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fevi's Reviews (834)
Alerta: esse livro contém estupro, pedofilia, tortura, variedades de violência.
Eu, sinceramente, não sei como classificar esse livro. É uma sátira ao Brasil e os seus preconceitos em uma realidade não muito distante. Uma ficção científica cheias de absurdos elevados ao extremo. Uma obra pesadíssima. Cheia de violência e exacerbação daquilo que há de pior no Brasil. Um texto que traz reflexões.
O Brasil de hoje entra em uma guerra civil depois que um dançarino é humilhado por ser considerado feio em um programa onde uma banda de forró procurava um novo bailarino. Por causa disso ele convoca todos os feio para se revoltarem contra todas esses padrões impostos pela sociedade que cultua tudo aquilo que é belo. Paralelo a esse momento, e no futuro acabam se cruzando, existe um mercado clandestino em que pessoas perseguem pessoas consideradas bonitas as matam e as transformam em brinquedos sexuais. Mas elas não se parecem tão mortas porque existe um vírus que as deixam com o aspecto diferente. Isso tudo é um absurdo.
O livro contém muitas cenas de estupro. Isso virou cotidiano. Orgias em qualquer lugar por causa guerra civil entre os Feios e a resistência da beleza. Sinceramente, não acredito que a autora precisava ser tão explícita. Não havia necessidade. Ela já havia criado um clima pesado que sustentaria até o final do livro. Isso mostra aliás que a escrita é relevante e boa apesar de alguns momentos serem por causa de como foram colocados os diálogos.
A narrativa é contada por três vertentes: uma acompanha Fábio que é um homem bonito que captura e mata as pessoas bonitas para transformá-las em bonecas, o Tião que é o homem feio que dá início a guerra civil; no seu capítulo vamos descobrindo como chegamos a esse ponto, e a terceira vertente é uma série de episódios de programas em comemoração de 20 anos de Revolta dos Feios. Os belos e os feios transforma em uma vertente política em briga de direita e esquerda ao longo da história. É por meio das brigas que autora tece uma série de críticas à sociedade brasileira atual. A forma irônica como ela demonstra isso tudo. Com os capítulos que narram o Brasil depois de 20 anos da guerra vemos um Brasil totalmente diferente e mudado isso tudo devido as mudanças políticas severas que aconteceram. O Brasil tem uma educação melhor e uma sociedade menos preconceituosa.
Para além disso, existe uma vertente uma nova biodiversidade que é encontrada por cientistas e que explicam a origem do vírus que deixam os mortos com aparência de pessoas vivas. Esse livro é um absurdo incrível.
Não tenho dúvidas que a autora tenha talento porque esse livro me pegou de surpresa. Há alguns exageros não se pode negar. A violência grotesca ali é para explicar os problemas da sociedade brasileira. Mesmo que seja exagerada e acho isso errado, ela tem uma explicação. Luana Morena tem um dom para a ficção científica. Eu curti a leitura e a crítica proposta pela autora. Acho que vale a pena dar uma chance.
Recomendo com ressalvas.
2,5
Eu pensei que a história seria sobre ela encontrar as suas raízes. No entanto, a moça foca mais no romance que ela tem com um boy com quem conheceu online. Nada contra, o romance é fofo e o desenho é legal. Só não é o que eu estava esperando.
Eu pensei que a história seria sobre ela encontrar as suas raízes. No entanto, a moça foca mais no romance que ela tem com um boy com quem conheceu online. Nada contra, o romance é fofo e o desenho é legal. Só não é o que eu estava esperando.
Fui com muita sede ao pote e não tinha nenhum líquido para que eu pudesse beber.
Esse livro é uma sátira ruim do suposto período político que estamos vivenciando. Genérico e raso até o último fio de cabelo ao tentar fazer críticas ao momento. O livro parecia mais uma citação de pensadores do qualquer outras coisa. Perdi as contas de quantos foram citados nesse livro sem muito propósito.
Eu queria muito ter gostado, mas foi fraco e ruim. Mesmo sendo uma sátira as críticas poderiam ter sido mais profundas que os tweets que escrevemos. Não foi.
Não recomendo. Mas pode ser que você goste e eu não tenha entendido a ironia da obra. rs
Esse livro é uma sátira ruim do suposto período político que estamos vivenciando. Genérico e raso até o último fio de cabelo ao tentar fazer críticas ao momento. O livro parecia mais uma citação de pensadores do qualquer outras coisa. Perdi as contas de quantos foram citados nesse livro sem muito propósito.
Eu queria muito ter gostado, mas foi fraco e ruim. Mesmo sendo uma sátira as críticas poderiam ter sido mais profundas que os tweets que escrevemos. Não foi.
Não recomendo. Mas pode ser que você goste e eu não tenha entendido a ironia da obra. rs
Esse livro contém cena de estupro explícito.
Tatiana Salem Levy tem um escrita maravilhosa e gostosa de se acompanhar.
