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Eu estou genuinamente surpreso. Eu gostei muito desse livro. No geral, a construção dele é muito boa.
Cemitério de Espelhos é um livro de contos dividido em duas partes. São contos pequenos que vão narrando mortes de um jeito macabro. Nos primeiros contos eu fiquei bastante surpreso, mas muito dos contos tem a mesma reviravolta mesmo que as histórias fossem diferentes. Apesar disso alguns são muito bons.
Eis que chega a segunda parte do livro que se conectam com contos da primeira parte. A parte espelho das histórias anteriores. Foi nesse momento que o livro ganhou quatro estrelas. Eu fiquei super envolvido. Os contos que fecham tanto a primeira quanto a segunda parte são incríveis. É bem interessante.
A narração de Toni Roberto é muito boa, mas uma coisa que incomodou. As histórias se passam em várias partes do mundo e em diferentes culturas. No entanto, tirando detalhes específicos ou nominações que indicam os lugares onde elas acontecem tudo parece narrado pelo mesmo narrador. Há poucas diferenças. Enfim, apesar disso é entretenimento garantido. A minha dica é prestar bastante atenção em todos os contos da primeira parte e aproveitar a maravilha que é a segunda. Elas funcionam em um conjunto perfeito.
Eu super leria um romance do autor nessa mesma vibe de mortos, espíritos e coisas macabras. Vale a pena.
Cemitério de Espelhos é um livro de contos dividido em duas partes. São contos pequenos que vão narrando mortes de um jeito macabro. Nos primeiros contos eu fiquei bastante surpreso, mas muito dos contos tem a mesma reviravolta mesmo que as histórias fossem diferentes. Apesar disso alguns são muito bons.
Eis que chega a segunda parte do livro que se conectam com contos da primeira parte. A parte espelho das histórias anteriores. Foi nesse momento que o livro ganhou quatro estrelas. Eu fiquei super envolvido. Os contos que fecham tanto a primeira quanto a segunda parte são incríveis. É bem interessante.
A narração de Toni Roberto é muito boa, mas uma coisa que incomodou. As histórias se passam em várias partes do mundo e em diferentes culturas. No entanto, tirando detalhes específicos ou nominações que indicam os lugares onde elas acontecem tudo parece narrado pelo mesmo narrador. Há poucas diferenças. Enfim, apesar disso é entretenimento garantido. A minha dica é prestar bastante atenção em todos os contos da primeira parte e aproveitar a maravilha que é a segunda. Elas funcionam em um conjunto perfeito.
Eu super leria um romance do autor nessa mesma vibe de mortos, espíritos e coisas macabras. Vale a pena.
Alerta de conteúdo: pedofilia
A originalidade e o desenvolvimento me conquistaram. Mesmo com sendo um livro de poucas páginas Mariana Enríquez consegue criar uma tensão que nos leva até o fim. A estória não é profunda, mas a autora compensa em assertividade. A mitologia e a informações para a explicação do comportamento dos fãs e criação de lendas é de uma inventividade impar. É algo que talvez pareça absurdo e irreal, mas é extremamente instigante. Com certeza, não é daquelas obras que geram unanimidade. Fui entretido na medida certa. Recomendo.
A originalidade e o desenvolvimento me conquistaram. Mesmo com sendo um livro de poucas páginas Mariana Enríquez consegue criar uma tensão que nos leva até o fim. A estória não é profunda, mas a autora compensa em assertividade. A mitologia e a informações para a explicação do comportamento dos fãs e criação de lendas é de uma inventividade impar. É algo que talvez pareça absurdo e irreal, mas é extremamente instigante. Com certeza, não é daquelas obras que geram unanimidade. Fui entretido na medida certa. Recomendo.
O autor possui textos que conversam muito com a comunidade gay. Tem textos agradáveis que apresentam bem o que autor acredita e quer. Faz análises do mundo que vive com base nas experiências que já viveu. Não concordo com tudo, mas admiro as pontuações.
3,5
Não tornou um favorito, mas consigo entender a importância e o diferencial de As Mulheres de Tijucopapo. A forma de narrar e a forte oralidade no texto foi uma das características que mais me chamaram atenção no texto de Marilene Felinto. A fortuna crítica presente nesta edição da Ubu engrandecem ainda mais a obra trazendo um paralelo sobre as discussões presentes ao longo da história. É uma viagem ao mundo de uma mulher negra procurando pertencimento e acolhimento no mundo permeado de violências. Rísia busca se impor naquilo que a tenta destruir.
