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fevi's Reviews (834)


Tem muita coisa em O Deus das Pequenas Coisas. E eu não sei se consigo explicar qualquer coisa. Só sei que posso dizer que amei as analogias, as críticas. Acredito que muitas pessoas podem não gostar do vai e volta da estória e ficar até meio perdido no início, mas a jornada dessa família é muito instigante. O livro tem passagens lindas. Eu indico demais a leitura.

É importante alertar que há abuso sexual/pedofilia.

É um livro simples, mas com um cotidiano pesado.

É um cotidiano que me fez ficar emocionado várias vezes. É estranho perceber que uma personagem tão diferente pode fazer com que eu me identifique com ela. Talvez tenha sido a interpretação que eu tenha feito da vida que ela levou e de que aquilo poderia ter sido diferente se determinadas coisas não tivessem acontecido.

É triste como o sofrimento pode soar bonito.

Acho que a minha parte preferida é aos 8 anos. O mundo pela visão de uma criança é muito diferente da visão do adulto.

O peso do pássaro morto é um livro belíssimo, cru e real. Recomendado.

QUE LIVRO MARAVILHOSO!

Cheguei cheio de expectativas para ler A Cor Púrpura e não me arrependi. Com certeza não vou ter palavras suficientes para expressar o quão bom este livro é. Foi uma jornada que super valeu a pena acompanhar.

A história da menina negra, Celie, que foi abusada e escreve cartas para Deus para mostrar como se sente e o que acontece na sua vida é de uma beleza incrível. A vida Celie não é fácil. É cheia de dor e sofrimento. E todo esse penar vai persegui-la durante muito anos.

Alice Walker criou personagens femininas de caráter forte e ao mesmo tempo sensíveis e cativantes. Fica claro ao longo do texto a importância da mulher e o quanto elas lutam para não serem ou se tornarem submissas. É uma obra claramente feminista que discorre sobre como a mulher negra é tratada no mundo.

Não tem como ficar alheio à vida de Celie. Você se pega torcendo por ela. É um personagem de vida simples e sem estudo que merece o melhor. Ninguém merece sofrer como ela. A relação dela com a irmã Nettie também merece destaque. É um amor incondicional que as fazem viver mesmo que não saibam qual o estado de cada uma.

Walker escreveu esse livro em 82/83, e muito do que ela discorreu sobre como os negros eram e foram tratados nos EUA ainda acontece nos dias de hoje. O preconceito da década de 30 ainda persiste. Nós podemos ver essa questão na metade do livro onde ela fala sobre um pouco sobre a história da África, de aldeias africanas e dos negros.

É um livro sobre feminismo, representatividade lésbica, sobre a vivência de homens e mulheres negras, religiosidade, como o machismo atuação na vida dessas pessoas. É realmente um livro incrível. Leitura fácil e super gostosa, proveitosa. Com certeza te fará pensar muito. É uma obra-prima que todos deveriam ler.

4,5

A Tormenta de Espadas é sem dúvida o melhor livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Consegue superar o primeiro em ações e reviravoltas e não é tedioso como o segundo livro que o antecede. Tirando um e outro capítulos as histórias se mantém interessantes e entretém da melhor forma possível. Ainda assim não vejo necessidade de os livros serem tão extensos. George R. R. Martin é muito prolixo, mesmo que seja interessante.

No mais está sendo ótimo acompanhar a jornada desses personagens. Esse livro é tão bom que fez uma coisa que nem a série televisiva e nem os dois primeiros livros tinham feito antes: fazer com que eu criasse uma simpatia por Jon Snow.

Vamos ver o que me espera, mas acho que não vou descobrir tão cedo.

Amei? Amei. Achei tudo perfeito? Não. ):

Eu adorei ler Carry On, mas achei que faltou os personagens descobrirem certas coisas. Não entendi o motivo deles não terem descoberto algo que eu descobri antes da metade do livro. Isso era essencial, pra mim, no caso.

No entanto, adorei ficar envolvido com a estória de Simon, Baz, Penélope e Agatha. Agatha é bem qualquer coisa, né? Mas os outros são MARAVILHOSOS. O Baz e a Penny principalmente. Super indico a leitura. Ah, não tem como deixar de comparar com HP.

P.s.: eu leria outro livro só com o Baz, o Simon e a Penélope. Fica a dica, Rainbow.

O quão difícil é entender uma pessoa que não está com a saúde mental da melhor forma possível? Quanto de empatia podemos demonstrar e procurar entender a pessoa que não está bem?

Céu Sem Estrelas de Iris Figueiredo conta a história de Cecília uma jovem gorda e que não está bem consigo mesma e cheia de problemas ao seu redor. E tudo piora quando ela é expulsa de casa pela mãe. Eu curti muito ler sem Céu sem Estrelas. É um livro tranquilo, fácil de ser lido e com personagens bastante cativantes.

