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3,5
Uma História Meio Que Engraçada é o livro mais tranquilo sobre doença mental que eu já li na vida. Não é algo pesado como Uma Vida Pequena ou A Redoma de Vidro. Talvez porque o foco não é o sofrimento.
Para mim, a história de Craig funciona como um manual para pessoas entenderem como a doença funciona e como as pessoas a possuem precisam agir. É um livro extremamente didático. O que é simplesmente incrível. Acredito que muitas pessoas que o lerem e que por acaso sofram de depressão possam se sentir acolhidas e tomarem a decisão de procurar o caminho ideal para se tratarem.
O autor Ned Vizzini cometeu suicídio após viver uma vida inteira com depressão. Acredito que com essa história sensível e realista ele quis mostrar o quanto a depressão e suicídio estão presentes em nossas vidas, mas que há uma alternativa para que possamos buscar tratamento e desmitificar os transtornos mentais. Ao usar um adolescente como personagem principal ele também mostra que jovens também podem sofrer com elas.
Eu não tenho o que reclamar sobre o conteúdo da história. Faltou algo para mim, mas não consigo denominar. Talvez uma aproximação diferente por mais que eu tenha me identificado com os sintomas de ansiedade que também permeiam a os acontecimentos.
Eu super recomendo a história para todo mundo. Esse é um livro que eu indicaria para quem sofre com algum transtorno mental porque aqui poderá enxergar uma nova possibilidade para se tratar. Esse livro deveria ser usado em escolas. É um ótimo caminho para abordar e trabalhar o tema com adolescentes.
Recomendo também o filme baseado no livro.
— Vou ficar aqui até me curar?
— A vida não se cura, senhor Gilner. O médico se inclina pra frente. — A vida de administra.
Uma História Meio Que Engraçada é o livro mais tranquilo sobre doença mental que eu já li na vida. Não é algo pesado como Uma Vida Pequena ou A Redoma de Vidro. Talvez porque o foco não é o sofrimento.
Para mim, a história de Craig funciona como um manual para pessoas entenderem como a doença funciona e como as pessoas a possuem precisam agir. É um livro extremamente didático. O que é simplesmente incrível. Acredito que muitas pessoas que o lerem e que por acaso sofram de depressão possam se sentir acolhidas e tomarem a decisão de procurar o caminho ideal para se tratarem.
O autor Ned Vizzini cometeu suicídio após viver uma vida inteira com depressão. Acredito que com essa história sensível e realista ele quis mostrar o quanto a depressão e suicídio estão presentes em nossas vidas, mas que há uma alternativa para que possamos buscar tratamento e desmitificar os transtornos mentais. Ao usar um adolescente como personagem principal ele também mostra que jovens também podem sofrer com elas.
Eu não tenho o que reclamar sobre o conteúdo da história. Faltou algo para mim, mas não consigo denominar. Talvez uma aproximação diferente por mais que eu tenha me identificado com os sintomas de ansiedade que também permeiam a os acontecimentos.
Eu super recomendo a história para todo mundo. Esse é um livro que eu indicaria para quem sofre com algum transtorno mental porque aqui poderá enxergar uma nova possibilidade para se tratar. Esse livro deveria ser usado em escolas. É um ótimo caminho para abordar e trabalhar o tema com adolescentes.
Recomendo também o filme baseado no livro.
Mauro Paz faz relatos de como é a vida de uma pessoa negra no Brasil. Não adianta quão bem sucedido a pessoa negra é o preconceito racial sempre estará sem esperar qualquer momento para acontecer.
Esse livro é um debate sobre a sociedade racista, classista e sobre poder também. Porque é sobre esses panos que vivemos. Paz faz um ótimo trabalho em expor e discutir as mazelas sobre quais o Brasil foi formado.
Gostei de como a história foi conduzida e como isso repercutiu na vida do protagonista. Porque além de lidar com a morte do sobrinho, teve que lidar com os sofrimentos da própria vida. Recomendo o livro.
Esse livro é um debate sobre a sociedade racista, classista e sobre poder também. Porque é sobre esses panos que vivemos. Paz faz um ótimo trabalho em expor e discutir as mazelas sobre quais o Brasil foi formado.
