Take a photo of a barcode or cover
fevi's Reviews (834)
Esse discurso da Chimamanda é maravilhoso. Todos deveriam lê-lo ou assisti-lo no YouTube. É importante e enriquecedor.
Com certeza o melhor livro que eu li esse ano. Chorei, ri, me identifiquei com os personagens. Senti o livro.
Leia o restante dessa resenha só se você já tiver lido o livro, pois contém spoilers:
É fácil citar os motivos que me levaram a gostar do enredo que envolve Ari e Dante. Mas acredito que o principal motivo foi a identificação com os personagens. Ler algo e se identificar ou sentir-se representado faz uma grande diferença. Não foi somente por eles serem gays. Foi além disso. Foi por me sentir igual a eles em certos momentos.
A história se passa na década de 1980 em El Paso, uma cidade do Texas, durante o verão. Aristóteles e Dante se conhecem no clube da cidade. Dante se oferece para dar aulas de natação para Ari que não saber nadar. Nem boiar. (Nesse momento rola a minha primeira identificação com o livro. TRÁGICO! hahahaha) A partir desse momento surge uma bela amizade entre eles. Entre aulas de natação e conversas sobre quem são e como se sentem podemos conhecer sobre cada um. Também percebemos o quanto a convivência entre ambos faz com que a amizade se fortaleça. Durante a leitura descobrimos que nem tudo é bonito na vida de Aristóteles. Ele tem um irmão preso e a família não gosta de tocar neste assunto. Ari, apesar de gostar do pai, não se sente próximo e nem consegue conversar com ele direito. Já a relação dele com a mãe é diferente. Eles se dão bem, conversam, riem e se entendem sempre. Menos quando o assunto é o irmão preso.
Já na família de Dante as coisas são mais tranquilas. Ou talvez menos problemáticas. O pai de Dante é professor universitário e a mãe é psicóloga. Dante tem uma relação maravilhosa com o pai. Eles são amigos, parceiros. Um consegue entender o outro. O mesmo não acontece com sua mãe. Dante afirma que ela é uma mulher impenetrável, além de super protetora.
Ao longo da história, Ari e Dante, que possuem apenas 15 anos, ficam mais próximos e juntos vão descobrindo quais são os segredos da vida, quais são as peculiaridades de serem adolescentes. As dores e as alegrias. As paixões e os ciúmes. O sentir a falta um do outro. O amor. O amadurecimento. Os novos sentimentos. A descoberta de um novo eu. Os garotos começam a entender que não é fácil ser alguém, mas ao longo da história vão percebem a importância da amizade, do amor e da família. Eles se dão conta que não existem só momentos alegres ou tristes. A vida é feita de uma mistura disso tudo. Sem contar as surpresas. A jornada de amadurecimento e conhecimento sobre a vida que vemos no livro é uma das coisas mais lindas de se ler, imaginar e sentir.
O engraçado é que eu não queria fazer uma resenha sobre o livro, mas escrever sobre o quanto ele mexeu comigo. Como ele me fez pensar, me fez sentir ser alguém. Queria relatar como foi a minha identificação. Portanto, não vou mais enrolar. Vou tentar em poucas palavras transmitir o que eu senti ao ler essa história maravilhosa.
Eu não me identifiquei só com o fato de Ari não saber nadar. Também me identifiquei com o fato dele não se sentir bem com ele mesmo em vários momentos da história, de não se aceitar, de ser fechado e meio longe da família. O Ari é na dele. Assim como eu. Hoje acredito que não tenho tantos problemas ou uma relação ruim com a minha família. Pelo menos acredito que não. No entanto sei que não é uma relação extremamente aberta e confortável. Grande parte disso é culpa minha. A situação ficou assim porque EU quis me esconder, me fechar. Acreditei que me escondendo, poderia também esconder quem realmente sou. Um alguém que perante a sociedade machista e preconceituosa é uma pessoa com atitudes e gostos errados. Para os mais extremistas sou até mesmo uma aberração. Assim como o Ari "eu me sentia pequeno, insignificante e inadequado" no mundo. Mas a minha relação com o mundo e família mudou muito, assim como mudou na vida de Ari. Sei que não é perfeito porque nada na vida é perfeito, mas já me deixam extremamente feliz. Agora, talvez, eu seja pequeno perante o universo.
Outra coisa me surpreende: eu também sou parecido com Dante. Não é sempre, mas acontece. Há momentos em que sou confiante, articulado, falador e acredito que posso fazer o impossível. A sensação é maravilhosa. Sei que ainda desisto das coisas facilmente e não sou tão corajoso quanto Dante, mas tenho progredido. Tenho certeza: a mudança depende mais de mim do que dos outros. Sei que preciso descobrir os meus segredos e mudar para melhor.
