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fevi's Reviews (834)
#MulheresParaLer
Para Educar Crianças Feministas: Um manifesto se faz essencial. É um livro cheio de obviedades (óbvio para quem já está acostumado, entende e praticamente o feminismo e não tolera preconceitos) e de certa forma é muito importante para a sociedade machista e preconceituosa em que vivemos. Se a humanidade ainda não estivesse cheia com todos esses preconceitos no âmbito de gênero, sexualidade e até mesmo respeito ao próximo livros desse tipo não precisariam estar sendo escritos.
No livro Chimamanda dá SUGESTÕES para uma amiga que lhe pergunta qual é a forma certa de criar sua filha para que ela seja feminista. Em forma de carta ela escreve as sugestões que deveriam fazer parte da vida todas as pessoas. Respeito é essencial. Tratar de forma igualitária é essencial. Chimamanda dá ótimos conselhos.
Acredito que seja mais um livro introdutório para perceber o que há de errado e conhecer as ideias que o feminismo defende. Assim como Sejamos Todos Feministas. A recomendação é para todo mundo. TODO MUNDO MESMO. Às vezes a gente aprende pela repetitividade. Talvez pessoas que não conheçam ou não acreditem no feminismo lendo coisas mais simples como esse manifesto tenham interesse de se aprofundar ou dar uma segunda chance.
O básico é essencial. Imprescindível.
Para Educar Crianças Feministas: Um manifesto se faz essencial. É um livro cheio de obviedades (óbvio para quem já está acostumado, entende e praticamente o feminismo e não tolera preconceitos) e de certa forma é muito importante para a sociedade machista e preconceituosa em que vivemos. Se a humanidade ainda não estivesse cheia com todos esses preconceitos no âmbito de gênero, sexualidade e até mesmo respeito ao próximo livros desse tipo não precisariam estar sendo escritos.
No livro Chimamanda dá SUGESTÕES para uma amiga que lhe pergunta qual é a forma certa de criar sua filha para que ela seja feminista. Em forma de carta ela escreve as sugestões que deveriam fazer parte da vida todas as pessoas. Respeito é essencial. Tratar de forma igualitária é essencial. Chimamanda dá ótimos conselhos.
Acredito que seja mais um livro introdutório para perceber o que há de errado e conhecer as ideias que o feminismo defende. Assim como Sejamos Todos Feministas. A recomendação é para todo mundo. TODO MUNDO MESMO. Às vezes a gente aprende pela repetitividade. Talvez pessoas que não conheçam ou não acreditem no feminismo lendo coisas mais simples como esse manifesto tenham interesse de se aprofundar ou dar uma segunda chance.
O básico é essencial. Imprescindível.
Logo na primeira frase esse livro me deixou louco. Não porque ele é ruim ou algo do tipo, mas por mostrar um lado do racismo que eu não tinha conhecimento. Você por acaso sabia que no Brasil escreveram contos infantis em que o final feliz eram pessoas negras virando/tornando-se brancas? Eu não sabia e fiquei realmente chocado com isso.
Nem Preto Nem Branco, Muito Pelo Contrário vai falar sobre o mito da democracia racial e sobre como a miscigenação traz essa falsa sensação de que está tudo bem por aqui. Sensação essa que foi criada pelo governo para mostrar que a escravidão no Brasil fora diferente de outros países que receberam escravos. Chegaram a denominar a liberdade como um presente. É fácil?
Eu, como negro, não deveria ficar surpreendido com isso. É difícil perceber, discutir o racismo no Brasil por inúmeras razões. Principalmente porque ao longo dos anos ele foi tratado como inexistente. O que a gente sabe que não é bem a verdade. O livro de Lilia Schwarcz que é composto de inúmeros textos bate principalmente na questão da miscigenação brasileira. Alguns pensadores acreditavam que o Brasil se tornaria um país de população branca com o passar dos anos. Ainda bem que isso não aconteceu.
A leitura pra mim foi de aprendizado e revolta. São textos pequenos e de fácil/média compreensão. Pra quem gosta de História e que saber mais sobre a história da população negra a leitura é essencial. Não é profunda, mas é um grande começo. Super recomendo.
