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#BingoLitNegra #LeiaNegros #LeiaMulheres #MulheresParaLer
O Pomar das almas perdidas fala sobre o período da ditadura na Somália e as rebeliões promovidas pelos opositores durante aquele período. No entanto, a história é focada na vida de três mulheres, Deqo, Kawsar e Filsan, que acabam se encontrando no início do livro e quais serão as consequências a partir desse encontro.
O encontro acontece no primeiro capítulo e depois cada personagem tem um capítulo próprio e é dessa forma que descobrimos o que aconteceu com cada uma e também sobre o passado delas. Além de ver o que a ditadura e a guerra civil na Somália provoca em ao redor delas. É claro que há inúmeras passagens sobre violência, abandono, morte, maus tratos como em toda história sobre guerra.
Eu gostei da história e achei bem escrita, mas acredito que faltou algo que me prendesse mais. O final é bem emblemático. Talvez tenha criado muita expectativa e me frustei. Mesmo assim é um bom livro. Fica a recomendação.
O Pomar das almas perdidas fala sobre o período da ditadura na Somália e as rebeliões promovidas pelos opositores durante aquele período. No entanto, a história é focada na vida de três mulheres, Deqo, Kawsar e Filsan, que acabam se encontrando no início do livro e quais serão as consequências a partir desse encontro.
O encontro acontece no primeiro capítulo e depois cada personagem tem um capítulo próprio e é dessa forma que descobrimos o que aconteceu com cada uma e também sobre o passado delas. Além de ver o que a ditadura e a guerra civil na Somália provoca em ao redor delas. É claro que há inúmeras passagens sobre violência, abandono, morte, maus tratos como em toda história sobre guerra.
Eu gostei da história e achei bem escrita, mas acredito que faltou algo que me prendesse mais. O final é bem emblemático. Talvez tenha criado muita expectativa e me frustei. Mesmo assim é um bom livro. Fica a recomendação.
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Fome é um livro super forte. Roxane Gay foi extremamente corajosa em expor a sua história e falar sobre o seu corpo de forma tão explícita. Compartilhar-se dessa forma requer muito desprendimento. Se mostrar sem máscaras e segredos atinge um patamar muito grande de vulnerabilidade, eu mesmo não sei se conseguiria.
Roxane Gay compartilha a história de como tornou-se uma mulher gorda. Quais os caminhos que fizeram com que ela chegasse até ali. Primeiro a destruíram quando ela sofreu um estupro coletivo e depois começou se autodestruir por acreditar que dessa forma estaria se protegendo. Criando uma redoma que afastaria todos aqueles que poderiam lhe maltratar.
Não tem como sentir empatia por tudo que Gay passou. É muito sofrimento. Durante a leitura alternei entre tristeza, choque, raiva e me perguntava o motivo dela não ter tido um momento de coragem antes e ter contato tudo o que aconteceu para os pais. Mas é bem aí que está o X da questão. Eu não sei, por mais empatia que tenha, como uma pessoa (no caso uma criança) estuprada se sente. Como esse ato perverso, machista e representação do poder do patriarcado pode afetar a cabeça e o corpo de qualquer pessoa que seja. É simplesmente horrível.
Ler e visualizar como isso tudo afetou Gay é chocante demais. Ela começa a comer e comer e comer e comer pensando isso iria protegê-la, mas também porque lhe dava conforto. Mas isso não foi bem o que aconteceu. E por ela ser retraída e introspectiva só fez que as coisas piorarem. Se tornar uma mulher obesa afetou todas as áreas da vida dela. A relação com a família, as relações amorosas, o trabalho e tudo mais. E isso só aumentar o sofrimento dela.
Gay diz que não quer só ser reconhecida pela o corpo grande que ela possui, mas nós, a sociedade em geral, não lidamos bem com pessoas iguais a ela. Parte do sofrimento dela é porque nós impomos um padrão e acreditamos que pessoas gordas não devem ser quem elas são. A compulsão, a tristeza, a revolta não é culpa só que ela sofreu, mas também do que o mundo impõe.
Fome é um livro sobre tristeza, maldade, gordofobia, estupro, compulsão alimentar. É uma obra humana, corajosa e sobre ser vulnerável. Recomendadíssimo.