Em A chave de casa ela narra e inventa momentos da sua vida. Em uma vertente ela narra uma viagem à Turquia para voltar às origens de sua família, em outra e talvez as mais marcantes ela narra sobre a perda da mãe enquanto conversa com ela. É uma coisa belíssima de se acompanhar. Ela também narra a chegada do avô turco ao Brasil e o relacionamento intenso que a amou e também a matou.
É um livro com uma narrativa preciosa. Tão bem escrito que para mim nada ali parecia ter uma parte ficcional. É um livro envolvente demais.
Recomendadíssimo.
Tatiana Salem Levy tem um escrita maravilhosa e gostosa de se acompanhar.
Em A chave de casa ela narra e inventa momentos da sua vida. Em uma vertente ela narra uma viagem à Turquia para voltar às origens de sua família, em outra e talvez as mais marcantes ela narra sobre a perda da mãe enquanto conversa com ela. É uma coisa belíssima de se acompanhar. Ela também narra a chegada do avô turco ao Brasil e o relacionamento intenso que a amou e também a matou.
É um livro com uma narrativa preciosa. Tão bem escrito que para mim nada ali parecia ter uma parte ficcional. É um livro envolvente demais.
Recomendadíssimo.
O conto do autor em [b: Qualquer Clichê de Amor é Amor|46271344|Qualquer clichê de amor é amor|Nathália Campos|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1562936943l/46271344._SX50_.jpg|71271254] foi o que eu mais gostei de ler e assim que soube que ele ia lançar outro conto fiquei na expectativa. Não me decepcionei. O Mateus Bandeira sabe escrever uma história, tem a escrita envolvente e é isso o que eu mais gosto.
Porque eu quis o melhor é sobre despedidas de amores. É um assunto que toca todo mundo. Eu me identifiquei muito, mas o meu final é diferente do conto que, ao meu ver, tem um final em aberto. O meu teve volta pra casa chorando no ônibus porque havia entendido que aquela teria sido a última vez.
É gostoso perceber que a literatura contemporânea está contanto a realidade de novos personagens que antes era esquecidos de forma proposital. O conto é lindo. Fica a recomendação.
Porque eu quis o melhor é sobre despedidas de amores. É um assunto que toca todo mundo. Eu me identifiquei muito, mas o meu final é diferente do conto que, ao meu ver, tem um final em aberto. O meu teve volta pra casa chorando no ônibus porque havia entendido que aquela teria sido a última vez.
É gostoso perceber que a literatura contemporânea está contanto a realidade de novos personagens que antes era esquecidos de forma proposital. O conto é lindo. Fica a recomendação.
A parte que eu mais gostei foi a da Tulipa. É uma história com escrita gostosa e fácil de acompanhar. Só achei um pouco complicado o total de repetições de informações que tem em todos os capítulos.
Olhai os lírios do campo é um livro sobre muitas coisas, mas principalmente sobre o ser humano e sobre o que ele deseja.
Erico Veríssimo faz uma primeira parte simples, mas que possui um importante gancho que transformará a vida do protagonista Eugênio. Não quero e nem posso resumir o livro em uma dicotomia entre bem versus mal, Deus ou dinheiro porque o livro é ir além disso. Pelo menos acredito nisso.
No entanto, são pelas regras ou clareza divina deixada por Olívia, a mulher que ele ama, que Eugênio muda os rumos do seu destino. É uma mudança que o transforma de uma maneira que a sua existência seja mais significativa. Perante ao que ele acredita.
Veríssimo trouxe discussões que bastante relevantes para o que o mundo vivia na época. Pinceladas sobre nazifascismo, preconceitos. Privilégios e soberba da burguesia. A desigualdade e os seus problemas. Todos esses temas alavancados de uma forma filosófica e simples.
A leitura é simples, fluida e gostosa. A segunda parte é superior se comparada a primeira. Algumas coisas poderiam ser melhores ou mais desenvolvidas, mas não perdem o seu encanto. Eu recomendaria vigorosamente a leitura da segunda parte para os estudantes da área da saúde, principalmente, os de medicina. Veríssimo discorre muito sobre o atendimento humanizado e a importância de uma saúde pública.
Eu sempre me perco e faço uns comentários ruins, mas deixo aqui a minha recomendação.
Erico Veríssimo faz uma primeira parte simples, mas que possui um importante gancho que transformará a vida do protagonista Eugênio. Não quero e nem posso resumir o livro em uma dicotomia entre bem versus mal, Deus ou dinheiro porque o livro é ir além disso. Pelo menos acredito nisso.
No entanto, são pelas regras ou clareza divina deixada por Olívia, a mulher que ele ama, que Eugênio muda os rumos do seu destino. É uma mudança que o transforma de uma maneira que a sua existência seja mais significativa. Perante ao que ele acredita.
Veríssimo trouxe discussões que bastante relevantes para o que o mundo vivia na época. Pinceladas sobre nazifascismo, preconceitos. Privilégios e soberba da burguesia. A desigualdade e os seus problemas. Todos esses temas alavancados de uma forma filosófica e simples.