E... quem sabe... talvez eu seja uma junção de Ari e Dante. Vai saber... Só sei que a história que o Benjamin escreveu mexeu comigo.
Leia o restante dessa resenha só se você já tiver lido o livro, pois contém spoilers:
A história se passa na década de 1980 em El Paso, uma cidade do Texas, durante o verão. Aristóteles e Dante se conhecem no clube da cidade. Dante se oferece para dar aulas de natação para Ari que não saber nadar. Nem boiar. (Nesse momento rola a minha primeira identificação com o livro. TRÁGICO! hahahaha) A partir desse momento surge uma bela amizade entre eles. Entre aulas de natação e conversas sobre quem são e como se sentem podemos conhecer sobre cada um. Também percebemos o quanto a convivência entre ambos faz com que a amizade se fortaleça. Durante a leitura descobrimos que nem tudo é bonito na vida de Aristóteles. Ele tem um irmão preso e a família não gosta de tocar neste assunto. Ari, apesar de gostar do pai, não se sente próximo e nem consegue conversar com ele direito. Já a relação dele com a mãe é diferente. Eles se dão bem, conversam, riem e se entendem sempre. Menos quando o assunto é o irmão preso.
Já na família de Dante as coisas são mais tranquilas. Ou talvez menos problemáticas. O pai de Dante é professor universitário e a mãe é psicóloga. Dante tem uma relação maravilhosa com o pai. Eles são amigos, parceiros. Um consegue entender o outro. O mesmo não acontece com sua mãe. Dante afirma que ela é uma mulher impenetrável, além de super protetora.
Ao longo da história, Ari e Dante, que possuem apenas 15 anos, ficam mais próximos e juntos vão descobrindo quais são os segredos da vida, quais são as peculiaridades de serem adolescentes. As dores e as alegrias. As paixões e os ciúmes. O sentir a falta um do outro. O amor. O amadurecimento. Os novos sentimentos. A descoberta de um novo eu. Os garotos começam a entender que não é fácil ser alguém, mas ao longo da história vão percebem a importância da amizade, do amor e da família. Eles se dão conta que não existem só momentos alegres ou tristes. A vida é feita de uma mistura disso tudo. Sem contar as surpresas. A jornada de amadurecimento e conhecimento sobre a vida que vemos no livro é uma das coisas mais lindas de se ler, imaginar e sentir.
O engraçado é que eu não queria fazer uma resenha sobre o livro, mas escrever sobre o quanto ele mexeu comigo. Como ele me fez pensar, me fez sentir ser alguém. Queria relatar como foi a minha identificação. Portanto, não vou mais enrolar. Vou tentar em poucas palavras transmitir o que eu senti ao ler essa história maravilhosa.
Eu não me identifiquei só com o fato de Ari não saber nadar. Também me identifiquei com o fato dele não se sentir bem com ele mesmo em vários momentos da história, de não se aceitar, de ser fechado e meio longe da família. O Ari é na dele. Assim como eu. Hoje acredito que não tenho tantos problemas ou uma relação ruim com a minha família. Pelo menos acredito que não. No entanto sei que não é uma relação extremamente aberta e confortável. Grande parte disso é culpa minha. A situação ficou assim porque EU quis me esconder, me fechar. Acreditei que me escondendo, poderia também esconder quem realmente sou. Um alguém que perante a sociedade machista e preconceituosa é uma pessoa com atitudes e gostos errados. Para os mais extremistas sou até mesmo uma aberração. Assim como o Ari "eu me sentia pequeno, insignificante e inadequado" no mundo. Mas a minha relação com o mundo e família mudou muito, assim como mudou na vida de Ari. Sei que não é perfeito porque nada na vida é perfeito, mas já me deixam extremamente feliz. Agora, talvez, eu seja pequeno perante o universo.
Outra coisa me surpreende: eu também sou parecido com Dante. Não é sempre, mas acontece. Há momentos em que sou confiante, articulado, falador e acredito que posso fazer o impossível. A sensação é maravilhosa. Sei que ainda desisto das coisas facilmente e não sou tão corajoso quanto Dante, mas tenho progredido. Tenho certeza: a mudança depende mais de mim do que dos outros. Sei que preciso descobrir os meus segredos e mudar para melhor.
E... quem sabe... talvez eu seja uma junção de Ari e Dante. Vai saber... Só sei que a história que o Benjamin escreveu mexeu comigo.
Um conto que deixou com vontade de quero mais. Fiquei realmente interessado em saber como seria um local em que os homens são submissos às mulheres.