Nem Preto Nem Branco, Muito Pelo Contrário vai falar sobre o mito da democracia racial e sobre como a miscigenação traz essa falsa sensação de que está tudo bem por aqui. Sensação essa que foi criada pelo governo para mostrar que a escravidão no Brasil fora diferente de outros países que receberam escravos. Chegaram a denominar a liberdade como um presente. É fácil?
Eu, como negro, não deveria ficar surpreendido com isso. É difícil perceber, discutir o racismo no Brasil por inúmeras razões. Principalmente porque ao longo dos anos ele foi tratado como inexistente. O que a gente sabe que não é bem a verdade. O livro de Lilia Schwarcz que é composto de inúmeros textos bate principalmente na questão da miscigenação brasileira. Alguns pensadores acreditavam que o Brasil se tornaria um país de população branca com o passar dos anos. Ainda bem que isso não aconteceu.
A leitura pra mim foi de aprendizado e revolta. São textos pequenos e de fácil/média compreensão. Pra quem gosta de História e que saber mais sobre a história da população negra a leitura é essencial. Não é profunda, mas é um grande começo. Super recomendo.
#LeiaAutoresNegros
Nascer em um corpo negro em um mundo de sonhos brancos é carregar uma vida de medos.
Eu não consigo ver um pai branco escrevendo uma carta para seu filho também branco sobre as barreiras que ele terá que enfrentar ao longo da vida somente por causa da cor da sua pele. Pra mim não faz o menor sentido.
Essa carta que Ta-Nehisi Coates escreve para seu filho em Entre o Mundo e Eu é carregada de dor, medo e raiva. Todos sentimentos genuínos de um homem negro que nasceu em um mundo onde não tem o mesmo tratamento que os outros homens brancos. Não tem como ser empático com os momentos narrados por Coates. Não tem como não sentir o medo que ele sente. Mesmo que ele viva nos Estados Unidos e eu, no Brasil. É uma realidade cruel que faz sentido para todas as pessoas de pele negra em qualquer parte do mundo.
Coates mostra para o seu filho que apesar dos pesares é preciso ter conhecimento da sua ancestralidade. Ter consciência de tudo que aquilo que os negros viveram e ainda vivem. E que por isso mesmo é preciso continuar lutando porque a terra dos sonhos não foi feita para os negros. Que a luta não é fácil, mas que é preciso seguir adiante.
Livro recomendadíssimo.
Nascer em um corpo negro em um mundo de sonhos brancos é carregar uma vida de medos.
Eu não consigo ver um pai branco escrevendo uma carta para seu filho também branco sobre as barreiras que ele terá que enfrentar ao longo da vida somente por causa da cor da sua pele. Pra mim não faz o menor sentido.
Essa carta que Ta-Nehisi Coates escreve para seu filho em Entre o Mundo e Eu é carregada de dor, medo e raiva. Todos sentimentos genuínos de um homem negro que nasceu em um mundo onde não tem o mesmo tratamento que os outros homens brancos. Não tem como ser empático com os momentos narrados por Coates. Não tem como não sentir o medo que ele sente. Mesmo que ele viva nos Estados Unidos e eu, no Brasil. É uma realidade cruel que faz sentido para todas as pessoas de pele negra em qualquer parte do mundo.
Coates mostra para o seu filho que apesar dos pesares é preciso ter conhecimento da sua ancestralidade. Ter consciência de tudo que aquilo que os negros viveram e ainda vivem. E que por isso mesmo é preciso continuar lutando porque a terra dos sonhos não foi feita para os negros. Que a luta não é fácil, mas que é preciso seguir adiante.
Livro recomendadíssimo.
#LeiaAutoresNegros
Sonhos em Tempo de Guerra é um livrão da porra. É uma obra que mostra a importância da educação, que mostra o colonialismo e todos os seus problemas, que nos faz refletir sobre os nossos privilégios e a questão de ser negro.