A leitura é simples, fluida e gostosa. A segunda parte é superior se comparada a primeira. Algumas coisas poderiam ser melhores ou mais desenvolvidas, mas não perdem o seu encanto. Eu recomendaria vigorosamente a leitura da segunda parte para os estudantes da área da saúde, principalmente, os de medicina. Veríssimo discorre muito sobre o atendimento humanizado e a importância de uma saúde pública.
Eu sempre me perco e faço uns comentários ruins, mas deixo aqui a minha recomendação.
A vida invisível de Eurícide Gusmão é um novelão das seis. Como já disse antes isso não é demérito nenhum. Quem não gosta de uma boa novela, não é mesmo?
Marta Batalha tem um escrita gostosa que dar prazer em ler. O livro flui fácil e de forma rápida. Não há como negar.
Entretanto, para mim, faltou algo na história para que ficasse mais presente e forte. A história se passa na década de 40 até 60 com várias idas e voltas no tempo para contar a vida de vários personagens. Isso não desmerece em nada o livro, mas acredito que se a autora tivesse focado mais na própria Eurícide Gusmão e em seus dramas talvez não houvesse necessidade de focar no passado de outros personagens.
A vida se tornou invisível não só porque Eurícide deixou de viver o que sonhara ou que poderia ser por viver com um marido machista e uma sociedade patriarcal que a impediram de voar, mas porque a história não é só sobre ela. Há momentos no livros que outros personagens são muito mais interessantes que a protagonista. Como é o caso da ex-prostituta Filomena. Nos momentos de apatia da personagem principal, o livro também se torna apático. Talvez não seria assim se apatia fosse mais trabalhada.
Outro ponto extremamente negativo para mim foi como os personagens negros foram inseridos no enredo. Eles estiveram ali apenas para exemplificar o quão racistas as pessoas brancas são. A única com algo significativo e ainda assim menosprezada era a empregada da casa. Personagens figurativos que estão ali pra justificar o racismo sem profundidade. Nesse ponto a autora pecou mais.
Dito isso, reafirmo que o livro não é ruim, mas que há questões que deveriam ter sido trabalhadas de outra forma. A escrita da autora é incrível e me faz querer conhecer os outros trabalhos dela.
Marta Batalha tem um escrita gostosa que dar prazer em ler. O livro flui fácil e de forma rápida. Não há como negar.
Entretanto, para mim, faltou algo na história para que ficasse mais presente e forte. A história se passa na década de 40 até 60 com várias idas e voltas no tempo para contar a vida de vários personagens. Isso não desmerece em nada o livro, mas acredito que se a autora tivesse focado mais na própria Eurícide Gusmão e em seus dramas talvez não houvesse necessidade de focar no passado de outros personagens.
A vida se tornou invisível não só porque Eurícide deixou de viver o que sonhara ou que poderia ser por viver com um marido machista e uma sociedade patriarcal que a impediram de voar, mas porque a história não é só sobre ela. Há momentos no livros que outros personagens são muito mais interessantes que a protagonista. Como é o caso da ex-prostituta Filomena. Nos momentos de apatia da personagem principal, o livro também se torna apático. Talvez não seria assim se apatia fosse mais trabalhada.
Outro ponto extremamente negativo para mim foi como os personagens negros foram inseridos no enredo. Eles estiveram ali apenas para exemplificar o quão racistas as pessoas brancas são. A única com algo significativo e ainda assim menosprezada era a empregada da casa. Personagens figurativos que estão ali pra justificar o racismo sem profundidade. Nesse ponto a autora pecou mais.
Dito isso, reafirmo que o livro não é ruim, mas que há questões que deveriam ter sido trabalhadas de outra forma. A escrita da autora é incrível e me faz querer conhecer os outros trabalhos dela.
O livro tem umas dicas até legais para que possamos colocar em prática. Dar um up na nossa vontade de criar e ser criativos, lidar com a síndrome do impostor. Curti. No entanto, na hora que ele falou que a gente precisa CASAR eu perdi o rumo. HAHAHAHAHA Ele fala que a gente precisa casar com alguém que nos de apoio e suporte. Entendo, mas acho que isso não faz sentido quando você precisa criar.
Achei o final do Projetos Estações bastante verdadeiro e realista. Mas saí com o sentimento que Samuel e Renan não teriam um relacionamento muito duradouro.
No entanto, amei o projeto e como o Victor Lopes mostrou como um casal gay também pode amar e que isso é natural. Que isso pode acontecer de forma espontânea. É tudo tão lindo, tão amorzinho, tão verdadeiro. Dá um quentinho demais no coração.
O meu preferido do Projeto Estações é o conto que se passa no Outono.
No entanto, amei o projeto e como o Victor Lopes mostrou como um casal gay também pode amar e que isso é natural. Que isso pode acontecer de forma espontânea. É tudo tão lindo, tão amorzinho, tão verdadeiro. Dá um quentinho demais no coração.
O meu preferido do Projeto Estações é o conto que se passa no Outono.