O único incomodo foram os capítulos muitos curtos. Fiquem cientes aos gatilhos de estupro e compulsão alimentar.
Fome é um livro super forte. Roxane Gay foi extremamente corajosa em expor a sua história e falar sobre o seu corpo de forma tão explícita. Compartilhar-se dessa forma requer muito desprendimento. Se mostrar sem máscaras e segredos atinge um patamar muito grande de vulnerabilidade, eu mesmo não sei se conseguiria.
Roxane Gay compartilha a história de como tornou-se uma mulher gorda. Quais os caminhos que fizeram com que ela chegasse até ali. Primeiro a destruíram quando ela sofreu um estupro coletivo e depois começou se autodestruir por acreditar que dessa forma estaria se protegendo. Criando uma redoma que afastaria todos aqueles que poderiam lhe maltratar.
Não tem como sentir empatia por tudo que Gay passou. É muito sofrimento. Durante a leitura alternei entre tristeza, choque, raiva e me perguntava o motivo dela não ter tido um momento de coragem antes e ter contato tudo o que aconteceu para os pais. Mas é bem aí que está o X da questão. Eu não sei, por mais empatia que tenha, como uma pessoa (no caso uma criança) estuprada se sente. Como esse ato perverso, machista e representação do poder do patriarcado pode afetar a cabeça e o corpo de qualquer pessoa que seja. É simplesmente horrível.
Ler e visualizar como isso tudo afetou Gay é chocante demais. Ela começa a comer e comer e comer e comer pensando isso iria protegê-la, mas também porque lhe dava conforto. Mas isso não foi bem o que aconteceu. E por ela ser retraída e introspectiva só fez que as coisas piorarem. Se tornar uma mulher obesa afetou todas as áreas da vida dela. A relação com a família, as relações amorosas, o trabalho e tudo mais. E isso só aumentar o sofrimento dela.
Gay diz que não quer só ser reconhecida pela o corpo grande que ela possui, mas nós, a sociedade em geral, não lidamos bem com pessoas iguais a ela. Parte do sofrimento dela é porque nós impomos um padrão e acreditamos que pessoas gordas não devem ser quem elas são. A compulsão, a tristeza, a revolta não é culpa só que ela sofreu, mas também do que o mundo impõe.
Fome é um livro sobre tristeza, maldade, gordofobia, estupro, compulsão alimentar. É uma obra humana, corajosa e sobre ser vulnerável. Recomendadíssimo.
O único incomodo foram os capítulos muitos curtos. Fiquem cientes aos gatilhos de estupro e compulsão alimentar.
#LeiaMulheres #MulheresParaLer
Fui surpreendido por essa leitura de O Xará da Jhumpa Lahiri.
Apesar da escrita da autora ser direta sem firulas eu acabei gostando e emocionando em várias partes. O Xará é um romance de formação em que autora vai falar sobre imigração, família, lugar de não pertencimento e desenvolvimento do ser humano. E acredito que foi exatamente isso que me fisgou. Fora, é claro, as inúmeras passagens sobre ritos e cultura indiana. É uma leitura em que conseguimos aprender bastante sobre o outro.
Viver em família, não ser como os pais querem ou querer fazer do mundo deles é uma coisa que pode fazer parte da vida de várias pessoas e acho que isso acaba conversando com vários leitores. O livro pra mim é sobre isso. Sobre famílias e o choque de novas culturas.
Enquanto lia alguns trechos do livro me vinham à cabeça imagens da série Master Of None do Aziz Ansari. Principalmente os episódios dele com os pais. A série e o livro conversam bastante. Fica a dica para quem conhece um ou outro.
Fui surpreendido por essa leitura de O Xará da Jhumpa Lahiri.
Apesar da escrita da autora ser direta sem firulas eu acabei gostando e emocionando em várias partes. O Xará é um romance de formação em que autora vai falar sobre imigração, família, lugar de não pertencimento e desenvolvimento do ser humano. E acredito que foi exatamente isso que me fisgou. Fora, é claro, as inúmeras passagens sobre ritos e cultura indiana. É uma leitura em que conseguimos aprender bastante sobre o outro.
