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fevi


4,5

Eu gostei muito da HQ autobiográfica da Marjane Satrapi. Sempre tive vontade de entender um pouco sobre a questão da Revolução Islâmica e como ela afetou o Irã de uma forma geral. O panorama apresentado pela autora é simples porque não aborda como em um livro de História. E tenho certeza que nem era a pretensão dela. Mas o seu relato, mesmo que algum momento dele revele-se um panorama de privilégio de classe, é muito importante para entendermos como tudo aquilo afetou as pessoas naquele país.

Nós temos uma visão muito ocidentalizada sobre tudo o que ocorreu naquele país, ter uma visão dos que viveram é enriquecedor.

Como é de praxe de revoluções teocráticas, o conservadorismo tomou conta do país e as mulheres acabaram sofrendo ainda mais privações. Satrapi mostra isso com clareza. Além de mostrar todos os outros aspectos sociais, religiosos, políticos. É uma excelente HQ.

Fica aqui a recomendação.

2,5

O mundo criado por Fábio Kabral é incrível. A mistura da mitologia com a ficção científica ornam muito bem. No entanto, a narrativa deixa a desejar. Há muita repetição. No começo do livro as cenas do personagem acordando são praticamente iguais. Achei que faltou um desenvolvimento. Há o uso excessivo de enumerações que atrapalham o texto. As frases curtas de ação sem acrescer nada me irritaram um pouco também.

Os flashbacks que iam e voltam no meio dos textos em tempo presente pareciam que cortavam o que estava acontecendo e quando voltavam já estávamos em outro momento.

O que segura o livro é justamente o mundo criado por Kabral. O texto só precisa ser desenvolvido melhor.

Eu gostei bastante de alguns contos. Achei bem trabalhados. Fiquei até com vontade de saber mais sobre as histórias e os personagens.

No entanto, o conto de Kukua Dada me deixou desconfortável e questionando se assédio deveria ser tratado daquela forma.

Esse é o meu conto preferido do Projeto Estações até o momento.

É divertido, fofo e todo especial. Um destaque especial para a mãe do Samuel.

Cheio de carinho e amor. É tudo que a gente precisa.

Eu estou apaixonado por essa história que a Solaine criou. Mesmo tendo passando raiva com esses personagens. Mais uma vez Solaine escreve uma história gostosa de acompanhar, divertida e natural.

Quer ficar com o coração quetinho? Leia Reticências. É uma comédia romântica maravilhosa. Os personagens são maravilhosos. Davi e Joana são tudo na minha vida. E eu quero que a Ana Clara MORRA!!!! Bicha nojenta do caralho. É tudo tão real e gostoso. Solaine acertou em cheio com essa história.

Fica a recomendação.

A escrita da Seane Melo é maravilhosa. Uma delícia de se acompanhar. Uma pena os contos serem tão pequenos. No entanto, é possível sentir a intensidade da escrita.

Para mim, o melhor conto foi o Só por educação. Excitante e com um final maravilhoso.

Leitura rapidinha. Menos de uma hora. Vale super a pena. Principalmente pela escrita.

3,5

Eu, com certeza, leria um livro nesse universo. Mesmo o protagonista bem chato e interesseiro no início conseguir me entreter e me afeiçoar a ele depois. Acho que o autor poderia ter explicado um pouco melhor a relação do protagonista com a família logo no início. Dessa forma provavelmente não teria achado ele tão chato.

Claro que senti uma vibe meio Harry Potter as referências estão claras. Não tem como não relacionar com HP até porque JK criou uma referência para a cultura pop. Ainda assim é um conto com personalidade.

Eu gostei de como a história foi narrada, mas não curti a primeira parte. Esse é o segundo contanto com a autora e já posso dizer que gosto da escrita dela, mas gostei mais do contos de patroa.

Enquanto escrevia esse pequeno comentário não tinha entendido o porquê do título. Aí lembrei a história do Aziz Ansari. TÁ NA CARA, quer dizer, no título. kkkkk

A primeira versão do conto é muito superior que a segunda. Pelo menos eu curti muito mais do que a segunda versão que no caso é narrada pelo filho de Rui de Leão.

Machado disse que a imortalidade é entendiante. Devo concordar com ele. Se a gente que não vive nenhum século direito vive em tédio, imagina quantos tédios viveríamos sendo imortais?

#LeiaComOrgulho

Os meus contos preferidos foram:
- Dez motivos;
- Demais pra mim;
- Vestida para se apaixonar.

Eu só tenho a agradecer a oportunidade de ler histórias em que personagens LGBTs tenham protagonismo e possam viver amores de forma natural e romântica. É um clichê que em certos momentos fez falta no adolescente que eu fui um dia.