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enbygojira's Reviews (815)
Esse livro foi uma experiência completamente diferente da que eu tive anteriormente com o George R.R. Martin — A Song of Ice and Fire —, que foi a de livros muito bons, mas densos e, talvez em uma opinião bem impopular, desnecessariamente longos. O Dragão de Gelo é uma história rápida, curtíssima, contada quase como um conto de fadas que lembrou bastante as histórias infantis do Neil Gaiman. A protagonista é uma criança nascida com uma ligação inexplicável com o inverno que, entre outras coisas, se torna amiga de um Dragão de Gelo, um dos tipos mais raros de dragão e o único (ou um dos únicos? não tenho certeza) que nunca foi domesticado.
No geral, gostei bastante da história. Foi uma leitura bastante gostosa que aconteceu em uma única viagem de carro, então foi bem rápida, também. Além disso, bom, DRAGÕES!!! Dragões sempre são um ótimo ponto.
[Comecei o ano já quebrando minha promessa pra mim mesmo, mas, em minha defesa, (1) eu jurava que O Dragão de Gelo estava na minha TBR — e não tinha como checar na hora — e (2) eu estava no carro precisando de algo bem curtinho pra ler. Mea culpa.]
No geral, gostei bastante da história. Foi uma leitura bastante gostosa que aconteceu em uma única viagem de carro, então foi bem rápida, também. Além disso, bom, DRAGÕES!!! Dragões sempre são um ótimo ponto.
[Comecei o ano já quebrando minha promessa pra mim mesmo, mas, em minha defesa, (1) eu jurava que O Dragão de Gelo estava na minha TBR — e não tinha como checar na hora — e (2) eu estava no carro precisando de algo bem curtinho pra ler. Mea culpa.]
I believe I would have loved Summer of the Mariposas if I was younger. It has every element I used to love—most of them I still do—, it is nice and quick and I would've devoured if I wasn't in a kind of reading slump. I am not younger, though, and I didn't love it. Don't get me wrong, I didn't hate it, either—on the contrary, liked it very much! It's just that, when I found out about this book, I was so sure it would be amazing that I am a little disappointed to see it's just... good. As usual, I'm the one to blame.
The good: The writing is beautiful. Guadalupe Garcia McCall has a way with words that charms you and makes you feel like you're part of the story she's telling. I love every bit of Aztec culture and mythology she decided to add and mix and play with here, and I have too soft of a spot for family stories, the same way I had for friendship ones when I was younger. Yeah, well...
The bad: I could've done without the Catholicism. Yeah, I know it is big in Latin cultures—boy, do I know that—, but Christian religions never fail to bother me and it couldn't have been different here. Also, I really wish. Just a thought.
Anyway, I think it's safe to recommend Summer of the Mariposas to every young reader—or everyone, really—who likes magic and fantasy, as well as ancient cultures/beliefs being used in clever and original ways in new stories.
The good: The writing is beautiful. Guadalupe Garcia McCall has a way with words that charms you and makes you feel like you're part of the story she's telling. I love every bit of Aztec culture and mythology she decided to add and mix and play with here, and I have too soft of a spot for family stories, the same way I had for friendship ones when I was younger. Yeah, well...
The bad: I could've done without the Catholicism. Yeah, I know it is big in Latin cultures—boy, do I know that—, but Christian religions never fail to bother me and it couldn't have been different here. Also, I really wish
Spoiler
the hermanitas' mother hadn't found a man in the end. I always try and remind my own mother that she doesn't need a man in order to be happy, and I think this would've been a nice message for children of divorced parents who happened to read this bookAnyway, I think it's safe to recommend Summer of the Mariposas to every young reader—or everyone, really—who likes magic and fantasy, as well as ancient cultures/beliefs being used in clever and original ways in new stories.