Viver em família, não ser como os pais querem ou querer fazer do mundo deles é uma coisa que pode fazer parte da vida de várias pessoas e acho que isso acaba conversando com vários leitores. O livro pra mim é sobre isso. Sobre famílias e o choque de novas culturas.
Enquanto lia alguns trechos do livro me vinham à cabeça imagens da série Master Of None do Aziz Ansari. Principalmente os episódios dele com os pais. A série e o livro conversam bastante. Fica a dica para quem conhece um ou outro.
#BingoLitNegra #LeiaNegros #MulheresParaLer
3,5
Tudo Nela Brilha E Queima é uma livro sobre força, amor-próprio, superação, amor, autoconhecimento, empoderamento, feminismo, negritude, raízes, fragilidades. Ryane deixa tudo bem claro e explícito com as coisas que a motivaram e a motivam a criar poesias. Tem coisas lindas e que mesmo que seja voltado para o público feminino (mesmo eu acreditando que não há literatura pré-determinada) o livro conversou comigo em algumas partes.
3,5
Tudo Nela Brilha E Queima é uma livro sobre força, amor-próprio, superação, amor, autoconhecimento, empoderamento, feminismo, negritude, raízes, fragilidades. Ryane deixa tudo bem claro e explícito com as coisas que a motivaram e a motivam a criar poesias. Tem coisas lindas e que mesmo que seja voltado para o público feminino (mesmo eu acreditando que não há literatura pré-determinada) o livro conversou comigo em algumas partes.
É incrível o quão ignorante eu me sinto sempre que leio algo relacionado ao continente africano.
Em Toques do Griô lemos sobre a função dos griôs e griotes e qual a sua origem. Os griôs e griotes tinham pessoas que tinham como missão transmitir de forma oral a história de seu povo através das gerações. No livro, de forma ficcional, lemos o quão essas pessoas eram importantes e como ajudaram na formação do império Mali em parte da África.
É uma leitura super gostosa e enriquecedora. Que gosta de contos sobre a origem de coisas vai adorar. Super recomendo.
Em Toques do Griô lemos sobre a função dos griôs e griotes e qual a sua origem. Os griôs e griotes tinham pessoas que tinham como missão transmitir de forma oral a história de seu povo através das gerações. No livro, de forma ficcional, lemos o quão essas pessoas eram importantes e como ajudaram na formação do império Mali em parte da África.
É uma leitura super gostosa e enriquecedora. Que gosta de contos sobre a origem de coisas vai adorar. Super recomendo.
Acho que é um livro ok para quem quer entender um pouco do mercado literário no Brasil. Até porque o principal foco do livro é esse das editoras e dos livreiros no país. Há uma parte sobre os hábitos da leitura, mas não são tão aprofundados. Eu gostaria de um panorama maior do século XX e dos momentos atuais, mas acho que entender o passado explica muito da situação dos leitores no Brasil do século XXI.
Em certos momentos da leitura, principalmente do início, lembrei do livro de ficção [b: Homens Elegantes|32055298|Homens Elegantes|Samir Machado de Machado|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1473959938l/32055298._SX50_.jpg|52695982] de [a: Samir Machado de Machado|4799972|Samir Machado de Machado|https://images.gr-assets.com/authors/1539127273p2/4799972.jpg]. Várias informações sobre censura e proibição de publicações no Brasil Colônia que estão nesse livro estavam no contexto histórico do livro de Samir que é super incrível. Aliás, fica aqui a minha indicação.
Em certos momentos da leitura, principalmente do início, lembrei do livro de ficção [b: Homens Elegantes|32055298|Homens Elegantes|Samir Machado de Machado|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1473959938l/32055298._SX50_.jpg|52695982] de [a: Samir Machado de Machado|4799972|Samir Machado de Machado|https://images.gr-assets.com/authors/1539127273p2/4799972.jpg]. Várias informações sobre censura e proibição de publicações no Brasil Colônia que estão nesse livro estavam no contexto histórico do livro de Samir que é super incrível. Aliás, fica aqui a minha indicação.
Eu vivo em uma bolha quando o assunto é ler/gostar de ler/falar sobre livros. Por causa disso resolvi ir atrás de algo que me esclarecesse os motivos por eu viver nessa bolha. Já havia lido algumas matérias mostrando os hábitos de leitores ou não leitores no Brasil, mas então resolvi ir direto a fonte que dá respaldo para essas matérias que estão na mídia.
