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fevi's Reviews (834)

dark emotional mysterious reflective sad tense fast-paced
Plot or Character Driven: Character
Strong character development: Complicated
Loveable characters: No
Diverse cast of characters: No
Flaws of characters a main focus: Yes

 
A vida não passa de uma sombra que caminha, um pobre ator que se pavoneia e se aflige sobre o palco – faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz. É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria e vazia de significado.

Eu gostei bem mais dessa peça em comparação com Otelo. A achei bem mais reflexiva e poderosa tanto na história em si quanto na construção. Ler sobre a fraqueza humana é mergulhar nos seus mais variados defeitos. Para mim, foi bastante interessante. Ambição demais pode em algum momento deixar louco sem não antes de encher de culpa e fazer com que você se torne uma espécie de tirano. As reflexões shakespearianas contidas em Macbeth me deixaram pensativo. Recomendo.

Apesar de ter gostado de ler talvez teria aproveitado mais se fosse um audiolivro interpretativo. 
emotional inspiring reflective sad tense fast-paced
Plot or Character Driven: Character
Strong character development: No
Loveable characters: Complicated
Diverse cast of characters: Complicated
Flaws of characters a main focus: Yes

A escrita de Marguerite Duras é excepcional. Para mim, foi o ponto alto junto com o foco e a estrutura narrativa. O enredo deixa a desejar, mas a forma como ele constrói faz o livro crescer de forma extremamente significativa. Talvez a história não permaneça na minha cabeça, mas com certeza fui fisgado pela forma como foi contada. É um enredo com muitas camadas que vale a pena ser apreciada. Recomendo. 
emotional funny reflective sad fast-paced
Plot or Character Driven: Character
Strong character development: Yes
Loveable characters: Complicated
Diverse cast of characters: Yes
Flaws of characters a main focus: Yes

Acredito que o maior feito dessa coletânea de contos foi trazer personagens transexuais vivendo e não focando tanto no sofrimento de viver em um mundo transfóbico. Claro que há passagens em que acontecem assédios e violências, mas são personagens que vão além da definição de serem pessoas transexuais. Possuem caráter, cometem erros, vivem, se divertem e não são definidas pelos estereótipos violentos das pessoas cisgêneras. Ter sido escrito por uma Casey Plett, uma mulher transgênero, definitivamente fez diferença.

Enfim, são histórias sobre pessoas vivendo a sua vida de maneira simples e natural com autos e baixos. Apesar de ter gostado dos contos e da experiência de ler personagens bem representados fiquei sentido falta de algo, mas de qualquer forma deixo a minha recomendação.

Os meus contos preferidos foram:

Not Bleak;
Other Women;
Lizzy & Annie;

How To Stay Friends;
Portland, Oregon;
Winning.
emotional funny informative inspiring reflective sad fast-paced

A vida de Trevor Noah poderia ser parecida com a vida de muitos outros negros ao redor do mundo. Inclusive com a vida de vários negros brasileiros. Apesar de todo o racismo que sofreu e ter vivido em um país em que o racismo foi institucionalizado, ainda assim sua vida é uma exceção. Nossas opressões podem ser as mesmas, mas não lidaremos com elas da mesma forma e o contexto mudará a forma como elas nos atingirão. Nascido do Crime é uma autobiografia poderosa que mostra o horror de uma sociedade extremamente racista e preconceituosa, mas que também mostra a força de uma mulher que sucessivamente se desprende das amarras sociais para transformar a vida do filho.

Noah narra a sua vida, principalmente infância e adolescência, em meio ao apartheid na África do Sul. Como ser filho de um homem branco e uma mulher negra afetou a sua existência. A forma como Noah narra a sua vida é bem leve apesar de todos os obstáculos. Você consegue rir com várias memórias compartilhadas. Ser comediante, com certeza, ajudou na fluidez do texto.

Gosto de como o autor explicou como funcionava o apartheid na África do Sul. Mesmo tendo estudado um pouco sobre isso na escola não lembrava e não tinha muitas informações sobre o contexto e as ações que foram cometidas pelo governo sul-africano durante esse período. Trevor Noah também abre espaço para criticar não só o racismo, mas o descaso para com os pobres e também os problemas patriarcais e a violência da sociedade sul-africana. Com o relato de Trevor Noah é perceptível como os países de terceiro mundo se parecem tanto em seus problemas. Não por acaso a maioria desses problemas são provenientes do colonialismo e da branquitude.

Enfim, é um ótimo texto autobiográfico. Faz uma ótima interseção entre o contexto e a vida do autor. Por sinal, Trevor Noah era uma criança endiabrada. Sem condições. Também gostei que a importância da mãe dele foi posta no livro. Nascido do Crime não é só sobre Noah. É também sobre a sua mãe, sobre seus semelhantes, sobre os problemas sociais da África do Sul e sobre aqueles que sofreram com o apartheid. Super recomendo.



challenging emotional hopeful informative inspiring mysterious reflective tense slow-paced

É sem dúvida um ótimo livro para introdução à filosofia. O fato do autor por ter combinado filosofia e cultura pop, com certeza, ajudou para que esse seja um início ao mundo que traz novas perspectivas e nova forma de pensar o mundo. Pensar não é fácil por isso que entrar no mundo da filosofia nem sempre é fácil. Mas que bom há pessoas que pensam em maneiras menos complexas para introduzir a essa forma de pensar o tudo. Daniel Gomes de Carvalho fez um ótimo trabalho aqui. Todos os capítulos me apresentaram uma nova perspectiva relevante, mas os três últimos foram especialmente mais arrebatadores e essencialmente perturbadores para pensar na minha própria existência. Agradeço por isso. Fica a recomendação. Acredito que seja um ótimo presente para quem deseja iniciar no mundo do pensar filosófico. 
reflective medium-paced
Plot or Character Driven: Plot
Strong character development: Yes
Loveable characters: Complicated
Diverse cast of characters: No
Flaws of characters a main focus: Yes