Gostei de como a história foi conduzida e como isso repercutiu na vida do protagonista. Porque além de lidar com a morte do sobrinho, teve que lidar com os sofrimentos da própria vida. Recomendo o livro.
Talvez Edyr Augusto tenha errado na construção dessas histórias. A essência do autor continua lá, mas as histórias divididas entre as os personagens Gil e o radialista Urubu não ficaram muito agradáveis. Apesar disso o final da última história me surpreendeu. Talvez se o livro inteiro fosse focado somente em uma investigação o livro seria melhor.
Recomendo Pssica que é extremamente pesado e mais profundidade.
Recomendo Pssica que é extremamente pesado e mais profundidade.
O livro é extremamente bem escrito. Só que não me conquistou muito. Tenho problemas com contos pequenos. E o livro tem muito deles, mas o último eu gostei bastante. Os contos maiores me agradaram bem mais. Apesar de não ter me super agradado o livro é bom e acredito que conquistaria a simpatia de outros leitores.
Antes dos relatos sobre racismo, o autor, Lucas Ludgero, traz informações e dados históricos sobre a vida da população negra, medidas políticas e um texto sobre como o racismo interfere de forma significativa na saúde mental e física das pessoas negras no Brasil. Os traços da escravidão trazem consequências extremamente violentas até hoje. Essas referências são importantes para entendermos que há uma pesquisa, não extensa, mas importante de profissionais e intelectuais negros que buscam entender a intervenção do racismo na psique negra. Já que profissionais brancos não querem entender ou praticam empatia para analisar os sofrimentos que isso causa nos racializados.
A segunda parte são os relatos de cinco pessoas negras. Três mulheres e dois homens em sua grande maioria jovens. Os relatos mostram como o corpo negro e desumanizado. Não tem como ficar alheio as dores dos outros quando você fica ciente do que acontece ou aconteceu. Há relatos quem sofreu racismo da própria mãe branca, de policiais, levou um tapa da professora, foi assedia (isso aconteceu em todos os casos com as mulheres), pessoas perseguidas por seguranças, pessoas que não acham que pertencem ao campo universitário e outros locais públicos ou privados por não se sentirem bem vindos. Geralmente são espaços de dominação branca.
Como pessoa negra ao ler esses relatos senti-me com raiva e tristeza ao ver que outras pessoas negras passaram nesse mundo. No entanto, o pior foi identificar com passagens de racismo que eu também sofri em algum momento da minha vida. Das pessoas rirem de mim por causa do meu black power, seguranças me seguirem dentro de lojas, não me sentir bem-vindo em algum espaço e achar que não pertenço àquele espaço. É muito dolorido estar ciente disso e perceber o quanto isso afeta a minha saúde mental.
Diante disso tudo me vem o questionamento: como eu seria se não tivesse sofrido nenhum tipo de racismo? Como os outros negros seriam?
O texto não é profundo, mas traz uma luz para quem quer entrar no assunto. Os relatos possuem mais destaque.
A segunda parte são os relatos de cinco pessoas negras. Três mulheres e dois homens em sua grande maioria jovens. Os relatos mostram como o corpo negro e desumanizado. Não tem como ficar alheio as dores dos outros quando você fica ciente do que acontece ou aconteceu. Há relatos quem sofreu racismo da própria mãe branca, de policiais, levou um tapa da professora, foi assedia (isso aconteceu em todos os casos com as mulheres), pessoas perseguidas por seguranças, pessoas que não acham que pertencem ao campo universitário e outros locais públicos ou privados por não se sentirem bem vindos. Geralmente são espaços de dominação branca.
Como pessoa negra ao ler esses relatos senti-me com raiva e tristeza ao ver que outras pessoas negras passaram nesse mundo. No entanto, o pior foi identificar com passagens de racismo que eu também sofri em algum momento da minha vida. Das pessoas rirem de mim por causa do meu black power, seguranças me seguirem dentro de lojas, não me sentir bem-vindo em algum espaço e achar que não pertenço àquele espaço. É muito dolorido estar ciente disso e perceber o quanto isso afeta a minha saúde mental.
Diante disso tudo me vem o questionamento: como eu seria se não tivesse sofrido nenhum tipo de racismo? Como os outros negros seriam?
O texto não é profundo, mas traz uma luz para quem quer entrar no assunto. Os relatos possuem mais destaque.