Não sei se sou a pessoa mais indicada para resenhar livros políticos, mas estou passando por uma tentativa de estudar e entender mais sobre o assunto, então... o Manifesto. Vale dizer que, agora, quando peguei o livro no Unlimited, eu já tinha uma ideia do que esperar... já tinha conversado com outras pessoas e sabia mais ou menos do que ele se tratava, mas não sei dizer por quanto tempo eu imaginei que encontraria uma coisa completamente diferente aqui. Isso é bom ou ruim? É uma boa pergunta, mas devo dizer que é o que vejo em outras pessoas, também. Muitos criticam (ou defendem) sem saber do que se trata, muitos têm concepções formadas sobre o comunismo ou sobre a esquerda ou sobre Marx, mas não se dão ao trabalho de parar, ler e formar ideias autônomas (e, claro, essas ideias podem muito bem ser críticas ou contrárias ao que o movimento prega, mas pelo menos serão informadas).
No geral, é um livro interessante. "Interessante" é o termo usado por uma amiga para descrever o Manifesto, e agora estou pegando emprestado. Com (menos de) cinquenta páginas, é uma leitura que pode ser feita em uma tarde e traz informações importantes não só sobre o movimento comunista e seus ideais, mas também sobre o contexto histórico da escrita do livro. Acho que foi o que mais me chamou a atenção.
No geral, é um livro interessante. "Interessante" é o termo usado por uma amiga para descrever o Manifesto, e agora estou pegando emprestado. Com (menos de) cinquenta páginas, é uma leitura que pode ser feita em uma tarde e traz informações importantes não só sobre o movimento comunista e seus ideais, mas também sobre o contexto histórico da escrita do livro. Acho que foi o que mais me chamou a atenção.
adventurous
emotional
funny
reflective
fast-paced
Plot or Character Driven:
Character
Strong character development:
Complicated
Loveable characters:
Yes
Diverse cast of characters:
Complicated
Flaws of characters a main focus:
Yes
Pretendo formar uma opinião mais completa quando terminar a trilogia — o que pode ou não acontecer, mais cedo ou mais tarde —, então vou ser bem sucinto sobre o primeiro livro: gostei muito. Há ressalvas, como sempre há, mas 1Q84 é uma obra que, com certeza, faz jus à popularidade. No todo, eu só fiquei querendo menos sexo e mais desenrolar da história em algumas partes,* mas esse foi um problema completamente meu.
Este foi meu segundo Murakami, e o primeiro que realmente gostei. Talvez por outros motivos que não tenham a ver com os livros em si, mas o outro que li, After Dark, não havia me convencido por completo, não tanto quanto 1Q84.
Este foi meu segundo Murakami, e o primeiro que realmente gostei. Talvez por outros motivos que não tenham a ver com os livros em si, mas o outro que li, After Dark, não havia me convencido por completo, não tanto quanto 1Q84.
Spoiler
* Chegaram a me explicar que o Murakami usa sexo como uma espécie de crítica ao conservadorismo e à repressão da sociedade japonesa, mas eu ainda fico incomodado. Sei que acabo soando pudico ao reclamar disso, mas as cenas de sexo de 1Q84 foram realmente aleatórias e sem necessidade aparente, na minha opinião. Ou talvez tenha a ver com como o sexo é descrito. Não sei.
Nunca li Sherlock Holmes. Tentei, há muito tempo, mas o santo não bateu — faz realmente muito tempo, though, então pode ser que eu tente de novo, qualquer dia. Por que li As boas damas, então? Bom, primeiro porque é uma parte do Pacotão Literário deste mês, mas principalmente porque a Clara é uma escritora maravilhosa e eu tinha certeza de que valeria a pena.
Vale dizer que eu estava certo.
Esta é uma novela e, como tal, é curta. Talvez seja esse seu único defeito propriamente dito: é curta. A base da história que é aqui contada por Annabel Watson, filha do Dr. John, poderia facilmente se desdobrar em várias outras e render ainda mais novelas ou contos — o que eu não reclamaria que acontecesse,. Uma ou outra coisa me pareceram corridas para caber na novela, mas, no geral, o resultado é bastante satisfatório e funciona. É tudo bastante crível, o mistério faz sentido dentro da proposta e a resolução em si não é apressada.
