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fevi's Reviews (834)
#BingoLitNegra #LeiaNegros
Jeferson Tenório construiu uma síntese de como é ser negro em território brasileiro. Está no texto de forma escancarada e cristalina os racismos cotidianos sejam eles disfarçados, recreativos ou intencionais. Está uma forma simples seja na escrita ou na escolha do enredo, das cenas ou do sentimento em que o autor deseja transmitir. Nós negros não possuímos as mesmas vivências, mas muito dos nossos sofrimentos são compartilhados. Para mim, O Avesso da Pele é quase uma cartilha em que mostra as formas de homens e mulheres negras sofrem todos os dias em intensidades diferentes. O texto não é didático ele só não esconde a realidade.
Para além do excitante relato da existência negra, o autor também trabalha de forma bastante interessante as construções das relações amorosas e como o passado, as dores antigas influenciam a forma das pessoas se relacionarem. Há uma discussão por todo o livro sobre afeto e amor e como as negras, principalmente, aceitam qualquer forma de demonstração de carinho para não se sentirem sozinhas. É um ponto do livro que me chamou bastante atenção.
Tenório ainda denúncia a precarização do profissional da educação de forma recorrente. A falta de incentivo aos educadores, escolas despreparadas e desconhecimento da realidade que afetam de inúmeras formas a educação brasileira. Não há como transformar um país se não existem professores motivados e escolas estruturadas para mostrar um mundo de possibilidades para os estudantes. Mais uma vez o Brasil sai perdendo com esse empobrecimento intelectual.
Para finalizar, gosto de como o autor constrói os personagens negros. São personagens falhos e problemáticos como qualquer pessoa. Isto fica claro no texto. Aqui eles são além da pele negra que carregam. O caráter não escolhe cor de pele, mas fica o questionamento: o quanto desse caráter, dessa personalidade foi construída por ser uma pessoa negra vivendo em um país de passado escravocrata e insistente em descriminar pessoas pela cor da pele? Nós somos negros, mas ainda mais que negros.
Pela sutileza, pela clareza e pela necessidade que ainda temos de debater e combater o passado escravocrata do Brasil o livro de Tenório é mais que recomendável, é essencial. Porque diferente do que muitos dizem ou já disseram ainda não vivemos em uma democracia racial.
Jeferson Tenório construiu uma síntese de como é ser negro em território brasileiro. Está no texto de forma escancarada e cristalina os racismos cotidianos sejam eles disfarçados, recreativos ou intencionais. Está uma forma simples seja na escrita ou na escolha do enredo, das cenas ou do sentimento em que o autor deseja transmitir. Nós negros não possuímos as mesmas vivências, mas muito dos nossos sofrimentos são compartilhados. Para mim, O Avesso da Pele é quase uma cartilha em que mostra as formas de homens e mulheres negras sofrem todos os dias em intensidades diferentes. O texto não é didático ele só não esconde a realidade.
Para além do excitante relato da existência negra, o autor também trabalha de forma bastante interessante as construções das relações amorosas e como o passado, as dores antigas influenciam a forma das pessoas se relacionarem. Há uma discussão por todo o livro sobre afeto e amor e como as negras, principalmente, aceitam qualquer forma de demonstração de carinho para não se sentirem sozinhas. É um ponto do livro que me chamou bastante atenção.
Tenório ainda denúncia a precarização do profissional da educação de forma recorrente. A falta de incentivo aos educadores, escolas despreparadas e desconhecimento da realidade que afetam de inúmeras formas a educação brasileira. Não há como transformar um país se não existem professores motivados e escolas estruturadas para mostrar um mundo de possibilidades para os estudantes. Mais uma vez o Brasil sai perdendo com esse empobrecimento intelectual.
Para finalizar, gosto de como o autor constrói os personagens negros. São personagens falhos e problemáticos como qualquer pessoa. Isto fica claro no texto. Aqui eles são além da pele negra que carregam. O caráter não escolhe cor de pele, mas fica o questionamento: o quanto desse caráter, dessa personalidade foi construída por ser uma pessoa negra vivendo em um país de passado escravocrata e insistente em descriminar pessoas pela cor da pele? Nós somos negros, mas ainda mais que negros.
Pela sutileza, pela clareza e pela necessidade que ainda temos de debater e combater o passado escravocrata do Brasil o livro de Tenório é mais que recomendável, é essencial. Porque diferente do que muitos dizem ou já disseram ainda não vivemos em uma democracia racial.
A filha primitiva é um livro super bem escrito. A narrativa é extremamente pesada ao abordar maternidade compulsória e abusos nas vidas das mulheres protagonistas sem nome. Há momentos que para mim a personagem principal que narra o livro age como uma psicopata. Talvez as ausências e o passado tenham feito dela assim. Enfim, apesar de ser um livro bem escrito e com uma história no mínimo instigante, a autora peca por criar uma narrativa extremamente breve. Mesmo com a densidade que exala o livro acaba não sendo tão marcante. É um livro que, no meu ponto se vista, não chegou no seu potencial.
It’s so fluffy! I’m gonna die! É só isso que vem a minha mente. É tudo tão bonitinho e fofo. Não tem como não se apaixonar pela história do Charlie com Nick. É uma HQ para esquentar o coração com tanto amor. Quero ler todas as sequências logo!!!!!
