fevi's Reviews (834)


Não é possível. Deve estar faltando alguma parte desse livro. Não curti a escrita e não achei nada de thriller. Aliás, achei bem fraco nesse sentido. O livro só narra coisas cotidianas com um ou outro episódio que faz você duvidar do caráter da babá. Não valeu a pena insistir na leitura.

Lab Girl é um livro super gostoso de ler. A leitura é fácil e super acessível. Acredito que o ponto forte de Hope Jahren foi relacionar o seu estudos de plantas/solo com o cotidiano fazendo com que as pessoas pudessem assimilar o que ela está tentando transmitir.

Os capítulos são intercalados em sua vida pessoal e como cientista e também sobre características sobre plantas. É uma parte bastante enriquecedora mesmo que tenha termos científicos. Jahren em seus relatos mostra o quão ainda é difícil ser cientista e como a situação piora o quanto você é uma cientista mulher. Ela relata inúmeras em que foi destratada, humilhada e que desvalorizaram o seu trabalho por ser mulher.

O livro tem muito da sua vida pessoal também. Ela fala da sua relação com seus pais e com sua cidade, o sonho de ser cientista, doença por mania e ansiedade. Sobre criar a própria família, os medos e o desafio de ter um filho e ainda dar atenção a sua vida de cientista. No entanto, outro ponto que me chamou bastante atenção no livro é a sua relação com Bill. Outro cientista de quem é grande amigo e que a acompanha em sua jornada no mundo das pesquisas sobre plantas e solos. É uma amizade incrível e gostosa de se acompanhar.

Lab Girl é um ótimo incentivo pra quem quer seguir a carreira como pesquisador científico porque mostra a realidade que claramente não é fácil, mas também indica o quão prazerosa pode ser. Acho que quem está na academia de alguma forma irá se identificar. Fora que os capítulos sobre as plantas são maravilhosos. Fica aqui a minha indicação.

Forte, vertiginoso e quase sem nenhum filtro ao tratar a violência em suas diversas formas. Ao finalizar essa novela fiquei me questionando o quanto dela é ficção e o quanto é realidade. O meu sentimento é que só os nomes dos personagens são fictícios e que todo o resto é verdadeiro de um jeito torto e totalmente cruel.

Drogas, violência, abuso, estupro, tráfico de menores, esquartejamento, corrupção, vingança, pedofilia, criminalidade são coisas que perpetuam a novela de Edyr Augusto. Acredito que ele conseguiu abordar os temas de forma sincera, clara e sem nenhum tipo glamorização. Tá ali escrito de forma clara e esdrúxula, mas não é uma texto exalta todas essas.

Pssica é o retrato de um Brasil esquecido por todos e que acaba sucumbindo na crueldade humana.

Adorei o regionalismo, mas não nego que me atrapalhou um pouquinho já que não tenho conhecimento. Super indico.

Violento, sádico, verdadeiro, nojento, triste e fascinante.

Cidade de Deus é um livro sem plot twits significativos. Paulo Lins narra histórias de pessoas que cresceram e viveram em CDD e se tornaram traficantes, assassinos, bandidos e aqueles que por pouco não enveredaram pelo mesmo caminho. Por não ter grandes reviravoltas o que segura e com maestria é a escrita do autor que dá com bastante energia e veracidade o que se passa na história.

O livro é dividido em três grandes partes e em cada parte será contado a vida de um traficante importante com o passar do tempo. Mas mesmo assim eles não acabam sendo de certa forma principais até porque há inúmeros personagens. Isso às vezes atrapalha a leitura.

É uma mistura de sentimentos ao ler uma obra desse calibre. Você reconhece várias informações que capta da mídia e as reconhece ali. Você torce pelos bandidos e quer ver os policiais que não valem nada mortos. É uma coisa de louco. Lins conseguiu abordar de forma impressionante e conseguiu transmitir toda a crueldade e violência, mas também conseguiu mostrar a tentativa de bons sentimentos. A luta pra mudar e o que o meio acaba fazendo com aqueles que não possui muitas oportunidades. Claro que o livro por ser muito extenso oscila algumas vezes. Alguns personagens e histórias podiam ter ficado de fora já que não acrescenta muito. Mas como o livro fala do cotidiano da favela é possível compreender porque estão ali.

O livro contém muita violência, sadismo, estupro, uso de drogas, corrupção. Apesar de ser forte recomendo a leitura.

Essa lições sobre não deixarmos as tiranias tomarem conta das democracias são bem relevantes. O autor usa o facismo, o nazismo e o comunismo e a situação dos EUA atual para poder exemplificar e dar suas perspectivas. É bastante relevante, mas fiquei com o pé atrás com algumas das lições (seja patriota, não seja nacionalista).

Recomendo a leitura.

Meu Nome é Lucy é um livro ok.

Elizabeth Strout discute a relação de mãe e filha, maternidade, família e todas as dores relacionadas a isso. A falta de amor de mãe idealizada pela sociedade. Quem narra é Lucy. Ela vai contando histórias indo e voltando no tempo para exemplificar. É um livro super gostoso de ser, mas sem plots. É sobre relações e cotidianos. É simples, mas agradável.

3,5

Eu achei o conto super fofo apesar de a relação entre os personagens deixarem claro o que acontecia desde o início. Apesar de conhecer uns héteros pingados que não tem medo de demonstrar afeto, com certeza, há certos limites. hahaha

Amei a última frase desse conto. Eu provavelmente comentaria a mesma coisa. rs

Esse foi o meu primeiro contato com algo escrito por Susan Sontag e gostei bastante.

Diante da dor outros Sontag analisa fotos em que o sofrimento dos outros está em destaque. As fotos são principalmente de guerras. As análises feitas por ela são bem relevantes e te faz questionar o quanto você compactua com esse tipo de exposição da dor alheia. Uns podem achar que é somente a tentativa de mostrar o quão destruidora é uma guerra, mas realmente precisa escancarar ou glamourizar a dor ou outro?

3,5

O hype não me pegou, mas consigo entender porque essa estória é grande.

Assim como em Tudo em que nunca contei Celeste Ng faz um trabalho magnífico na construção de personagens. São profundos, complexos e únicos. Não tem como lutar contra isso. A escrita da autora continua tão incrível como no primeiro livro.

É uma história de camadas e complexidades que envolve passado, presente, ações, decisões, escolhas que te afetam de uma forma significativa. É mais uma vez sobre estória sobre humanos e seus erros e acertos e relações. Eu gostei de ler, mas não fui cativado. Não sei se foi expectativa demais. Mas é um bom livro.

Eu gostaria de ter lido mais sobre a história de Mia. Com certeza é a parte mais fascinante do livro. A parte sobre o seu passado foi o que mais me despertou interesse. Se o livro fosse focado só nela e não no que estava acontecendo ao redor dela por causa das suas ações talvez teria me fascinado mais.

Fica a recomendação pra quem quer conhecer a história, mas deixo claro que o primeiro livro da autora, pra mim, é superior.

A história é rápida é o romance é meio repentino. Não julgo. Queria que fosse maior pra saber como a conversa se tornou em namoro. Acho que o desenvolvimento do casal ia ser incrível.