Ngugi wa Thiong'o narra toda sua infância e início da adolescência nesse livro. Mas o livro é muito mais que a história de parte da sua vida. É uma imersão na cultura e história do Quênia. Isso torna o livro muito mais gostoso de se ler. Você conhece sobre um país que não estuda na escola. Eu mesmo não sabia da imigração indiana no país e que eles de certa forma ajudaram no processo de independência queniana. Ou que havia soldados quenianos nas primeira e segunda guerras mundias. Isso detalhes que podemos detectar no ensino sobre a África e os países africanos no cronograma curricular do nosso país.
Eu gostei bastante das partes em que o autor fala sobre o seu país, mas também da forma que ele se agarrou a educação pois sua mãe e irmãos sabiam que ela poderia transformar de algum jeito o seu futuro. Mas também me levou a refletir sobre os privilégios que a gente possui por ter direito a educação e de qualidade. Como os ingleses e a interferiram na cultura e no cotidiano é bem interessante também. Os ritos da aldeias é uma ótima passagem também.
Não tem como não gostar desse livro. O último capítulo é simplesmente maravilhoso. Fiquei bastante emocionado. Esse livro é uma grande aula de história maravilhosa. Leitura extremamente fácil e prazerosa. Super recomendo.
Sonhos em Tempo de Guerra é um livrão da porra. É uma obra que mostra a importância da educação, que mostra o colonialismo e todos os seus problemas, que nos faz refletir sobre os nossos privilégios e a questão de ser negro.
Ngugi wa Thiong'o narra toda sua infância e início da adolescência nesse livro. Mas o livro é muito mais que a história de parte da sua vida. É uma imersão na cultura e história do Quênia. Isso torna o livro muito mais gostoso de se ler. Você conhece sobre um país que não estuda na escola. Eu mesmo não sabia da imigração indiana no país e que eles de certa forma ajudaram no processo de independência queniana. Ou que havia soldados quenianos nas primeira e segunda guerras mundias. Isso detalhes que podemos detectar no ensino sobre a África e os países africanos no cronograma curricular do nosso país.
Eu gostei bastante das partes em que o autor fala sobre o seu país, mas também da forma que ele se agarrou a educação pois sua mãe e irmãos sabiam que ela poderia transformar de algum jeito o seu futuro. Mas também me levou a refletir sobre os privilégios que a gente possui por ter direito a educação e de qualidade. Como os ingleses e a interferiram na cultura e no cotidiano é bem interessante também. Os ritos da aldeias é uma ótima passagem também.
Não tem como não gostar desse livro. O último capítulo é simplesmente maravilhoso. Fiquei bastante emocionado. Esse livro é uma grande aula de história maravilhosa. Leitura extremamente fácil e prazerosa. Super recomendo.
O jornalista e escritor, Truman Capote, nasceu em Nova Orleans em 1924 e morreu no estado norte-americano da Califórnia em 1984, após ter uma parada cardíaca. Capote escreveu livros, peças de teatro, perfis jornalísticos e também trabalhou em grandes meios de comunicação, como nas revistas Harper’s Bazaar e The New Yorker. Entre os livros de sua autoria tem a pequena novela, Breakfast at Tiffany’s, que se tornou um filme de sucesso e no Brasil recebeu o título de Bonequinha de luxo. Mas a sua grande obra-prima e motivo por deixá-lo rico foi o livro “A sangue frio”. Obra essa que recebeu a classificação de non-fiction novel, ou “romance sem ficção” dada pelo próprio escritor. No entanto, a base desse estilo é o jornalismo literário. Segundo Ana Lúcia Santana, “O jornalismo literário é um estilo que une um texto jornalístico à literatura, com o objetivo de produzir reportagens mais profundas, amplas e detalhistas, com uma postura ética e humanizada.”
