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fevi's Reviews (834)
Eu gostei do livro, mas estranhei o modo como as histórias foram contadas. A princípio pensei que seria um livro reportagem e acreditava nisso, mas não é. É um livro em que a autora foca no feminicídio de três mulheres durante a década de 80 que não tiveram os casos resolvidos. Ao mesmo tempo ela fala vai narrando histórias de como o feminicídio faz parte da sua vida. Ela mescla a sua história com as histórias da três mulheres além de narrar o processo da sua pesquisa para o livro. De um parágrafo para outro muda tudo muito rápido o foco e isso meio que deixa a gente perdido. E ao longo do livro ela cita os nomes de várias outras vítimas do mesmo crime.
É um livro bom com uma narrativa fácil, mas que eu estranhei. É pesado e pode conter gatilhos, mas acredito que seja uma leitura importante devido ao tema extremamente relevante. Tenho certeza que Selva Almada teve um estômago forte para conseguir contar as histórias de todas essas mulheres que morrem somente pelo fato de serem quem são.
É um livro bom com uma narrativa fácil, mas que eu estranhei. É pesado e pode conter gatilhos, mas acredito que seja uma leitura importante devido ao tema extremamente relevante. Tenho certeza que Selva Almada teve um estômago forte para conseguir contar as histórias de todas essas mulheres que morrem somente pelo fato de serem quem são.
Triste. Melancólico. Dolorido. Irônico.
Tiago Ferro escreveu um baita livro. O Pai da Menina Morta é um diário da vida, da morte e do mundo. É sobre o luto, mas é sobre tudo. Não tem como se tornar parte da história de uma obra tão intensa e verdadeira. Os sentimentos, as situações, tudo ali é escrito de uma forma que mostra a natureza e a crueldade das coisas. O modo não linear e nem romance típico dão uma cara nova ao livro. O final do livro é um fluxo de consciência cabuloso. Não tem como negar que o primeiro trabalho de Ferro é poderoso.
Recomendadíssimo.
Tiago Ferro escreveu um baita livro. O Pai da Menina Morta é um diário da vida, da morte e do mundo. É sobre o luto, mas é sobre tudo. Não tem como se tornar parte da história de uma obra tão intensa e verdadeira. Os sentimentos, as situações, tudo ali é escrito de uma forma que mostra a natureza e a crueldade das coisas. O modo não linear e nem romance típico dão uma cara nova ao livro. O final do livro é um fluxo de consciência cabuloso. Não tem como negar que o primeiro trabalho de Ferro é poderoso.
Recomendadíssimo.
É um livro fofo e engraçado, mas com um mistério meio forçado. Que não faz muito sentido geral pra história. Mesmo assim a leitura foi super leve e agradável. Ada e Otto são maravilhosos. Daria uma ótima série de comédia/mistério se o caso do mistério fosse incluído de forma mais interessante. O capítulo em que a autora fala sobre o vizinho que lutou na segunda guerra mundial é maravilhoso.
Para quem está precisando de leitura leve e protagonistas idosos fica a recomendação.
Para quem está precisando de leitura leve e protagonistas idosos fica a recomendação.
Nihonjin narra a história de uma família de imigrantes japoneses e seus descentes brasileiros até o final da segunda guerra mundial. O livro é bem escrito e é super bonito. O final do primeiro capítulo é maravilhoso. Eu teria gostado mais se fosse um romance de formação, mas ele não chega a ser porque o narrador só fala de momentos importantes por quais a família passou. Teria sido incrível se o autor tivesse trabalhado mais, ter escrito com mais detalhes e ter construído de forma mais profunda os outros personagens. Tudo é muito rápido e contado através das lembranças marcantes.
É um livro em que se aprende muito sobre a cultura, o modo de ser dos japoneses e acho que só por isso foi uma leitura interessantíssima e muito agregadora. Fica aqui a minha recomendação.
É um livro em que se aprende muito sobre a cultura, o modo de ser dos japoneses e acho que só por isso foi uma leitura interessantíssima e muito agregadora. Fica aqui a minha recomendação.
Passarinha é um livro lindo.
A história que é narrada por Caitlin conta o dia a dia da garota na escola e em casa depois que uma tragédia acontece envolvendo um membro da sua família. Sem contar que Caitlin sofre com a síndrome de Asperger. Nós vemos como ela lida com isso tudo.
É prazeroso acompanhar o desenvolvimento e o crescimento de Caitlin em busca de um desfecho para algo triste. Tenho certeza que quem ler vai amar ou pelo menos se sentir bem com a história.
Esse é um dos livros narrados por uma criança que eu mais gostei de ler. É simples, bonito e cheio de simbolismos. É forte de um jeito especial. Fora que nos dá uma lição.