Por cima do mar conta a história de Lígia Brasil. Uma mulher negra que vive no Distrito Federal e mais tarde se muda para Angola. O que mais me conquistou na história foi o fato dela se passar em um local em que posso reconhecer as situações e os lugares. Acho que nunca tinha lido uma história tão grande que se passasse no DF.
Apesar de ser bem escrita, a forma que a autora escolheu contar sobre a vida de Lígia não me conquistou. Ao escolher contar cenas indo e voltando, para mim, não criou uma conexão tão forte que me agradasse. Tem momentos ótimos, mas de forma geral ficou faltando algo. A parte história é boa, mas também em algumas partes deixam a desejar. Principalmente na parte em que se passa em Benguela.
Não é um livro ruim, mas a escolha narrativa fez a história menos atraente, menos envolvente para mim. Ainda assim gostei de acompanhar um pouco sobre a vida de Lígia Brasil e a sua família.
Apesar de ser bem escrita, a forma que a autora escolheu contar sobre a vida de Lígia não me conquistou. Ao escolher contar cenas indo e voltando, para mim, não criou uma conexão tão forte que me agradasse. Tem momentos ótimos, mas de forma geral ficou faltando algo. A parte história é boa, mas também em algumas partes deixam a desejar. Principalmente na parte em que se passa em Benguela.
Não é um livro ruim, mas a escolha narrativa fez a história menos atraente, menos envolvente para mim. Ainda assim gostei de acompanhar um pouco sobre a vida de Lígia Brasil e a sua família.
Uma história fofa do início ao fim. Não é só a relação entre as duas que é bonita. Eu também gostei bastante da construção do ambiente familiar. É uma história sobre amor, amizade, seguir o seu próprio caminho e também sobre família. Além entender que não há perfeição no mundo. Nós somos seres humanos e lidamos com erros a todo instante. Eu gostei bastante da Nikhita. Para mim, ela é uma das melhores personagens.
Os meus contos preferidos foram:
- Dezembro de Deserção
- Botões coloridos e soldadinhos de chumbo
- Enfim, imperatriz
- Viva em Maputo
- Olhos executados
- Iná
- De vaca, de lobo e de homem
- Cartas à irmã
- Dezembro de Deserção
- Botões coloridos e soldadinhos de chumbo
- Enfim, imperatriz
- Viva em Maputo
- Olhos executados
- Iná
- De vaca, de lobo e de homem
- Cartas à irmã
3,5
Apesar de ter gostado da leitura de Como água para chocolate confesso que achei o enredo fraco. Os personagens são cativantes em certa medida, mas a estória em si deixa muito a desejar.
Apesar disso o realismo mágico apresentado no texto é simplesmente perfeito. Gostoso de ser lido e admirado. Está ali de forma tão natural que não tem como não curtir. Gosto também da relação como foi apresentada o amor e a culinária. As receitas no meio do texto fizeram muito sentindo.
A linguagem é simples e de fácil entendimento. A fluidez de Laura Esquivel é de se admirar. A leitura vale a pena mesmo que a história não seja profunda ou complexa. É uma leitura bem agradável. É um livro com o final previsível, mas gosto bastante das últimas cenas. Hahahaha
Apesar de ter gostado da leitura de Como água para chocolate confesso que achei o enredo fraco. Os personagens são cativantes em certa medida, mas a estória em si deixa muito a desejar.
Apesar disso o realismo mágico apresentado no texto é simplesmente perfeito. Gostoso de ser lido e admirado. Está ali de forma tão natural que não tem como não curtir. Gosto também da relação como foi apresentada o amor e a culinária. As receitas no meio do texto fizeram muito sentindo.
A linguagem é simples e de fácil entendimento. A fluidez de Laura Esquivel é de se admirar. A leitura vale a pena mesmo que a história não seja profunda ou complexa. É uma leitura bem agradável. É um livro com o final previsível, mas gosto bastante das últimas cenas. Hahahaha
É mais que uma história de que chifre trocado não dói, mas ainda assim o homem é um arrombado em qualquer situação. Gostei bastante do final.
adventurous
reflective
tense
fast-paced
Plot or Character Driven:
A mix
Strong character development:
Yes
Loveable characters:
Complicated
Diverse cast of characters:
Yes
Flaws of characters a main focus:
Yes
A escrita é impecável. O conto é bastante interessante, mas quando ele começa a ficar muito bom e ainda mais interessante ele termina. Com certeza leria se fosse um livro maior.
O livro é legal, mas não é muito surpreendente.
A explicação final que desvenda o mistério da morte das pessoas ruivas é algo que vem extremamente do acaso. Chega a ser engraçado. Mas também é justamente nessa parte que o livro parece ser mais consistente. Apesar da resposta vir por meio de um encontro tão aleatório ela me satisfez. Foi uma explicação bem dada, apesar de certos furos ao longo do livro.
Se eu tivesse lido essa edição assim que entrei no mundo da leitura, com certeza, teria aproveitado e gostado mais.
A explicação final que desvenda o mistério da morte das pessoas ruivas é algo que vem extremamente do acaso. Chega a ser engraçado. Mas também é justamente nessa parte que o livro parece ser mais consistente. Apesar da resposta vir por meio de um encontro tão aleatório ela me satisfez. Foi uma explicação bem dada, apesar de certos furos ao longo do livro.
Se eu tivesse lido essa edição assim que entrei no mundo da leitura, com certeza, teria aproveitado e gostado mais.