A idéia de escrever “A sangue frio” surgiu logo após a leitura de uma pequena nota no The New York Times, na qual falava sobre um crime no Kansas. Truman Capote ficou obcecado pelo o acontecimento e resolveu fazer uma reportagem que resultou no livro. Capote mostra em quatro grandes capítulos a história de uma família que foi assassinada, na pequena cidade de Holcomb no oeste do Kansas, e também a de seus assassinos. Ele conta com detalhes como vivia a família dos Clutter. Quais eram os seus costumes, o que cada membro fazia até o momento do homicídio.
Para conseguir todas as informações necessárias Capote inicia um processo de entrevistas que dura um ano e meio. Mas ele não usava gravadores ou blocos para as anotações, acreditava que isso poderia intimidar as pessoas. Então ele fazia daquela hora um momento de conversa. Apesar de ter uma boa memória não é possível afirmar que tudo o que Truman escreveu foi exatamente o que ele ouviu dos moradores. E do mesmo modo, a possibilidade dos locais terem inventado qualquer informação é viável.
Na transmissão de informações é necessário que haja total imparcialidade. E ter a verdade como algo essencial. Apesar de na prática isso não ser, às vezes, valorizado. E muitos afirmaram que Capote faltou com a veracidade em seus textos logo após a publicação. No posfácio da 7ª edição de 2009 do livro, escrito por Matinas Suzuki Jr., há uma parte mostrando a indignação de vários personagens em relação à falta de precisão no resultado final dos depoimentos. E quanto à indiferença que devia ser crucial também foi questionada, pois afirmavam que Capote tivera uma relação bem mais que fraternal com um dos matadores, o Perry Smith.
O recolhimento dos dados também não são o suficiente para recriar os todos os passos e descrever os sentimentos que aparecem no livro de Truman. Então é fácil deduzir que Capote usou um pouco da sua imaginação para descrever certas passagens do livro, independentemente do número de entrevistas. Mas não se pode dizer há um distanciamento nessa parte do jornalismo literário, pois nesse gênero existe uma visão pessoal, autoral sobre as coisas que acontecem ou aconteceram.
Perry Smith e Dick Hickcock os assassinos de parte da família Clutter cometeu esse tal dolo no período pós-guerra. Os norte-americanos ainda tentavam se recuperar das perdas, dos incidentes da 2ª Guerra Mundial ainda que a tenham ganhando. O choque foi grande para toda a nação. Que acompanharam e tentavam entender o motivo para aquele crime. Truman Capote com o seu trabalho de pesquisa que durou mais de ano e mais de cinco anos de elaboração até a publicação, contribuiu para que muitos cidadãos dos Estados Unidos pudessem entender o que havia acontecido. As versões de todos que acompanharam de perto: cidadãos de Holcomb, os investigadores, os jornalistas, os parentes das vítimas e dos réus. O resultado desse trabalho foi tão bem recebido que “A sangue frio” foi o livro mais vendido durante semanas. E mostra um período de aumento de delitos por lá, já que em pouco tempo outros atos deliquentes como esses ocorreram.
Em geral o conceito de romance não ficção embasado no jornalismo literário está bem apresentado em todo o livro. De forma clara é possível encontrar todas as características de um romance não ficção. Nele são encontradas partes da história, da realidade, da literatura, do jornalismo e também uma subjetividade que contrapõe a objetividade do jornalismo tradicional. Outros autores nos EUA também seguiram esse estilo. Foram Tom Wolfe, Gay Talese, Norman Maile e Joseph Mitchel. No Brasil temos a obra involuntária de Euclides da Cunha, “Os Sertões”, quando ele é enviado pelo o jornal “O Estado de São Paulo” ao interior da Bahia para cobrir as manifestações, essas posteriormente resultariam na guerra de Canudos. E a Revista Realidade, do grupo Abril, foi um grande modelo desse seguimento.
Truman Capote mostrou que é possível fazer uma boa literatura a partir dos assuntos factuais sem ter inventar muitas coisas. Pois essa realidade contada da forma adequada, sem grandes exageros ou floreios dos romances comuns, aproxima as pessoas. Narrar a toda a vida de seis pessoas, como no caso de “A sangue frio”, não é simples. Principalmente analisar as mentes de criminosos até o fim que levaram, depois de passar por todos os momentos.