O motivo que levou a autora a escreve esse livro é ainda mais bonito e só me faz lembrar que precisamos lidar com a diferença dos outros e sermos empáticos por mais que isso seja difícil.
Super recomendo.
A história que é narrada por Caitlin conta o dia a dia da garota na escola e em casa depois que uma tragédia acontece envolvendo um membro da sua família. Sem contar que Caitlin sofre com a síndrome de Asperger. Nós vemos como ela lida com isso tudo.
É prazeroso acompanhar o desenvolvimento e o crescimento de Caitlin em busca de um desfecho para algo triste. Tenho certeza que quem ler vai amar ou pelo menos se sentir bem com a história.
Esse é um dos livros narrados por uma criança que eu mais gostei de ler. É simples, bonito e cheio de simbolismos. É forte de um jeito especial. Fora que nos dá uma lição.
O motivo que levou a autora a escreve esse livro é ainda mais bonito e só me faz lembrar que precisamos lidar com a diferença dos outros e sermos empáticos por mais que isso seja difícil.
Super recomendo.
#BingoLitNegra #LeiaNegros #MulheresParaLer #LeiaMulheres
É impressionante o quanto publicações como essa se fazem essenciais num período tão conversador que estamos vivendo. Que possivelmente será ainda mais difícil e tortuoso para as minorias, principalmente, os negros.
O texto da Djamila Ribeiro é de fácil compreensão e uma porta de entrada para quem quer entender um pouco sobre o feminismo negro, racismo e assuntos que possuem recorte de raça. Quem tem medo do feminismo negro? é um livro que aborda todos esses temas de forma não muito aprofundada porque geralmente são curtos, mas que vão direto ao ponto. Os textos, em sua maioria, que foram publicados anteriormente em um blog na Carta Capital partem de acontecimentos que repercutiram de alguma forma e onde Djamila trabalha a história e aponta dados que mostram como é a vida dos negros no Brasil. Apesar do título evocar o feminismo negro os textos vão além disso.
A introdução do livro é outro ponto forte. O fato da Djamila Ribeiro expor a sua história faz com que os leitores possam, de alguma forma, tornarem-se mais empáticos e entenderem a vivência das mulheres negras em um país racista, machista e sexista.
Apesar de ter vários textos que eu já tinha conhecimento tenho plena consciência do quão importantes e fundamentais eles são. É necessários que todas as pessoas independente de raça, classe ou sexo possam ter acesso a esse tipo de leitura. É preciso entender como o racismo estrutural destrói a vida de pessoas negras e consequentemente o futuro do país. Com urgência.
Super recomendado.
É impressionante o quanto publicações como essa se fazem essenciais num período tão conversador que estamos vivendo. Que possivelmente será ainda mais difícil e tortuoso para as minorias, principalmente, os negros.
O texto da Djamila Ribeiro é de fácil compreensão e uma porta de entrada para quem quer entender um pouco sobre o feminismo negro, racismo e assuntos que possuem recorte de raça. Quem tem medo do feminismo negro? é um livro que aborda todos esses temas de forma não muito aprofundada porque geralmente são curtos, mas que vão direto ao ponto. Os textos, em sua maioria, que foram publicados anteriormente em um blog na Carta Capital partem de acontecimentos que repercutiram de alguma forma e onde Djamila trabalha a história e aponta dados que mostram como é a vida dos negros no Brasil. Apesar do título evocar o feminismo negro os textos vão além disso.
A introdução do livro é outro ponto forte. O fato da Djamila Ribeiro expor a sua história faz com que os leitores possam, de alguma forma, tornarem-se mais empáticos e entenderem a vivência das mulheres negras em um país racista, machista e sexista.
Apesar de ter vários textos que eu já tinha conhecimento tenho plena consciência do quão importantes e fundamentais eles são. É necessários que todas as pessoas independente de raça, classe ou sexo possam ter acesso a esse tipo de leitura. É preciso entender como o racismo estrutural destrói a vida de pessoas negras e consequentemente o futuro do país. Com urgência.
Super recomendado.
#BingoLitNegra #LeiaNegros
Carlos Eduardo Pereira narra em enquanto os dentes o dia de mudança de Antônio. Antônio é um homem negro gay e deficiente físico. A história que se passa durante um dia entre o percurso dessa mudança o autor alterna momentos do passado e lembranças para contar como o personagem chegou até aquele momento.
A vida de Antônio é narrada de maneira seca, clara e sem voltas. Ele é filho de um comandante da marinha linha dura, agressivo, machista, homofóbico e uma mulher submissa que nunca possui voz em casa. Esses comportamentos influência muito a vida de Antônio longe de casa. Ele carrega a dor de ter sido podado por uma família que não deixara ser quem ele era. Não só uma dor, mas também aquele sentimento de não pertencimento e raiva dos anos vividos com os pais.