Não tornou um favorito, mas consigo entender a importância e o diferencial de As Mulheres de Tijucopapo. A forma de narrar e a forte oralidade no texto foi uma das características que mais me chamaram atenção no texto de Marilene Felinto. A fortuna crítica presente nesta edição da Ubu engrandecem ainda mais a obra trazendo um paralelo sobre as discussões presentes ao longo da história. É uma viagem ao mundo de uma mulher negra procurando pertencimento e acolhimento no mundo permeado de violências. Rísia busca se impor naquilo que a tenta destruir.
Tybyra é mais que um texto teatral. É um grito de existência. Juão Nyn faz mais que lembrar a primeira condenação e morte por lgbtfobia no país. O seu texto é uma homenagem e uma lembrança de que colonialistas não possuem poder sobre os nossos sexos, sexualidades e existências. Nós espalhamo-nos como sementes. É sem dúvida um texto poderoso em toda a sua forma. Nyn busca na sua cultura e ancestralidade uma forma para não apagar a história indígena e não deixar que sua a subjetividade permaneça sendo construída pela branquitude. Tybyra é resistência e manifestação.
É um texto que eu gostaria muito de ver sendo encenado. A experiência, com certeza, seria ainda mais impactante.
É um texto que eu gostaria muito de ver sendo encenado. A experiência, com certeza, seria ainda mais impactante.
Eu e minhas questões com contos breves. A sensação é que eu deixei de captar muitas coisas por não conhecer as subjetividades das religiões de matrizes africanas que estão presentes ao longo dos textos. Nos contos maiores, consegui aproveitar a escrita de Cidinha da Silva. Ela percorre por vários temas (ancestralidade, sexualidade, amores, violência, medo, traição entre outros) de maneira interessante.
Meus contos preferidos foram:
- Válvulas;
- No balanço do teu mar;
- Lua cheia;
- O mandachuva;
- Jangada é pau que boia;
- Akiro Oba Ye!;
- Dona Zezé;
- Sá Rainha.
Meus contos preferidos foram:
- Válvulas;
- No balanço do teu mar;
- Lua cheia;
- O mandachuva;
- Jangada é pau que boia;
- Akiro Oba Ye!;
- Dona Zezé;
- Sá Rainha.
fast-paced
Plot or Character Driven:
N/A
Strong character development:
N/A
Loveable characters:
N/A
Diverse cast of characters:
N/A
Flaws of characters a main focus:
N/A
Eu não vou me alongar. É uma BOMBA!
O ego de um homem é uma das coisas mais destrutivas que existem no universo. Matéria Escura está aí para provar.
Matéria Escura me parece mais um roteiro de filme de ação super longo do que um livro normal.
O que mais me irritou no começo foi a estrutura do texto.
Há um excesso de parágrafos com uma única frase ou palavra que quebrou totalmente a profundidade do texto.
Isso se é que ele tem algum.
A escrita é pobre e os diálogos são deprimentes.
Os personagens são rasos. As personagens femininas são muletas.
Para além disso, é uma história previsível.
O primeiro plot eu descobri antes de terminar o segundo capítulo.
As reviravoltas seguintes não fizeram com que eu expressasse um A de surpresa.
Caso eu fizesse um comentário mais profundo apontaria sobre como o ego masculino e o machismo comandam inúmeras passagens. As explicações se perderam na mediocridade. NADA me conquistou. O que eu acho uma pena já que multiverso é algo que atrai muita a minha atenção. A realidade é que o autor focou demais em criar uma história cheia de ação e esqueceu de desenvolver todo o resto.
Não recomendo. Não perca o seu tempo e dos seus outros eus de outras realidades. Mas se quiser, leia. Eu sou uma parcela pequena aqui.
O ego de um homem é uma das coisas mais destrutivas que existem no universo. Matéria Escura está aí para provar.
Matéria Escura me parece mais um roteiro de filme de ação super longo do que um livro normal.
O que mais me irritou no começo foi a estrutura do texto.
Há um excesso de parágrafos com uma única frase ou palavra que quebrou totalmente a profundidade do texto.
Isso se é que ele tem algum.
A escrita é pobre e os diálogos são deprimentes.
Os personagens são rasos. As personagens femininas são muletas.
Para além disso, é uma história previsível.
O primeiro plot eu descobri antes de terminar o segundo capítulo.
As reviravoltas seguintes não fizeram com que eu expressasse um A de surpresa.