O trabalho de Truman Capote pode ser compreendido facilmente e a leitura é leve e instigante. À medida que a história decorre sentimentos são expostos. Capote impõe um ritmo não muito intenso, mas relata com detalhes preciosos todo o processo. Tirando as impressões pessoais do autor que se envolveu explicitamente, a obra possuí todo o conteúdo necessário para estar entre os principais títulos do gênero. Os estudantes de comunicação, amantes de literatura irão aprender um pouco sobre o non-fiction ao lê-lo. Esse clássico da literatura norte-americana é um sucesso e quem procura uma história diferente dos romances antigos, encontrará nele uma mina de riquezas. Um livro audacioso e diferente. É a realidade contada de forma menos fria e mais cativante. Características encontradas em Capote que afirmou que tinha escrito uma obra-prima.
A idéia de escrever “A sangue frio” surgiu logo após a leitura de uma pequena nota no The New York Times, na qual falava sobre um crime no Kansas. Truman Capote ficou obcecado pelo o acontecimento e resolveu fazer uma reportagem que resultou no livro. Capote mostra em quatro grandes capítulos a história de uma família que foi assassinada, na pequena cidade de Holcomb no oeste do Kansas, e também a de seus assassinos. Ele conta com detalhes como vivia a família dos Clutter. Quais eram os seus costumes, o que cada membro fazia até o momento do homicídio.
Para conseguir todas as informações necessárias Capote inicia um processo de entrevistas que dura um ano e meio. Mas ele não usava gravadores ou blocos para as anotações, acreditava que isso poderia intimidar as pessoas. Então ele fazia daquela hora um momento de conversa. Apesar de ter uma boa memória não é possível afirmar que tudo o que Truman escreveu foi exatamente o que ele ouviu dos moradores. E do mesmo modo, a possibilidade dos locais terem inventado qualquer informação é viável.
Na transmissão de informações é necessário que haja total imparcialidade. E ter a verdade como algo essencial. Apesar de na prática isso não ser, às vezes, valorizado. E muitos afirmaram que Capote faltou com a veracidade em seus textos logo após a publicação. No posfácio da 7ª edição de 2009 do livro, escrito por Matinas Suzuki Jr., há uma parte mostrando a indignação de vários personagens em relação à falta de precisão no resultado final dos depoimentos. E quanto à indiferença que devia ser crucial também foi questionada, pois afirmavam que Capote tivera uma relação bem mais que fraternal com um dos matadores, o Perry Smith.
O recolhimento dos dados também não são o suficiente para recriar os todos os passos e descrever os sentimentos que aparecem no livro de Truman. Então é fácil deduzir que Capote usou um pouco da sua imaginação para descrever certas passagens do livro, independentemente do número de entrevistas. Mas não se pode dizer há um distanciamento nessa parte do jornalismo literário, pois nesse gênero existe uma visão pessoal, autoral sobre as coisas que acontecem ou aconteceram.
Perry Smith e Dick Hickcock os assassinos de parte da família Clutter cometeu esse tal dolo no período pós-guerra. Os norte-americanos ainda tentavam se recuperar das perdas, dos incidentes da 2ª Guerra Mundial ainda que a tenham ganhando. O choque foi grande para toda a nação. Que acompanharam e tentavam entender o motivo para aquele crime. Truman Capote com o seu trabalho de pesquisa que durou mais de ano e mais de cinco anos de elaboração até a publicação, contribuiu para que muitos cidadãos dos Estados Unidos pudessem entender o que havia acontecido. As versões de todos que acompanharam de perto: cidadãos de Holcomb, os investigadores, os jornalistas, os parentes das vítimas e dos réus. O resultado desse trabalho foi tão bem recebido que “A sangue frio” foi o livro mais vendido durante semanas. E mostra um período de aumento de delitos por lá, já que em pouco tempo outros atos deliquentes como esses ocorreram.
