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fevi's Reviews (834)


#MulheresParaLer

Um livro gostoso de ler, mesmo que cheio de coisas não tão agradáveis de se ver. Eliane Brum escreve sobre sua vida e a relação com a morte de forma bem poética.

Ela desabrocha e mostra a sua alma ali. Conta como foi viver no interior do Rio Grande do Sul, a história da sua família e o seu começo com as palavras. Que como ela mesma diz é o que a mantém viva nesse mundo.

Eliane Brum é uma excelente jornalista. É extremamente humana e isso faz diferença no seu trabalho. Recomendo o livro pra quem a admira e para os jornalistas e estudantes de jornalismo. Uma boa referência nunca é demais.

#MulheresParaLer

O título do livro, com certeza, é uma ironia. Pois uma mulher traída depois de tantos anos junto com um parceiro certamente tem algo a dizer sobre tudo o que passou naquela relação. E é exatamente isso que acontece depois que a personagem principal desconfia e descobre a traição do homem que ela ama.

Nada a dizer é um livro super bem escrito. No entanto, certo momentos pode entediar. A leitura é de fácil compreensão. O livro narra o cotidiano, portanto não tem uma grande reviravolta. O que é tranquilo, mas sinceramente acho que caberia algo nesse livro. A conexão com os personagens pode ser um pouco difícil já que eles são um pouco sem graça.

O livro é bom, mas poderia ter sido melhor.

#MulheresParaLer

"No fim tudo o que resta são os dentes. Eles permitem identificar quem você é. O melhor conselho é que o indivíduo preserve os dentes mais que a própria dignidade, pois a dignidade não dirá quem você é, ou melhor, era. Sua profissão, dinheiro, documentos, memória amores não servirão para nada. Quando o corpo carboniza, os dentes preservam o indivíduo, sua verdadeira história. Aqueles que não possuem dentes se tornam menos que miseráveis. Tornam-se apenas cinzas e pedaços de carvão. Nada mais."


Esse começo de Carvão Animal me pegou de jeito. Me conquistou na hora que terminei o parágrafo.

Assim como Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos o livro fala sobre homens-bestas e suas profissões que ninguém quer. O livro termina essa trilogia e se passa alguns anos antes. O tema principal é a relação entre a vida e a morte. 

Ana Paula Maia me conquistou com um tema que eu não curto. Morte. Ela não pesa as palavras ao contar as histórias dos irmãos Enersto Wesley e Ronivon. São histórias pesadas, cruas e sem escrúpulos. É a narração de personagens anti-heróis. Com certeza, é mais um livro que te tira da zona de conforto e isso é muito bom. Apesar dos personagens principais não serem um posso de virtude você acaba torcendo por eles e querendo que os mesmos fiquem bem. A vida sofrida, os acontecimentos tristes e problemas recorrentes faz com pense melhor em cada um deles. 

É um livro pesado e sem filtro. Dolorido. No entanto, considerei uma leitura agradável. Super recomendo.

#MulheresParaLer

Elena Ferrante te dá um tapa na cara com A Filha Perdida. Um tapa que estrala, que dói e que é necessário.

A Filha Perdida vai contar a história de Leda que depois de sofrer um acidente vai contar como foi o verão, o período de férias dela no litoral italiano. Ela é professora universitária e vive só ultimamente já que as filhas foram morar com o ex-marido no Canadá. Nessas férias Leda encontra Nina e a filha da mesma, a pequena Elena. Ao ver a relação de Nina e Elena, Leda começa a narrar as lembranças de sua relação com as suas duas filhas. Uma relação sem floreios.

Logo de início eu fiquei bem chocado com a realidade que a Ferrante mostra nesse livro. A questão da maternidade sem floreios, com a naturalidade e as dificuldades me mostrou o quanto é difícil ser mãe. Isso é algo que nunca vou sentirei mesmo sendo pai. Ser mulher e ter um filho não é só uma benção como a grande maioria diz por aí. Nessa história fica bem claro.

Os mais variados sentimentos, os momentos altos e baixos da relação mãe e filha, o sentimento de abandono. Acredito que muitas mulheres que não "sofreram" para ter e criar um filho vão achar a personagem principal louca e desalmada. Eu até cheguei a pensar nisso. Mas vi como a Leda foi criada, como a mãe a tratava. O quanto ela deixou os sonhos de lado para poder ter e criar as filhas. Isso tudo refletiu na criação e relação das filhas. Claro que existem momentos chocantes, mas são verdadeiros. Ao longo do livro vamos vendo a interferência da Leda na relação de Nina e Elena. O quanto ela se vê, o que ela gostaria de mudar e assim por diante.

Como nos outros livros da Elena Ferrante, A Filha Perdida é muito humano. Não é sobre pessoas perfeitas. Já que isso não existe. É sobre o lado bom e o ruim. É falar sobre aquilo que ninguém fala ou tenho medo de admitir. É sofrimento, maldade e redenção. É vontade de viver e se encontrar. Não é sobre o mundo de fantasias. Ter filhos e ser mãe, com certeza, não é só bençãos.

