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fevi 's review for:
A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
by Martha Batalha
A vida invisível de Eurícide Gusmão é um novelão das seis. Como já disse antes isso não é demérito nenhum. Quem não gosta de uma boa novela, não é mesmo?
Marta Batalha tem um escrita gostosa que dar prazer em ler. O livro flui fácil e de forma rápida. Não há como negar.
Entretanto, para mim, faltou algo na história para que ficasse mais presente e forte. A história se passa na década de 40 até 60 com várias idas e voltas no tempo para contar a vida de vários personagens. Isso não desmerece em nada o livro, mas acredito que se a autora tivesse focado mais na própria Eurícide Gusmão e em seus dramas talvez não houvesse necessidade de focar no passado de outros personagens.
A vida se tornou invisível não só porque Eurícide deixou de viver o que sonhara ou que poderia ser por viver com um marido machista e uma sociedade patriarcal que a impediram de voar, mas porque a história não é só sobre ela. Há momentos no livros que outros personagens são muito mais interessantes que a protagonista. Como é o caso da ex-prostituta Filomena. Nos momentos de apatia da personagem principal, o livro também se torna apático. Talvez não seria assim se apatia fosse mais trabalhada.
Outro ponto extremamente negativo para mim foi como os personagens negros foram inseridos no enredo. Eles estiveram ali apenas para exemplificar o quão racistas as pessoas brancas são. A única com algo significativo e ainda assim menosprezada era a empregada da casa. Personagens figurativos que estão ali pra justificar o racismo sem profundidade. Nesse ponto a autora pecou mais.
Dito isso, reafirmo que o livro não é ruim, mas que há questões que deveriam ter sido trabalhadas de outra forma. A escrita da autora é incrível e me faz querer conhecer os outros trabalhos dela.
Marta Batalha tem um escrita gostosa que dar prazer em ler. O livro flui fácil e de forma rápida. Não há como negar.
Entretanto, para mim, faltou algo na história para que ficasse mais presente e forte. A história se passa na década de 40 até 60 com várias idas e voltas no tempo para contar a vida de vários personagens. Isso não desmerece em nada o livro, mas acredito que se a autora tivesse focado mais na própria Eurícide Gusmão e em seus dramas talvez não houvesse necessidade de focar no passado de outros personagens.
A vida se tornou invisível não só porque Eurícide deixou de viver o que sonhara ou que poderia ser por viver com um marido machista e uma sociedade patriarcal que a impediram de voar, mas porque a história não é só sobre ela. Há momentos no livros que outros personagens são muito mais interessantes que a protagonista. Como é o caso da ex-prostituta Filomena. Nos momentos de apatia da personagem principal, o livro também se torna apático. Talvez não seria assim se apatia fosse mais trabalhada.
Outro ponto extremamente negativo para mim foi como os personagens negros foram inseridos no enredo. Eles estiveram ali apenas para exemplificar o quão racistas as pessoas brancas são. A única com algo significativo e ainda assim menosprezada era a empregada da casa. Personagens figurativos que estão ali pra justificar o racismo sem profundidade. Nesse ponto a autora pecou mais.
Dito isso, reafirmo que o livro não é ruim, mas que há questões que deveriam ter sido trabalhadas de outra forma. A escrita da autora é incrível e me faz querer conhecer os outros trabalhos dela.