Em geral o conceito de romance não ficção embasado no jornalismo literário está bem apresentado em todo o livro. De forma clara é possível encontrar todas as características de um romance não ficção. Nele são encontradas partes da história, da realidade, da literatura, do jornalismo e também uma subjetividade que contrapõe a objetividade do jornalismo tradicional. Outros autores nos EUA também seguiram esse estilo. Foram Tom Wolfe, Gay Talese, Norman Maile e Joseph Mitchel. No Brasil temos a obra involuntária de Euclides da Cunha, “Os Sertões”, quando ele é enviado pelo o jornal “O Estado de São Paulo” ao interior da Bahia para cobrir as manifestações, essas posteriormente resultariam na guerra de Canudos. E a Revista Realidade, do grupo Abril, foi um grande modelo desse seguimento.
Truman Capote mostrou que é possível fazer uma boa literatura a partir dos assuntos factuais sem ter inventar muitas coisas. Pois essa realidade contada da forma adequada, sem grandes exageros ou floreios dos romances comuns, aproxima as pessoas. Narrar a toda a vida de seis pessoas, como no caso de “A sangue frio”, não é simples. Principalmente analisar as mentes de criminosos até o fim que levaram, depois de passar por todos os momentos.
O trabalho de Truman Capote pode ser compreendido facilmente e a leitura é leve e instigante. À medida que a história decorre sentimentos são expostos. Capote impõe um ritmo não muito intenso, mas relata com detalhes preciosos todo o processo. Tirando as impressões pessoais do autor que se envolveu explicitamente, a obra possuí todo o conteúdo necessário para estar entre os principais títulos do gênero. Os estudantes de comunicação, amantes de literatura irão aprender um pouco sobre o non-fiction ao lê-lo. Esse clássico da literatura norte-americana é um sucesso e quem procura uma história diferente dos romances antigos, encontrará nele uma mina de riquezas. Um livro audacioso e diferente. É a realidade contada de forma menos fria e mais cativante. Características encontradas em Capote que afirmou que tinha escrito uma obra-prima.
#LeiaAutoresNegros
2,5
A escrita é boa, mas achei uma história um pouco fraca. Também não consegui me conectar com a protagonista. A jornada poderia ter sido melhor se tivesse sido focado mais na personagem principal.
A parte da fazenda dos Valentine tinha tudo pare ser um ponto alto do livro, mas também não aconteceu. Mas a parte sobre a história dos negros no EUA é o ponto alto.
Não tem grandes reviravoltas, mas também não é uma forma que te prende muito.
2,5
A escrita é boa, mas achei uma história um pouco fraca. Também não consegui me conectar com a protagonista. A jornada poderia ter sido melhor se tivesse sido focado mais na personagem principal.
A parte da fazenda dos Valentine tinha tudo pare ser um ponto alto do livro, mas também não aconteceu. Mas a parte sobre a história dos negros no EUA é o ponto alto.
Não tem grandes reviravoltas, mas também não é uma forma que te prende muito.
Bom Crioulo, de Adolfo Caminha, é revolucionário por abordar uma relação entre homens em 1895, mas imprudente ao colocar um homem se relacionando com um adolescente. O que configura pedofilia. Isso é um vacilo.
Sinceramente, não sei vale destacar as partes em que o personagem principal, Amaro (Bom Crioulo), sofre racismo. O livro foi escrito pouco depois da "abolição" da escravidão no Brasil. Mas isso fica bastante explícito em várias passagens quando diminuem Bom Crioulo por causa da sua cor e tratando-o como selvagem.
A história narra a relação homoafetiva entre o ex-escravo Amaro, que depois de fugir entrar para o mundo da marinha fica conhecido como Bom Crioulo, e o jovem sulista Aleixo (muitas vezes citado como criança). Amaro se apaixona logo que vê o jovem de olhos azuis. Essa relação é bastante problemática. Não só por Aleixo ser menor de idade, mas também por ser abusiva. Eles alugam um quarto na pensão de uma portuguesa (D. Carolina) onde vivem sua história de amor que ao longo do tempo acaba sofrendo vários abalos.
Apesar do autor relatar a paixão do Amaro por Aleixo, a homossexualidade foi mostrada como anormal e quase que estritamente carnal.
