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fevi's Reviews (834)
Tenho para mim que o grande intuito de Clarice Lispector era divagar sobre tudo aquilo que nos rodeia. Questionar a nossa existência e os nossos sentimentos. Não encontrar um meio ou um fim para tudo isso, mas procurar uma explicação sem respostas para o que há dentro de nós e como lidamos com isso perante o mundo. Como não entendemos nós mesmos o que é viver e sentir já que a todo momento procuramos explicações tampouco iremos encontrar respostas com Clarice. Mas com certeza iremos nos identificar.
Todos estamos em busca de sentido e de entender os nossos sentimentos. E é isso que a autora propõe ao narrar o crescimento de Joana ao longo de Perto do Coração Selvagem. A personagem tenta entender que ela é, o que sente e que os sentimentos fazem com ela. É uma viagem angustiante, mas incrível. Fluxo de consciência é um estilo que nos marca de forma irreparável.
Eu gostei muito mais dessa obra do que A Hora da Estrela. Esse me trouxe muito mais sentido e identificação e gosto pelo que estava lendo. A história de Joana e modo como foi narrado me atraiu bem mais.
Recomendadíssimo.
Todos estamos em busca de sentido e de entender os nossos sentimentos. E é isso que a autora propõe ao narrar o crescimento de Joana ao longo de Perto do Coração Selvagem. A personagem tenta entender que ela é, o que sente e que os sentimentos fazem com ela. É uma viagem angustiante, mas incrível. Fluxo de consciência é um estilo que nos marca de forma irreparável.
Eu gostei muito mais dessa obra do que A Hora da Estrela. Esse me trouxe muito mais sentido e identificação e gosto pelo que estava lendo. A história de Joana e modo como foi narrado me atraiu bem mais.
Recomendadíssimo.
3,5
Não é uma obra-prima como [b: O Caminho de Casa|35286129|O Caminho de Casa|Yaa Gyasi|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1496399387l/35286129._SX50_.jpg|47113792] de Yaa Gyasi, mas é um texto que tem o seu valor. Com certeza o problema aqui foi a minha expectativa. Eu que adoro estórias geracionais fiquei fascinado quando descobri que uma autora brasileira tinha escrito uma sobre o Brasil. Vim esperando muito e acabei um pouco frustrado. Mas de forma alguma esse livro é ruim ou mal escrito. Não tem como ser ruim.
Maria José Silveira conta a história do Brasil através das formação do povo brasileiro focado nas mulheres. Assim vamos acompanhando a vida dos povos indígenas, a chegada dos portugueses e outros colonizadores, o Brasil colônia e império, a república, o período escravocrata com os navios negreiros trazendo negros e negras africanos e outros grandes momentos marcantes da história brasileira como a ditadura, as manifestações de 2013 e o impeachment da presidente Dilma.
Logo no início a autora diz que não irá focar nos descendentes homens que de alguma forma compõe a formação brasileira. Gostei dessa ideia, mas infelizmente ela não foi concretizada. A autora sempre apresentava os personagens masculinos para que pudessem introduzir as personagens femininas. Muitas vezes senti que alguns personagens masculinos tinha mais desenvolvimento que as mulheres. Isso me deixou um pouco incomodado. Poderia entender como um paralelo com a realidade em que muitas vezes as mulheres não teriam voz na sociedade patriarcal. O foco do livro era outro e isso foi diminuindo ao longo do desenvolvimento literário.
Nem todas as personagens têm o desenvolvimento parecido. Algumas são muito mais profundas e incríveis. Outras não possuem tanta relevância ao meu ver. Foi essa inconstância entre as histórias que também me incomodou um pouco. Recortes, representações e representatividades também ficaram um pouco comprometidas.
Apesar disso é um livro grande pela sua proposta. Tenho pra mim que a autora quis fazer uma singela homenagem as grandes mulheres que foram apagadas da história do desenvolvimento do país. Mostrar o quanto elas eram fortes e foram tão essenciais para a nação que nós somos hoje. De forma negativa ou positiva. Há inúmeras mulheres brasileiras apresentadas nas páginas de Maria José Silveira.
É um livro de fácil leitura e compreensão. Fica a recomendação para entrar nessa jornada de múltiplas nuances e faces.
Não é uma obra-prima como [b: O Caminho de Casa|35286129|O Caminho de Casa|Yaa Gyasi|https://i.gr-assets.com/images/S/compressed.photo.goodreads.com/books/1496399387l/35286129._SX50_.jpg|47113792] de Yaa Gyasi, mas é um texto que tem o seu valor. Com certeza o problema aqui foi a minha expectativa. Eu que adoro estórias geracionais fiquei fascinado quando descobri que uma autora brasileira tinha escrito uma sobre o Brasil. Vim esperando muito e acabei um pouco frustrado. Mas de forma alguma esse livro é ruim ou mal escrito. Não tem como ser ruim.