A leitura é excelente, fluida e de fácil compreensão. Indico principalmente pra quem é mãe e pra quem quer ser.

Que leitura prazerosa!

A história é super envolvente. A forma como o autor narra os acontecimentos em Soror é maravilhoso. Você se envolve e fica especulando como aquela nação de macacos teria surgido. Nação onde macacos são seres de inteligência e superiores ao humanos bestiais daquele planeta.

O enredo é muito bom. O tempo da história é bom, mas gostaria de ter lido mais coisas. Com as informações que o autor nos deixa é suficiente para especulações.

O plot dele livro foi bem legal, mas não nego que descobri ele antes de realmente acontecer. E mesmo assim eu soltei um "puta que pariu". Você fica tão envolvido com o mundo, com os personagens e com os acontecimentos que acaba torcendo por eles e por saber mais sobre tudo.

Recomendo a leitura pra todo mundo. É agradável, fácil entendimento e que prende a atenção facilmente. É um ótimo clássico de ficção científica.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Eu estava achando o começo desse livro uma coisa bem chatinha. De repente os protagonistas se encontram e começam interagir e BOOOMMM: que casal da porra. Que história maravilhosa.

Nicola Yoon narra o dia em que Natasha, uma adolescente negra e jamaicana tenta impedir que sua família seja deportada, e Daniel, um adolescente sul-coreano e está indo para uma entrevista para concorrer a uma vaga na faculdade, se conhecem e se apaixonam.

Olha, eu estou tão maravilhado com esse livro que, com certeza, não conseguiria fazer uma resenha bem feita. Estou aqui só divulgando e enaltecendo.

Natasha e Daniel são personagens de características e personalidades marcantes. São fofos. Apesar de se passar em apenas em um dia você acaba se conectando com os personagens. Como a situação é complicada em grande parte da história você se pega torcendo pela relação dos dois.

Fora que Yoon traz capítulos ótimos sobre a cultura africana no Estados Unidos. A minha vontade é de distribuir esse capítulo para todo mundo ler. Nem precisa ler o livro inteiro (precisa sim), leia só esses capítulos aqui. Ela fala também sobre os coreanos também. Nem preciso falar que no quesito representatividade ela também acerta.

É uma história de amor gostosa de ler e que te pega de jeito.

Esse livro é daria um filme maravilhoso. Sabe aquela comédia romântica que a gente ama quando passa na sessão da tarde e sempre dá um jeito de assistir? Então, O Sol Também é Uma Estrela é esse filme que a gente quer assistir sempre.

Super recomendo a leitura. Tenho certeza que você vai se apaixonar.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Hibisco Roxo é um livro pesado e muito bonito ao tratar sobre relações afetivas entre parentes. É um livro extremamente prazeroso de ser ler. A forma como Kambili, a narradora do livro, conta as histórias é bem bonita, mas também é cheia de sofrimento e dor.

É um história cheia de abuso, maus tratos, intolerância, machismo, violência doméstica e fanatismo religioso. No entanto, por outro lado vemos o poder do amor, das boas relações e como elas podem ser significativas e transformadoras. O modo como elas foram narradas e as consequências pesaram muito no meu coração.

Acredito que esse seja o meu livro preferido da Chimamanda mesmo eu não gostando de como tudo terminou. Eu acreditei que atitudes mais enérgicas seriam tomadas pela protagonista ou até mesmo pelo irmão dela, Jaja. Não foi bem como eu imaginaria que as coisas aconteceriam. Chimamanda foi muito mais realista e mostrou que anos e anos de abuso e maus tratos teriam grandes consequências. Eu consegui compreender perfeitamente o final que escolhida pela autora mesmo não concordando.

A relação de Jaja e Kambili com a Tia Ifeoma foi uma das coisas que aqueceu o meu coração. Ele vale a pena ser lido só por isso.

É o livro mais gostoso de se ler da Chimamanda, mesmo que não seja fácil. Recomendadíssimo.

Éramos Seis possui uma das coisas que me faz gostar de uma história: a jornada de uma família durante vários anos.

O livro é narrado por Dona Lola. Ela a mãe dessa família que é no início da história é composta seis pessoas. Ao longo do tempo nós vemos um pouco a transformação da família e o que acontece com cada membro.

Eu gostei de acompanhar bastante essa história. Cada personagem é único. É bom e gostoso acompanhar a narração da Dona Lola. Ver o quão as pessoas são diferentes. Gostei também da ambientação que Maria José Dupré fez. Consegui lembrar das aulas de História na escola.

O livro é bom, a leitura é gostosa, mas a história não é um mar de rosas. O livro é bem emocionante. Em cada capítulo você pode ficar comovido com alguma situação que aquela família está vivendo. O livro tem passagens lindas e a última frase é maravilhosa e triste ao mesmo tempo. Mostra de forma resumida o que foi tudo isso.

Não posso negar que essa leitura me remeteu a minha infância quando voltava da escola e assistia a novela baseada nessa história e que era transmitida pelo SBT.

Super recomendo a leitura. Aproveitem.

4,5

Depois faço uma resenha legal. Acho.

Ainda preciso avaliar essa leitura direitinho.