Os deuses todos sabem que eu leria até a lista de compras da Clara e adoraria, ou seja, call me biased if you like, mas, sem querer puxar o saco e dizendo apenas verdades: As boas damas é uma versão maravilhosa de Sherlock Holmes. Faz sentido dentro do cânon de uma maneira que é difícil que outras obras de fantasia com essa proposta o façam, e é uma novela que vale todo o seu tempo, sendo você um Sherlockian (é assim que chamam?) ou um novato como eu.
Vale dizer que eu estava certo.
Esta é uma novela e, como tal, é curta. Talvez seja esse seu único defeito propriamente dito: é curta. A base da história que é aqui contada por Annabel Watson, filha do Dr. John, poderia facilmente se desdobrar em várias outras e render ainda mais novelas ou contos — o que eu não reclamaria que acontecesse,
Spoiler
mesmo depois da morte de Sherlock; Annabel é uma personagem interessante o suficiente para seguir sem eleOs deuses todos sabem que eu leria até a lista de compras da Clara e adoraria, ou seja, call me biased if you like, mas, sem querer puxar o saco e dizendo apenas verdades: As boas damas é uma versão maravilhosa de Sherlock Holmes. Faz sentido dentro do cânon de uma maneira que é difícil que outras obras de fantasia com essa proposta o façam, e é uma novela que vale todo o seu tempo, sendo você um Sherlockian (é assim que chamam?) ou um novato como eu.
É a segunda vez em 2016 que me deparo com um livro que eu gostaria de ter escrito. O primeiro foi Morangos mofados, do Caio Fernando Abreu, e, agora, o Daniel Galera me vem com esse tapa na cara chamado Meia-noite e vinte, que é, em sua maior parte e com algumas ressalvas, uma versão melhorada do livro que estou tentando escrever desde o ano passado — com o detalhe de que escrevo ficção científica, mas aí não é nada de mais.
O que mais me chamou a atenção em 0h20 foi o realismo dos personagens. Embora tenha ficado incomodado com, devo admitir que o diálogo interno dele era completamente crível, e me pergunto o tanto de gente com quem o Galera conversou pra escrever este romance, que consegue ser, ao mesmo tempo, muito diferente de e muito semelhante a todos os outros dele — a assinatura do Galera está aqui, seus diálogos, seu jeito de conduzir as coisas; mas é algo que, estruturalmente, ele ainda não tinha feito, com vários protagonistas e POVs diferentes, incluindo o de . Faz sentido, isso? Faz sentido pra mim. Em uma entrevista, o Galera disse que, antes de escrever 0h20, ele se perguntou se não seria o momento de escrever uma narrativa pós-apocalíptica, mas escreveu, em vez disso, uma pré-apocalíptica. Acho que isso define bem: pré-apocalíptico; um Zeitgeist pesadíssimo, a sensação de fim do mundo que paira por sobre todos nós desde o começo dos anos 2000 — ou desde sempre, para ser sincero.
Meus problemas com o livro foram pontuais, mas fortes. Basicamente,. O final, principalmente, me deixou bastante balançado, e ainda não formei uma opinião concreta sobre ele. Fica uma estrela a menos como dúvida.
O que mais me chamou a atenção em 0h20 foi o realismo dos personagens. Embora tenha ficado incomodado com
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o gay "não sou/curto afeminados e penso em sexo mais do que seria recomendado"Spoiler
um homem gayMeus problemas com o livro foram pontuais, mas fortes. Basicamente,
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eu preferia que o personagem gay tivesse sido tratado de outra forma em basicamente tudo, incluindo o final; como eu disse, é tudo bastante realístico, mas acho que esse tipo de personagem faz mais mal do que bem pra imagem de qualquer homossexual
O Alaor escreve pra caramba. Ele tem uma clara habilidade com as palavras. A narrativa é como uma bola de futebol, que vai pra onde ele quer que ela vá. Algumas passagens mais "poéticas" me deixaram verdadeiramente impressionado, e isso é muito bom. Além disso, a revisão foi muito bem realizada. Em livros autopublicados, é comum que encontremos problemas de revisão, resultado de uma falta de preocupação e/ou conhecimento, mas o texto do Alaor é enxuto, é competente, é bem-feito.