Caso eu fizesse um comentário mais profundo apontaria sobre como o ego masculino e o machismo comandam inúmeras passagens. As explicações se perderam na mediocridade. NADA me conquistou. O que eu acho uma pena já que multiverso é algo que atrai muita a minha atenção. A realidade é que o autor focou demais em criar uma história cheia de ação e esqueceu de desenvolver todo o resto.
Não recomendo. Não perca o seu tempo e dos seus outros eus de outras realidades. Mas se quiser, leia. Eu sou uma parcela pequena aqui.
Só a Terra Permanece tinha tudo para ser uma grande leitura, mas deixou muito a desejar. Por mais que eu perceba que a função do livro era me fazer pensar como seria o mundo se grande parte da população morresse e voltássemos praticamente para idade das cavernas, eu não consegui gostar muito da leitura. Chegou a ser entediante. A premissa de recomeçar um novo mundo não foi o que eu esperava afinal.
As melhores partes, ao meu ver, eram quanto os anos eram narrados rapidamente. Parecia que dava mais dinâmica ao livro.
Se você quer ler um ficção científica diferente das que fazem sucesso talvez aqui seja um começo. Talvez te agrade.
As melhores partes, ao meu ver, eram quanto os anos eram narrados rapidamente. Parecia que dava mais dinâmica ao livro.
Se você quer ler um ficção científica diferente das que fazem sucesso talvez aqui seja um começo. Talvez te agrade.
Tirando algumas questões o terceiro livro da trilogia dos Deus de Dois Mundos é maravilhoso. E vale a pena para quem quer conhecer um pouco sobre a mitologia africana e a espiritualidade do povo de lá. Um livro que surgiu do preconceito é ótimo para acabar com eles. Vale a pena. Exú melhor personagem.
3,5
Este livro é gay é praticamente um guia sobre pessoas LGBT* voltado, ao meu ver, para adolescentes.
A proposta é excelente e apresenta os assuntos importantes que ainda não são trabalhados na sociedade de uma forma geral. Porque, como sabemos, o mundo ainda é lgbtfóbico.
James Dawson pretende tentar trabalhar com humor, mas nas vezes que utiliza esse recurso acaba fazendo piadas de mau gosto e totalmente sem graça. No entanto, o que mais me deixou um pouco frustado foi a forma que ele tratou sexualidade/gênero como algo que você compra ou troca de um hora para outra. Isso é bem equivocado.
Dawson se sai bem quando fala sobre gay cis, pois ele é um. Mas quando tenta falar sobre outras orientações sexuais e gêneros/identidade tende a ser superficial. Mesmo que ele tenha feita uma pesquisa com centenas de pessoas antes de escrever.
De qualquer forma é um livro importante. Seria ideal se escolas adotassem esse tipo de livro (com as correções feitas). Com certeza, ajudaria inúmeras adolescentes que sofrem por causa de sua orientação sexual e também pais que não sabem lidar com o assunto.
O autor foi esforçado, mas infelizmente esbarrou em alguns aspectos importantes. Dou destaque ao tradutor que conseguiu inserir algumas partes sobre a realidade brasileira.
Não indicaria esse livro para "cidadãos de bem" porque provavelmente tirariam algum ensinamento errado.
Este livro é gay é praticamente um guia sobre pessoas LGBT* voltado, ao meu ver, para adolescentes.
A proposta é excelente e apresenta os assuntos importantes que ainda não são trabalhados na sociedade de uma forma geral. Porque, como sabemos, o mundo ainda é lgbtfóbico.
James Dawson pretende tentar trabalhar com humor, mas nas vezes que utiliza esse recurso acaba fazendo piadas de mau gosto e totalmente sem graça. No entanto, o que mais me deixou um pouco frustado foi a forma que ele tratou sexualidade/gênero como algo que você compra ou troca de um hora para outra. Isso é bem equivocado.
Dawson se sai bem quando fala sobre gay cis, pois ele é um. Mas quando tenta falar sobre outras orientações sexuais e gêneros/identidade tende a ser superficial. Mesmo que ele tenha feita uma pesquisa com centenas de pessoas antes de escrever.
De qualquer forma é um livro importante. Seria ideal se escolas adotassem esse tipo de livro (com as correções feitas). Com certeza, ajudaria inúmeras adolescentes que sofrem por causa de sua orientação sexual e também pais que não sabem lidar com o assunto.
O autor foi esforçado, mas infelizmente esbarrou em alguns aspectos importantes. Dou destaque ao tradutor que conseguiu inserir algumas partes sobre a realidade brasileira.
Não indicaria esse livro para "cidadãos de bem" porque provavelmente tirariam algum ensinamento errado.