O Instituto Pró-Livro é responsável pela pesquisa que apresenta o hábito dos leitores e não leitores na 4ª edição do Retratos da Leitura no Brasil. A pesquisa é feita de quatro em quatros anos e cada edição há análises da pesquisas por intelectuais e gráficos mostrando os resultados. Os textos nos dão base para entender contextos e realidades da leitura no país.
O livro me trouxe um panorama que eu até pudesse ter tido contato, mas que provavelmente não estivesse claro para mim. O Brasil é um país de leitores, a pesquisa e textos de apoio deixam isso claro. No entanto, é um país que lê majoritariamente a bíblia e livros religiosos. Infelizmente, isso me entristece muito. Isso mostra que a maioria da população ainda lê ou só lê por influência de seus líderes religiosos. Não há diversificação na literatura consumida.
Outro dado que me deixou boquiaberto foi que se comparado com outros países pessoas com nível superior no país lê muito menos. Quanto maior a escolaridade maior o número de livros lidos, mas não aqui no Brasil. Ao mesmo tempo que isso me desconcertou lembrei que inúmeras pessoas ao meu redor mesmo com nível superior completo não gostam de ler. Chegam a odiar.
Um autor de um texto de apoio, que não me recordo o nome no momento, chegou a dizer que os resultados da pesquisa eram esquizofrênicos por haver tantos resultados insatisfatórios em um país aparentemente está lendo mais do que nos anos anteriores.
Os pesquisadores e autores convidados nos lembram que o governo deve manter projetos para incentivarem as pessoas a lerem ainda mais, assim como a sociedade civil e os familiares devem ter papel importante na formação de novos leitores. O Retratos da Leitura do Brasil me mostrou que estamos evoluindo no mundo da leitura, mas que ainda temos muito chão para caminhar e lote para capinar e ter um resultado compatível com países mais evoluídos.
O texto de apoio que mais gostei foi o que analisa a leitura por meio de dispositivos digitais e aparelhos específicos para leitura (kobo, kindle, lev e etc).
Deixo a recomendação desse livro para também tem curiosidade em entender a leitura no Brasil fora da bolha.
O Instituto Pró-Livro é responsável pela pesquisa que apresenta o hábito dos leitores e não leitores na 4ª edição do Retratos da Leitura no Brasil. A pesquisa é feita de quatro em quatros anos e cada edição há análises da pesquisas por intelectuais e gráficos mostrando os resultados. Os textos nos dão base para entender contextos e realidades da leitura no país.
O livro me trouxe um panorama que eu até pudesse ter tido contato, mas que provavelmente não estivesse claro para mim. O Brasil é um país de leitores, a pesquisa e textos de apoio deixam isso claro. No entanto, é um país que lê majoritariamente a bíblia e livros religiosos. Infelizmente, isso me entristece muito. Isso mostra que a maioria da população ainda lê ou só lê por influência de seus líderes religiosos. Não há diversificação na literatura consumida.
Outro dado que me deixou boquiaberto foi que se comparado com outros países pessoas com nível superior no país lê muito menos. Quanto maior a escolaridade maior o número de livros lidos, mas não aqui no Brasil. Ao mesmo tempo que isso me desconcertou lembrei que inúmeras pessoas ao meu redor mesmo com nível superior completo não gostam de ler. Chegam a odiar.
Um autor de um texto de apoio, que não me recordo o nome no momento, chegou a dizer que os resultados da pesquisa eram esquizofrênicos por haver tantos resultados insatisfatórios em um país aparentemente está lendo mais do que nos anos anteriores.
Os pesquisadores e autores convidados nos lembram que o governo deve manter projetos para incentivarem as pessoas a lerem ainda mais, assim como a sociedade civil e os familiares devem ter papel importante na formação de novos leitores. O Retratos da Leitura do Brasil me mostrou que estamos evoluindo no mundo da leitura, mas que ainda temos muito chão para caminhar e lote para capinar e ter um resultado compatível com países mais evoluídos.