Estou dando cinco estrelas porque gosto muito da palestra que a Chimamanda deu. Foi por meio desse vídeo que conheci os pensamentos da autora. Fiquei encantado. No entanto, a edição não traz nada de diferente ou que acrescente. Portanto, recomendo mais a palestra na TED que tem no YouTube do que o próprio livro. As cinco estrelas aqui são totalmente afetivas.
4,5
Esse é o segundo conto do Junno Sena que eu leio. É incrível como a sua escrita consegue nos conduzir e envolver profundamente na história mesmo que seja um conto tão pequeno. É o que acontece com Preso. Apesar de usar um plot extremamente batido ainda assim as poucas palavras que restam conseguem engrandecer a narrativa. Fascinado com o poder do autor.
Super na expectativa de ler um livro maior dele.
Esse é o segundo conto do Junno Sena que eu leio. É incrível como a sua escrita consegue nos conduzir e envolver profundamente na história mesmo que seja um conto tão pequeno. É o que acontece com Preso. Apesar de usar um plot extremamente batido ainda assim as poucas palavras que restam conseguem engrandecer a narrativa. Fascinado com o poder do autor.
Super na expectativa de ler um livro maior dele.
Apesar de ter uma escrita excelente, ambientação e pesquisas consideráveis o texto tem um problema que me parece bastante pertinente. Os pensamentos e atitudes não condiz com o período descrito. São pensamentos do século XXI sendo refletidos no século XIX. Não que não existissem brancos e negros que se dessem bem ou negros que realmente tivessem educação, mas os apontamentos não soaram muito convincentes em relação à época. Para mim, não fez sentindo Aída, a personagem escravizada, ter tanta liberdade para conversar com uma escravocrata branca que a odiava e matinha um segredo. É totalmente questionável as liberdades que deram a ela em uma sociedade que sempre foi violenta com escravizados que fugiam e eram capturados. Foi um ponto que afetou bastante a história.
Me confundi um pouco com as linhas temporais e achei o protagonista um pouco trouxa. Não que isso seja um problema. A parte do fim do mundo acabando me pegou. Vamos ver o que acontece nos próximos contos.
Eu não curti muito o estilo da escrita da autora e nem a forma como ela escolheu contar as histórias. Para além disso, faltaram informações e profundidade nos relatos. O único relato digno e com detalhes mais profundos foi o último, o da Margarida. É uma pena já que o assunto que é tão importante e delicado ao ser discutido na sociedade brasileira.
No entanto, é possível destacar o quão as mulheres que praticam o aborto são condenadas e humilhadas por todos os setores da sociedade. Até mesmo por aqueles que deveriam prestar cuidados a elas. O Brasil hipócrita se respalda em um moralismo católico para condenar um ato que em nenhum momento traz qualquer tipo de sentimento positivo para a mulher que prática o aborto. É sempre um ato de desespero. Podemos identificar isso nos relatos descritos pela autora. Não há um momento tranquilo para que isso ocorra. Além dos problemas invasivos com resultados catastróficos para o corpo, há também os danos para o psicológico.
Infelizmente acredito que teremos que caminhar muito para a descriminalização do aborto em nosso país. Até lá as mulheres irão sofrer inúmeras represálias. Um assunto que ainda não é tratado pelo que é: um problema de saúde pública, mas como um pecado não deverá ter muitos avanços.
O livro é bem raso na proposta que vende.
No entanto, é possível destacar o quão as mulheres que praticam o aborto são condenadas e humilhadas por todos os setores da sociedade. Até mesmo por aqueles que deveriam prestar cuidados a elas. O Brasil hipócrita se respalda em um moralismo católico para condenar um ato que em nenhum momento traz qualquer tipo de sentimento positivo para a mulher que prática o aborto. É sempre um ato de desespero. Podemos identificar isso nos relatos descritos pela autora. Não há um momento tranquilo para que isso ocorra. Além dos problemas invasivos com resultados catastróficos para o corpo, há também os danos para o psicológico.
Infelizmente acredito que teremos que caminhar muito para a descriminalização do aborto em nosso país. Até lá as mulheres irão sofrer inúmeras represálias. Um assunto que ainda não é tratado pelo que é: um problema de saúde pública, mas como um pecado não deverá ter muitos avanços.
O livro é bem raso na proposta que vende.