Apesar de possuir personagens razoavelmente bem construídos, a história em si não traz nenhum frescor para a leitura. Moriarty constrói situações comuns e discorre sobre aquilo em seus livros. Mas ainda assim me soa uma superficialidade mesmo com personagens complexos e situações possíveis. Ela acerta no fator realístico do enredo, mas deixa a desejar em outros. Como uma história que se constrói no entorno de um plot twist, Até que a morte nos separe peca muito. O plot é fraquíssimo e não sustenta o texto que é exageradamente prolixo. É um livro ok e realista, mas não tem nada de surpreendente. Contundo me despertou uma necessidade de fazer um curso de primeiros socorros urgente. rs
medium-paced
Plot or Character Driven: N/A
Strong character development: No
Loveable characters: Complicated
Diverse cast of characters: Yes
Flaws of characters a main focus: Yes

A sensação que eu tenho é que se um livro fosse escrito sobre a minha vida ele seria como A Idiota: desinteressante e tedioso em grande parte. É difícil admitir isso, mas talvez essa seja a realidade.

Em A Idiota acompanhamos os primeiros meses de Selin, uma estadunidense de origem turca, em Havard. Ao longo do livro vemos as suas relações com as colegas de quarto, as suas primeiras aulas na universidade, um pouco da sua relação com sua mãe e um protótipo de relação amorosa que no fim nunca acaba se concretizando.

Elif Batuman escolhe narrar pequenos episódios que acontecem com a protagonista durante o dia. É quase diariamente. São coisas cotidianas e corriqueiras na nova vida da adolescente. A questão é que nada soa interessante ou chama atenção ao ponto de hipnotizar o leitor. Selin é desinteressante. Não cresce na narrativa. Para mim, os personagens que interagem com ela são muito mais vividos e instigantes mesmo que também não sejam tão empolgantes. É o caso de Svetlana e Ivan. Ambos são colegas de curso de russo da protagonista. Com o avanço da narrativa Ivan acaba se tornando um interesse romântico de Selin.

Os trechos que narram os dias de Selin e suas interações são curtos e rápidos. Pensei que fosse por causa dessa escolha narrativa que me afastava dos personagens, mas no momento em alguns trechos ficaram mais longos a conexão não se tornou mais forte. Quando a relação entre Selin e Ivan começa a se tornar mais próxima pensei o texto ficaria mais profundo. Apesar de haver uma mudança, não chegou ao ponto que eu esperava. Tudo continuava desinteressante e entediante. Selin é quem narra. Ela se mostra tão morna e com uma personalidade inteiramente manipulável.

Nem mesmo as conversas sobre linguística ou mesmo as descrições e fatos históricos sobre a Hungria e a cultura turca me despertaram interesse. É frustrante. Talvez nesse momento Batuman pudesse ter me conquistado, mas com a voz de Selin o efeito foi contrário. O livro é bem escrito, mas não é estimulante. Longe disso por sinal. Durante a leitura fiquei me questionando se essa foi a intenção da autora: em construir uma personagem adolescente que está saindo de casa e tentando se entender no mundo, mas até lá precisa passar por momentos de marasmo, se perder em um mundo onde há tantas pessoas diferentes e tão donas de si que acaba-se ficando perdida, estranha. Se essa foi a escolha da autora talvez ela tenha acertado em cheio, mas ainda assim o livro é desinteressante.

Há livros com personagens monótomos, mas que ainda assim te conquistam. Livros em que nada acontece, mas com uma escrita que te fascina e te prende. Apesar de bem escrito não foi isso que aconteceu em A Idiota. Quem gosta de estórias mais movimentadas devem passar longe dessa obra. Poucas reflexões são boas e interessantes. Espero que o meu livro da minha vida seja pelo menos mais reflexivo e empolgante apesar do protagonista enfadonho. 
challenging mysterious reflective fast-paced
Plot or Character Driven: N/A
Strong character development: No
Loveable characters: No
Diverse cast of characters: Complicated
Flaws of characters a main focus: No

A subjetividade metafórica da história não me conquistou. Em certos pontos me parece até indecifrável. Peguei me questionando várias vezes “o que a autora pretende me contar?”. Não nego que pode ser que eu não tenha entendido. Acontece. As escolhas que ela fez ao narrar o amadurecimento de personagens femininas, que apesar de diferentes possuíam a mesma voz narrativa, não são transparentes ou explícitas. São informações que precisam ser pescadas pelas deixas escassas. Gosto de algumas partes do texto. Principalmente dos depoimentos das mulheres torturadas na ditadura. Mas a conexão e a reflexão sobre as inúmeras situações em se tornar uma mulher não agradaram. 

É bem escrito, mas não me agradou em um todo. 

Um livro bem escrito que não entrega o jogo e que termina com um final triste.

Quem quiser ler O Menino do Pijama Listrado tem que saber o básico sobre a história sobre o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. Isso porque muitas informações presentes no livro ficam nas entrelinhas. John Boyne não entrega tudo. Eu mesmo só percebi várias coisas lendo outras resenhas com mais informações.

A história entre Bruno e Shmuel poderia ter começado bem antes no enredo da história, no entanto, isso não acontece. Por Bruno não saber onde está e o que acontece ao seu redor as coisas demoram a acontecer. Essa é uma parte negativa do livro.

O Bruno é um personagem cativante. A história é narrada de forma agradável, inocente e sem grandes horrores causados pelos nazistas, mas isso não foi suficiente para fazer um bom livro no meu ponto de vista. Faltou algo.

É ok e delicado. O livro tem um final bem triste, mas mostra a importância da amizade.