Amaro, com certeza, é o melhor personagem da história. É bastante complexo.
A leitura é bem agradável e envolvente. No entanto, não nego que estava esperando outra coisa. Talvez uma relação mais bonita? Mas tenho que levar em conta a época em que o livro foi escrito. Mesmo acreditando que a obra tenha alguns problemas, acredito que a leitura seja interessante por abordar, mesmo que de forma torta, a relação homoafetiva e a homossexualidade em 1895.
Sinceramente, não sei vale destacar as partes em que o personagem principal, Amaro (Bom Crioulo), sofre racismo. O livro foi escrito pouco depois da "abolição" da escravidão no Brasil. Mas isso fica bastante explícito em várias passagens quando diminuem Bom Crioulo por causa da sua cor e tratando-o como selvagem.
A história narra a relação homoafetiva entre o ex-escravo Amaro, que depois de fugir entrar para o mundo da marinha fica conhecido como Bom Crioulo, e o jovem sulista Aleixo (muitas vezes citado como criança). Amaro se apaixona logo que vê o jovem de olhos azuis. Essa relação é bastante problemática. Não só por Aleixo ser menor de idade, mas também por ser abusiva. Eles alugam um quarto na pensão de uma portuguesa (D. Carolina) onde vivem sua história de amor que ao longo do tempo acaba sofrendo vários abalos.
Apesar do autor relatar a paixão do Amaro por Aleixo, a homossexualidade foi mostrada como anormal e quase que estritamente carnal.
Amaro, com certeza, é o melhor personagem da história. É bastante complexo.
A leitura é bem agradável e envolvente. No entanto, não nego que estava esperando outra coisa. Talvez uma relação mais bonita? Mas tenho que levar em conta a época em que o livro foi escrito. Mesmo acreditando que a obra tenha alguns problemas, acredito que a leitura seja interessante por abordar, mesmo que de forma torta, a relação homoafetiva e a homossexualidade em 1895.
Uma leitura agradável para passar o tempo. Rápida e com toques de humor bem agradáveis. Os melhores contos são: Padre Alfredo, Natal Branco, Geoffrey e Albert e Mileva.
Recomendo pra quem já gosta do autor ou está passando por uma ressaca literária.
Recomendo pra quem já gosta do autor ou está passando por uma ressaca literária.
Chimamanda: QUE MULHER! QUE ESCRITORA MARAVILHOSA.
Esse livro de contos da Chimamanda é magnífico. Ela explora personagens que eu nunca pensei que ela trabalharia e trabalha com inúmeros assuntos nos 12 contos presentes no livro. É simplesmente fantástico.
Os meus contos preferidos foram:
- A cela um
- Uma experiência privada
- Na segunda-feira da semana passada
- Jumping Monkey Hill (5 estrelas)
- No seu pescoço (5 estrelas)
- O tremor
- Amanhã é tarde demais
- A historiadora obstinada (5 estrelas)
Não tem como não se apaixonar pela literatura de Chimamanda. Esse mulher escreve maravilhosamente bem. É prazeroso.
Super indico o livro de contos. Vale super a pena.
Esse livro de contos da Chimamanda é magnífico. Ela explora personagens que eu nunca pensei que ela trabalharia e trabalha com inúmeros assuntos nos 12 contos presentes no livro. É simplesmente fantástico.
Os meus contos preferidos foram:
- A cela um
- Uma experiência privada
- Na segunda-feira da semana passada
- Jumping Monkey Hill (5 estrelas)
- No seu pescoço (5 estrelas)
- O tremor
- Amanhã é tarde demais
- A historiadora obstinada (5 estrelas)
Não tem como não se apaixonar pela literatura de Chimamanda. Esse mulher escreve maravilhosamente bem. É prazeroso.
Super indico o livro de contos. Vale super a pena.
As historietas desse livro são bem legais e tem algumas bem engraçadas. Eu adoro esses contos com lição de moral da cultura árabe. A leitura é bem gostosa. Recomendo.