O texto de apoio que mais gostei foi o que analisa a leitura por meio de dispositivos digitais e aparelhos específicos para leitura (kobo, kindle, lev e etc).
Deixo a recomendação desse livro para também tem curiosidade em entender a leitura no Brasil fora da bolha.
#BingoLitNegra #LeiaAutorasNegras
É um livro infantil ótimo para apresentar às crianças negras e ensiná-las o amor próprio e a beleza do seus traços. Kiusam de Oliveira mostra que o cabelo crespo e grande, o nariz largo e a pele escura é tão bonita quanto qualquer outra coisa no mundo. Um ótimo livro para ensinar as crianças de outras etnias a importância de respeitar as diferenças.
As ilustrações são lindíssimas.
É um livro infantil ótimo para apresentar às crianças negras e ensiná-las o amor próprio e a beleza do seus traços. Kiusam de Oliveira mostra que o cabelo crespo e grande, o nariz largo e a pele escura é tão bonita quanto qualquer outra coisa no mundo. Um ótimo livro para ensinar as crianças de outras etnias a importância de respeitar as diferenças.
As ilustrações são lindíssimas.
Apesar de uma abertura com um conto desastroso para mim, Jenny Zhang consegue melhorar na maioria dos contos seguintes.
Coração Azedo é um livro sobre como vivem e sobrevivem os imigrantes chineses nos Estados Unidos, mais especificamente em Nova Iorque. E também é sobre as relações familiares. Sobre amor entre pais e filhos, entre irmãos, entre tios, avós. São relações que nem sempre há afetos positivos. Sobre como seres humanos são imperfeitos mesmo quando tentem fazer as coisas da melhor maneira possível. Zhang consegue trabalhar com isso de forma bastante significativa.
Outro ponto legal presente em alguns contos foram algumas pitadas de história da revolução da cultual na China. São poucas coisas e nem sempre positivas, mas ajudaram a engrandecer o livro de uma forma geral.
Uma dica para quem ficou interessado e pretende ler: preste bastante atenção no primeiro conto.
Coração Azedo é um livro sobre como vivem e sobrevivem os imigrantes chineses nos Estados Unidos, mais especificamente em Nova Iorque. E também é sobre as relações familiares. Sobre amor entre pais e filhos, entre irmãos, entre tios, avós. São relações que nem sempre há afetos positivos. Sobre como seres humanos são imperfeitos mesmo quando tentem fazer as coisas da melhor maneira possível. Zhang consegue trabalhar com isso de forma bastante significativa.
Outro ponto legal presente em alguns contos foram algumas pitadas de história da revolução da cultual na China. São poucas coisas e nem sempre positivas, mas ajudaram a engrandecer o livro de uma forma geral.
Uma dica para quem ficou interessado e pretende ler: preste bastante atenção no primeiro conto.
Dama de paus não é uma história ruim, mas infelizmente eu achei que faltou mais desenvolvimento e um aprofundamento ainda maior. Uma história de família aristocrata permeada por violência, segredos, fachados e mortes. É um enredo que renderia uma ótima novela das seis.
Acredito que tenha sido a intenção da autora deixar um final dúbio e para assim como Damiana, a personagem que narra a histórias, os leitores não tivessem certeza do que aconteceu. Infelizmente, eu gostaria que tivesse um final mais certeiro. Mas estórias narradas em primeira pessoa sempre tem dessa desconfiança.
Entretive-me, mas não me apeguei. Se fosse um pouco mais profundo e um história contada ao longo dos anos como [b: Éramos seis|3190115|Éramos Seis|Maria José Dupré|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1443320440l/3190115._SY75_.jpg|3223091] provavelmente eu teria gostado mais.
Acredito que tenha sido a intenção da autora deixar um final dúbio e para assim como Damiana, a personagem que narra a histórias, os leitores não tivessem certeza do que aconteceu. Infelizmente, eu gostaria que tivesse um final mais certeiro. Mas estórias narradas em primeira pessoa sempre tem dessa desconfiança.
Entretive-me, mas não me apeguei. Se fosse um pouco mais profundo e um história contada ao longo dos anos como [b: Éramos seis|3190115|Éramos Seis|Maria José Dupré|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1443320440l/3190115._SY75_.jpg|3223091] provavelmente eu teria gostado mais.