Eu gostei desse livro. Meaning, achei tudo muito bem escrito e não odiei os contos. Mas não amei os contos, também. Deles, eu queria ter gostado mais.
Bom.
Tenho três grandes problemas com Vênus acena de volta. Todos são mais ou menos pessoais, e é possível que outras pessoas pensem diferente de mim, mas enfim, estou aqui para dar a minha opinião, mesmo: (1) em primeiro lugar,fora, Temer fiquei um bocado incomodado com a quantidade de contos em primeira pessoa; como escritor, sei que, às vezes, é a forma que funciona melhor, mas acho que a coletânea teria um equilíbrio mais legal se tivesse variado um pouco nisso. A primeira pessoa é mais carregada de sentimentos e reflexões, principalmente em histórias mais adultas, e isso pode cansar. Quando são vários, todos sem relação aparente entre si, com personagens diferentes narrando a história, a leitura fica mais lenta. (2) Depois, em segundo lugar, fiquei com a impressão de que alguns dos contos não pareciam ser contos em si, mas sim cenas, esboços, pensamentos soltos. Não havia história, não havia evolução de personagem. I'm nitpicking, acho, mas esse é o tipo de coisa que só faz me deixar indiferente. (3) Por fim, praticamente tudo nesse livro é sobre relacionamentos amorosos e (heteros)sexuais*. Deus e o mundo sabem como estou cansado de histórias com relacionamentos ht, mas achei que deveria pontuar. As descrições das mulheres, aliás, são bem marcadas por uma visão masculina, mas não me sinto no direito de me sentir incomodado ou não por isso — porque sou homem e porque conheço o autor, que é uma pessoa maravilhosa.
Vênus acena de volta é um primeiro lançamento sólido, que traz o autor já com um estilo claro e promissor. Sei que o Alaor já publicou também um romance, que pretendo conferir em breve, e tem outras coisas na manga, então temos o que esperar. Só posso esperar que, quando ele ler esta resenha, minhas "críticas" possam ajudar em alguma coisa.
* Fui finalmente convencido da sexualidade do Alaor.
Eu gostei desse livro. Meaning, achei tudo muito bem escrito e não odiei os contos. Mas não amei os contos, também. Deles, eu queria ter gostado mais.
Bom.
Tenho três grandes problemas com Vênus acena de volta. Todos são mais ou menos pessoais, e é possível que outras pessoas pensem diferente de mim, mas enfim, estou aqui para dar a minha opinião, mesmo: (1) em primeiro lugar,
Vênus acena de volta é um primeiro lançamento sólido, que traz o autor já com um estilo claro e promissor. Sei que o Alaor já publicou também um romance, que pretendo conferir em breve, e tem outras coisas na manga, então temos o que esperar. Só posso esperar que, quando ele ler esta resenha, minhas "críticas" possam ajudar em alguma coisa.
* Fui finalmente convencido da sexualidade do Alaor.
Este livrinho (digo "inho" com a melhor das intenções: é curto, li todo de uma vez) se trata de um apanhado de textos do autor sobre vários assuntos, mas, principalmente, sobre literatura — e isso você lê na sinopse. O que você não lê na sinopse é que o livro fala bastante sobre ficção científica, inclusive e principalmente sobre ficção científica brasileira, que foi, num primeiro momento, o que me levou a Muitas peles, e afirmo que não me arrependi nada da leitura. Luiz Bras é lucido em seus comentários e objetivo em suas dissertações, criando textos curtos e agradáveis, mas que não perdem em nada no conteúdo. A participação de conhecidos autores da FC brasileira também foi uma surpresa bastante boa.