O fato de ser gay e negro nesse livro é apenas uma mera questão. Não é de fato o que carrega a história. Até porque o personagem fala poucas vezes ou de maneira natural sobre a sua sexualidade. O foco é como o acidente que o deixou paraplégico transformou a vida de um homem entre 30 e 40 anos. Como as pessoas o abandonaram, a tentativa de mudar a vida, como é viver em uma cidade que não é preparada para pessoas que possuem alguma deficiência física/motora e que acabam atrapalhado a locomoção. É um livro sobre sentimentos. Sobre a degradação de um pessoa. E como mudanças inesperadas podem de alguma forma acabar com você mesmo que haja uma luta para não cair nessa obscuridade de sentimentos negativos.
É um livro que precisa de atenção devido ao fluxo de consciência e as passagens entre o passado e o presente que acontecem de um parágrafo para outro. Quem não presta atenção fica meio perdido. É um livro forte e incrível. Não é um livro que escora nas minorias que o texto apresenta como tentaram enunciar.
Fica aqui a recomendação para a leitura de um livro forte.
Carlos Eduardo Pereira narra em enquanto os dentes o dia de mudança de Antônio. Antônio é um homem negro gay e deficiente físico. A história que se passa durante um dia entre o percurso dessa mudança o autor alterna momentos do passado e lembranças para contar como o personagem chegou até aquele momento.
A vida de Antônio é narrada de maneira seca, clara e sem voltas. Ele é filho de um comandante da marinha linha dura, agressivo, machista, homofóbico e uma mulher submissa que nunca possui voz em casa. Esses comportamentos influência muito a vida de Antônio longe de casa. Ele carrega a dor de ter sido podado por uma família que não deixara ser quem ele era. Não só uma dor, mas também aquele sentimento de não pertencimento e raiva dos anos vividos com os pais.
O fato de ser gay e negro nesse livro é apenas uma mera questão. Não é de fato o que carrega a história. Até porque o personagem fala poucas vezes ou de maneira natural sobre a sua sexualidade. O foco é como o acidente que o deixou paraplégico transformou a vida de um homem entre 30 e 40 anos. Como as pessoas o abandonaram, a tentativa de mudar a vida, como é viver em uma cidade que não é preparada para pessoas que possuem alguma deficiência física/motora e que acabam atrapalhado a locomoção. É um livro sobre sentimentos. Sobre a degradação de um pessoa. E como mudanças inesperadas podem de alguma forma acabar com você mesmo que haja uma luta para não cair nessa obscuridade de sentimentos negativos.
É um livro que precisa de atenção devido ao fluxo de consciência e as passagens entre o passado e o presente que acontecem de um parágrafo para outro. Quem não presta atenção fica meio perdido. É um livro forte e incrível. Não é um livro que escora nas minorias que o texto apresenta como tentaram enunciar.
Fica aqui a recomendação para a leitura de um livro forte.
#BingoLitNegra #LeiaNegros
3,5
Eu amo o quanto se pode aprender com os livros de Ngugi wa Thiong'o. É sempre uma aula incrível sobre a história e costume do Quênia.
Eu gosto bastante da escrita de Thiong'o, mas essa história não me pegou muito. É boa, mas não o suficiente. Nós vemos a versões de vários personagens sobre o período que antecede o dia da independência do Quênia e como a guerra afetou os personagens. Com muitas imersões no passado a gente acaba se confundindo com as histórias de cada personagem mesmo que haja uma conexão entre elas. Para mim, o ponto forte do livro é a História da independência e como o futuro pode frustar por acreditar em falsos heróis ou pessoas que de alguma forma não lutaram para mudar o futuro de que o país tão precisaria.
Mas deixo a minha recomendação. Vale pela aula de história. Como sempre.
3,5
Eu amo o quanto se pode aprender com os livros de Ngugi wa Thiong'o. É sempre uma aula incrível sobre a história e costume do Quênia.
Eu gosto bastante da escrita de Thiong'o, mas essa história não me pegou muito. É boa, mas não o suficiente. Nós vemos a versões de vários personagens sobre o período que antecede o dia da independência do Quênia e como a guerra afetou os personagens. Com muitas imersões no passado a gente acaba se confundindo com as histórias de cada personagem mesmo que haja uma conexão entre elas. Para mim, o ponto forte do livro é a História da independência e como o futuro pode frustar por acreditar em falsos heróis ou pessoas que de alguma forma não lutaram para mudar o futuro de que o país tão precisaria.
Mas deixo a minha recomendação. Vale pela aula de história. Como sempre.
#BingoLitNegra #LeiaNegros #MulheresParaLer #LeiaMulheres
Eu não acredito que a Olívia me matou de novo. Essa mulher tem o poder criar histórias incríveis que me deixam com vontade de querer mais e mais. Ela sempre acaba as histórias no ponto alto e quando mudamos a página e encontramos o final é desesperador.
