é manjado demais. Se tivesse continuando sem o plot teria sido melhor. No entanto, o conto é super bem escrito e ambientado e autor consegue tirar reações dos leitores com as cenas descritas.
O plot twist é manjado demais. Se tivesse continuando sem o plot teria sido melhor. No entanto, o conto é super bem escrito e ambientado e autor consegue tirar reações dos leitores com as cenas descritas.