A Iris propõe discussões bastante interessantes e pertinentes no livro. Principalmente sobre saúde mental e como é viver sendo uma pessoa gorda em uma sociedade gordofóbica. No ínicio questionei o quanto nós somos empáticos com pessoas que não estão bem consigo mesmas e sofrem de alguma forma porque eu mesmo ficava bastante irritado com a forma que a Cecília tratava os amigos ou parentes quando ela tinha alguma crise. Fiquei me questionando se seria algo relacionado a doença ou somente grosseria. Por fim acabei entendendo que é preciso ser compreensivo para com aqueles de alguma não se sentem bem mesmo que a gente não consiga entender.

Outro ponto forte do livro são as relações de amizades apresentadas pela autora. Ela consegue demonstrar os vários níveis de amizade e o seu grau de importância. Eu fiquei bastante feliz em ver que mesmo com um viés romântico a Iris investiu na questões sobre amizade e o quanto elas são importantes em nossas vidas. E como pessoas muito de diferentes conseguem criar laços fortes entre si. É importante também dar espaço para esse tipo de relação.

A diversidade de personagens também é um ponto a mais para o livro. Precisamos de novas versões com pessoas excluídas ou que quase nunca são protagonistas.

Os clichês dessa história são maravilhosos e não tem como não amar o romance entre Cecília e Bernardo.

Acho que o livro da Iris é de alguma forma importante para inciar conversas sobre saúde mental de adolescentes e jovens adultos. Ela aborda o assunto de forma responsável que é extremamente necessário.

Livro de leitura rápida e cativante. Fica a recomendação. Fiquem atentos porque há descrições de mutilação e pensamentos suicidas.

Eu, de coração, achei que não ia gostar desse conto. Não porque é mal escrito ou coisa do tipo, mas porque eu não me identificava com os personagens com o fato deles serem muito fãs de algo. Eu nasci com defeito de fábrica ou sou apenas muito tranquilo em relação a gostar de algo. Queria fazer loucuras, mas não consigo e tudo bem. No entanto, o Vítor me pegou de jeito porque eu AMO histórias engraçadas e sinto necessidade de consumir clichês de amor vividos por personagens LGBTQ+ e negros. E nesse conto tem tudo.

Dei ótimas gargalhadas. Com gosto mesmo. A melhor parte desse conto é a thread do #CasalDaFila. Eu ri demais. É um ótimo conto para aquecer o coração e rir também. Fica a recomendação.

Eu amei essa HQ. A história é legal e divertida. As personagens são maravilhosas. Adorei acompanha-las.

3,5


Acredito que o grande mérito de Mansfield Park, assim como todos os outros livros da Jane Austen, é o poder de narração. Austen conta muito bem uma história. E é isso que dá destaque a sua obra.

Eu achei a personagem principal muito bem escrita e criada, mas como leitor a achei chata e desinteressante. Fanny não era ruim, só me parecia meio sem sal. Personagens subservientes demais me tiram do sério. Eu necessito que eles cresçam e aflorem-se, mas isso pouco acontece com a senhorita Price. Outra totalmente sem sal é a senhora Bertran. Se não tivesse na história não faria diferença. Até a senhora Norris tinha mais relevância.

Consigo compreender o contexto da obra e o que Austen queria passar. A questão sobre o recato, moralidade e caráter das pessoas. Principalmente das mulheres. Mas há o que se questionar, não é mesmo?! As mulheres sempre foram mais cobradas a seguir comportamentos relativos a moral e bons costumes. Não que os homens não fossem, até vemos isso ao longo da história, mas a mulher sempre acaba sendo mais rotulada e julgada.

Jane transcorre bem ao narrar o que acontece em Mansfield Park. Apesar de um livro relativamente grande, a história não é tão cansativa. É bom de acompanhar porque, mais uma vez, Austen escreve e narra muito bem.

Não vou negar que ao longo do livro achei as relações dos personagens meio falsas. Não que eu esteja errado de um todo, mas tudo que me parece educado demais soa superficial. Talvez eu tenha uma visão errônea, costumes e gerações diferentes também contribuam para esse meu julgamento. E para finalizar, o romance que se concretiza no final do livro estava claro desde o início. Jane Austen só precisava criar algum conflito para trabalhar toda a questão de moralidade para fazer com que tudo aquilo acontecesse. Mesmo que de forma rápida e sem muitos detalhes.

É um bom livro.

Eu gostei, mas tenho que dizer que exagerado é a palavra que vem a cabeça com tudo o que acontece no final. Provavelmente curtiria muito mais se assiste uma adaptação da obra.