É engraçado ou triste como uma história tão curta pode ser tão real e condizente com a realidade. Eu mesmo sou uma Bruna da vida que não se permite viver por medo de não dar certo ou de não ser o suficiente para a outra pessoa. Esse é um conto sobre como as relações podem ser incríveis e o quanto nós precisamos ser mais corajosos dar várias chances para o amor.
Escrita maravilhosa. Recomendadíssimo.
Eu não acredito que a Olívia me matou de novo. Essa mulher tem o poder criar histórias incríveis que me deixam com vontade de querer mais e mais. Ela sempre acaba as histórias no ponto alto e quando mudamos a página e encontramos o final é desesperador.
É engraçado ou triste como uma história tão curta pode ser tão real e condizente com a realidade. Eu mesmo sou uma Bruna da vida que não se permite viver por medo de não dar certo ou de não ser o suficiente para a outra pessoa. Esse é um conto sobre como as relações podem ser incríveis e o quanto nós precisamos ser mais corajosos dar várias chances para o amor.
Escrita maravilhosa. Recomendadíssimo.
#BingoLitNegra #LeiaNegros
Mais uma aula de história sobre os costumes dos clãs africanos que nós nunca tivemos em uma sala de aula no Brasil. Que incrível!
Chinua Achebe nos introduz de forma fenomenal na cultura ibo em O Mundo Se Despedaça. É tanta informação que ficamos desnorteados. Nós acompanhamos a vida de Okonkwo, da sua família e seu clã. Eu já havia conhecido um pouco de alguns rituais descritos nesse livro porque já li alguns outros livros de autores africanos, mas nada tão bem explicado nessa obra.
O livro narra todo o processo de um clã, os acontecimentos, rituais e o significa cada coisa. Tudo isso em paralelo com a vida de Okonkwo e seus familiares. Vemos a estrutura dos casamentos, dos filhos, o machismo proeminente naquela sociedade e também a valorização aos ancestrais e mais velhos.
Na última parte, que eu particularmente chamei de "ó lá o homem branco trazendo desgraça", é basicamente isso mesmo. O homem branco aparece em forma dos padres/pastores trazendo uma nova religião e a colonização. Isso tudo no interior do que hoje é a Nigéria. O homem branco entra na história querendo impor a sua cultura, a sua religião e sendo violento para com todos os habitantes do clã de Okonkwo.
É um livro muito bom e apesar de não ser uma história de grandes reviravoltas. Mas de uma forma ou de outra acaba nos impressionando. Como no final do livro, no caso. Isso me deixou louco para ler o restante da trilogia. O único problema e que pode chatear muita gente é a repetição desnecessária de uma informação que foi dada no parágrafo anterior. É bem recorrente. Mas pra quem tem dificuldade para guardar informações ou nomes pode ser uma mão na roda.
Fica aqui a minha super recomendação. Ótimo livro e leitura tranquila.
Mais uma aula de história sobre os costumes dos clãs africanos que nós nunca tivemos em uma sala de aula no Brasil. Que incrível!
Chinua Achebe nos introduz de forma fenomenal na cultura ibo em O Mundo Se Despedaça. É tanta informação que ficamos desnorteados. Nós acompanhamos a vida de Okonkwo, da sua família e seu clã. Eu já havia conhecido um pouco de alguns rituais descritos nesse livro porque já li alguns outros livros de autores africanos, mas nada tão bem explicado nessa obra.
O livro narra todo o processo de um clã, os acontecimentos, rituais e o significa cada coisa. Tudo isso em paralelo com a vida de Okonkwo e seus familiares. Vemos a estrutura dos casamentos, dos filhos, o machismo proeminente naquela sociedade e também a valorização aos ancestrais e mais velhos.
Na última parte, que eu particularmente chamei de "ó lá o homem branco trazendo desgraça", é basicamente isso mesmo. O homem branco aparece em forma dos padres/pastores trazendo uma nova religião e a colonização. Isso tudo no interior do que hoje é a Nigéria. O homem branco entra na história querendo impor a sua cultura, a sua religião e sendo violento para com todos os habitantes do clã de Okonkwo.
É um livro muito bom e apesar de não ser uma história de grandes reviravoltas. Mas de uma forma ou de outra acaba nos impressionando. Como no final do livro, no caso. Isso me deixou louco para ler o restante da trilogia. O único problema e que pode chatear muita gente é a repetição desnecessária de uma informação que foi dada no parágrafo anterior. É bem recorrente. Mas pra quem tem dificuldade para guardar informações ou nomes pode ser uma mão na roda.
Fica aqui a minha super recomendação. Ótimo livro e leitura tranquila.