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fevi's Reviews (834)


Envolvente por causa da escrita que te fisga, mas qualquer coisa porque é uma história sem grandes complexidades. É a relação entre as irmãs gêmeas que te entretém, mas o ambiente não estimula muito. É ok e fica devendo algo.

Eu raramente fico com medo ou incomodado com leitura de horror, mas alguns contos desse livro me fizeram ter medo, palpitações, nojo, raiva, achando tudo aquilo um absurdo. A escrita da Mariane Enríquez é uma maravilha. Nem todos os contos são bons, mas a maioria é espetacular. Recomendo demais.

A primeira coisa que você precisa entender sobre esse livro é: abra a sua mente e entre na estória. Ah, seja atento porque se você pular uma linha você ficará perdido no meio do caminho.

Aqui nós temos só a introdução da história da Blue com Os Garotos Corvos e todo o mundo que os circunda. Médiuns, bruxas, fantasmas, linha ley e muito mais faz parte disso. É fascinante.

A estória é agradável, os personagens são cativantes e conhecemos um pouco sobre cada um deles e não temos apenas a visão de um sobre o que acontece. Vemos o que cada um pensa sobre tudo. Isso me agrada muito. A única coisa que me incomodou foram as passagens de tempo muito rápidas e outras coisas sem explicações, mas acredito que virá nos outros livros.

Vale super a pena e estou louco para ver o que irá acontecer nos volumes seguintes dessa estória. Os Garotos Corvos só deixou um gostinho de QUERO MAIS.

É isso que a gente quer um clichê de amor natural protagonizado por personagens LGBT.

A história do Samuel e do Renan é tão fofa, tão bonitinha. Já quero acompanhar para ver o que vai acontecer.

Eu achei tão bonito a naturalidade do Samuel com a mãe em relação ao "namoradinho". É como sempre deveria ter sido na vida de todos LGBTs: natural e sem o fantasma da lgbtfobia.

A guerra não tem rosto de mulher não é uma leitura fácil. Acho que eu não chorava tanto desde Uma Vida Pequena. A diferença é que o livro da Svetlana conta coisas que aconteceram de verdade.

É um livro pesado, denso e com uma carga emocional enorme. Ler sobre as dores das mulheres que foram a guerra é triste demais. Ver o que aconteceu com elas depois da guerra é tão pior quanto no front.

É difícil entender os motivos para qualquer guerra. É maldade sem pretexto nenhum. É ódio sem motivo.

Eu queria discutir mais sobre o papel das mulheres e a importância delas, mas não consigo. É uma leitura que te abala demais.

Mas fica a recomendação. Esse é ainda melhor que Vozes de Tchernóbil.

História que tinha tudo para ser incrível, mas teve uma execução não tão boa.

Toni Morrison parte da questão sobre o amor-próprio e questões raciais para contar a história de pequena Pecola. Pecola é uma menina descrita que como uma criança feia, horrorosa e que tem o sonho de ter o olho da cor azul.

O problema da história de Morrison foi a execução. A proposta sobre o racismo e como ele afeta as pessoas negras e a própria autoaceitação ainda é uma questão totalmente pertinente. O fato dela ser narrada por outra personagem que tem a própria história e nem sempre foca na Pecola e também o fato de ser divida entre o momento e passado de alguns personagens dificulta a conexão.

Ao meu ver ela também aprofunda demais em personagens que aparecem somente uma vez na história. Para mim, é desviar do foco principal que era a Pecola. Não havia necessidade de aprofundar no passado de personagens que não possuem importância na narrativa.

É um livro com uma discussão importante, mas que perde força por não ter uma narração continua. Acredito que se o foco fosse somente na família da Pecola a história ficaria melhor.

Uma prosa poética bonita e gostosa de se ler, mas uma história sem muita profundidade. Um livro curto que pode ser lido em uma sentada.


Eu gostei muito da escrita do Geovani Martins. É uma escrita que entretém muito, tanto que o primeiro conto que abre o livro é sensacional. O poder da linguagem ali é fenomenal. No entanto, achei a maioria dos enredos fracos ou com um final que não foram trabalhados, um final que não condiz com estávamos lendo até então.

É um bom livro.

É um livro bem escrito e gostoso de se ler. A Antônia apesar de ser um pouco chata parecia ser super engraçada. Apesar de ter sido surpreendido não curti muito o plot. Mas vale ressaltar que é bom ler livros sobre amizades.

Realismo mágico é tudo para mim.

Esse conto do Eric em que a filha tenta entender os seus sentimentos perante a morte do pai e muito bonito. A conversa com a Maré foi sensacional. Como algo tão assustador pode ser tão acalentador?

Tentar entender o que se passa na cabeça de uma pessoa depressiva e que se mata não é uma jornada fácil. E mesmo sem desenvolver, mas explicando de forma simples, o autor deixa isso claro no conto.