Eu não posso dar uma opinião formada sobre poemas e poesias porque é um gênero que quase nunca leio. É uma barreira que preciso derrubar. A minha experiência lendo O livros das semelhanças foi bem tranquila e prazerosa. Entre os meus preferidos estão: O encontro, Boa ideia para um poema, Último poema e Tenho quebrado copos.
O hype é verdadeiro.
Me chame pelo seu nome é um romance sobre o primeiro amor de um adolescente bissexual. E o amor adolescente presente no texto é exagerado, visceral e ao mesmo tempo lindo, intimidante. Não foge da realidade. A escrita do André Aciman é bem gostosa (a tradução, é claro). Mas já vi algumas pessoas falando que mesmo assim não capta a total essência do original.
Eu gostei da bastante da estória e bastante dos personagens. É um livro com inúmeras referências a literatura e arte num geral e confesso que não captei muitas. Nada que atrapalhe a leitura. Vale a pena conferir. O último capítulo é incrível e o livro tem inúmeras passagens lindas.
Fica a recomendação.
Me chame pelo seu nome é um romance sobre o primeiro amor de um adolescente bissexual. E o amor adolescente presente no texto é exagerado, visceral e ao mesmo tempo lindo, intimidante. Não foge da realidade. A escrita do André Aciman é bem gostosa (a tradução, é claro). Mas já vi algumas pessoas falando que mesmo assim não capta a total essência do original.
Eu gostei da bastante da estória e bastante dos personagens. É um livro com inúmeras referências a literatura e arte num geral e confesso que não captei muitas. Nada que atrapalhe a leitura. Vale a pena conferir. O último capítulo é incrível e o livro tem inúmeras passagens lindas.
Fica a recomendação.
Um livro tão curto, mas com discussões pertinentes e com um final tão singelo, tão verdadeiro e tão bonito.
Simone de Beauvoir perpassa por pensamentos como feminismo, relação entre duas pessoas, velhice e o amor. O medo de envelhecer, a não exaltação do amor romântico, mas o poder da relação e como sempre a necessidade e importância do diálogo para não criar mal-entendidos.
É um livro pequeno e poderoso ao mesmo tempo. Fica aqui uma super recomendação.
Simone de Beauvoir perpassa por pensamentos como feminismo, relação entre duas pessoas, velhice e o amor. O medo de envelhecer, a não exaltação do amor romântico, mas o poder da relação e como sempre a necessidade e importância do diálogo para não criar mal-entendidos.
É um livro pequeno e poderoso ao mesmo tempo. Fica aqui uma super recomendação.
Dez Mulheres é um livro incrível.
Marcella Serrano soube contar de maneira incrível a vida dessas dez mulheres. Ela perpassa por acontecimentos que se repetem na vida de muitas mulheres pelo mundo. O sofrimento, a luta, a dor, o sucesso, o amor, os momentos felizes, as tristezas. É um livro de escrita simples, mas com um conteúdo importante. É como se a autora desse voz a milhares de mulheres que nunca puderam ou tiveram a oportunidade de contar sobre o que viveram. O livro de maneira geral é bem incrível e apenas a história da jornalista famosa que não me agradou muito. É um livro sem plot twist. São mulheres falando sobre a sua vida de maneira humana. A terapia em grupo é um detalhe que faz a diferença e permite que as pessoas percebam o quão semelhantes podem ser e isso fica bem claro na obra. Fora que podemos conhecer um pouco sobre a história do Chile. Eu gostei bastante e recomendo.
Marcella Serrano soube contar de maneira incrível a vida dessas dez mulheres. Ela perpassa por acontecimentos que se repetem na vida de muitas mulheres pelo mundo. O sofrimento, a luta, a dor, o sucesso, o amor, os momentos felizes, as tristezas. É um livro de escrita simples, mas com um conteúdo importante. É como se a autora desse voz a milhares de mulheres que nunca puderam ou tiveram a oportunidade de contar sobre o que viveram. O livro de maneira geral é bem incrível e apenas a história da jornalista famosa que não me agradou muito. É um livro sem plot twist. São mulheres falando sobre a sua vida de maneira humana. A terapia em grupo é um detalhe que faz a diferença e permite que as pessoas percebam o quão semelhantes podem ser e isso fica bem claro na obra. Fora que podemos conhecer um pouco sobre a história do Chile. Eu gostei bastante e recomendo.
´Voltar Para Casa é um história meio bagunçada que conta os pedaços das vidas dos personagens que se encaixam até o final do livro. Achei bem escrito, mas não curti muito a história. O contexto histórico é maravilhoso. Se passa nos anos 50 e o preconceito racial ainda bem grande nos EUA. Acontece algumas coisas bem pesadas com os personagens, mas as coisas são tão breves que ficam meio que a desejar. No entanto, eu amei a conversa que a Ycidra teve com a senhora que cuidou dela depois de todo o sofrimento.