Maria José Silveira conta a história do Brasil através das formação do povo brasileiro focado nas mulheres. Assim vamos acompanhando a vida dos povos indígenas, a chegada dos portugueses e outros colonizadores, o Brasil colônia e império, a república, o período escravocrata com os navios negreiros trazendo negros e negras africanos e outros grandes momentos marcantes da história brasileira como a ditadura, as manifestações de 2013 e o impeachment da presidente Dilma.
Logo no início a autora diz que não irá focar nos descendentes homens que de alguma forma compõe a formação brasileira. Gostei dessa ideia, mas infelizmente ela não foi concretizada. A autora sempre apresentava os personagens masculinos para que pudessem introduzir as personagens femininas. Muitas vezes senti que alguns personagens masculinos tinha mais desenvolvimento que as mulheres. Isso me deixou um pouco incomodado. Poderia entender como um paralelo com a realidade em que muitas vezes as mulheres não teriam voz na sociedade patriarcal. O foco do livro era outro e isso foi diminuindo ao longo do desenvolvimento literário.
Nem todas as personagens têm o desenvolvimento parecido. Algumas são muito mais profundas e incríveis. Outras não possuem tanta relevância ao meu ver. Foi essa inconstância entre as histórias que também me incomodou um pouco. Recortes, representações e representatividades também ficaram um pouco comprometidas.
Apesar disso é um livro grande pela sua proposta. Tenho pra mim que a autora quis fazer uma singela homenagem as grandes mulheres que foram apagadas da história do desenvolvimento do país. Mostrar o quanto elas eram fortes e foram tão essenciais para a nação que nós somos hoje. De forma negativa ou positiva. Há inúmeras mulheres brasileiras apresentadas nas páginas de Maria José Silveira.
É um livro de fácil leitura e compreensão. Fica a recomendação para entrar nessa jornada de múltiplas nuances e faces.
emotional
inspiring
reflective
sad
Mesmo sabendo qual era o final do livro, eu esperava por um milagre. As palavras de Isabel Allende estavam tão carregadas de amor e misticismo para com a filha que talvez isso me fizesse crer que no final Paula terminaria o livro viva. Deixei-me envolver demasiadamente pelas belas palavras e histórias de Allende.
Eu fico feliz por saber um pouco mais sobre a vida de Isabel Allende e todas as suas histórias. Nunca havia lido algo dela antes. No entanto, com esta autobiografia pude ter certeza de que ela merece toda a fama que possui. Ela sabe como escrever histórias. E, indubitavelmente, sabe como vivê-las. A vitalidade dela me deixou admirado.
O livro se divide entre a narração de suas memórias e o acompanhamento ao tratamento médico de Paula, sua filha que está em coma devido a uma doença chamada porfiria. Allende conta sobre a sua vida ao redor do mundo, dos misticismos em sua família e momentos importantes da política chilena que afetaram a sua vida. Especificamente a eleição de Salvador Allende e golpe ditatorial articulado por Augusto Pinochet com ajuda dos Estados Unidos.
São memórias incríveis e super recomendo. As ligações e o afeto entre os familiares foram o que mais me apeteceu durante a leitura. O amor e o acolhimento fazem histórias ficcionais ou não se tornarem grandes. Ansioso para ler as outras obras ficcionais da autora.
Eu fico feliz por saber um pouco mais sobre a vida de Isabel Allende e todas as suas histórias. Nunca havia lido algo dela antes. No entanto, com esta autobiografia pude ter certeza de que ela merece toda a fama que possui. Ela sabe como escrever histórias. E, indubitavelmente, sabe como vivê-las. A vitalidade dela me deixou admirado.
O livro se divide entre a narração de suas memórias e o acompanhamento ao tratamento médico de Paula, sua filha que está em coma devido a uma doença chamada porfiria. Allende conta sobre a sua vida ao redor do mundo, dos misticismos em sua família e momentos importantes da política chilena que afetaram a sua vida. Especificamente a eleição de Salvador Allende e golpe ditatorial articulado por Augusto Pinochet com ajuda dos Estados Unidos.
São memórias incríveis e super recomendo. As ligações e o afeto entre os familiares foram o que mais me apeteceu durante a leitura. O amor e o acolhimento fazem histórias ficcionais ou não se tornarem grandes. Ansioso para ler as outras obras ficcionais da autora.