enbygojira's Reviews (815)


Uma fofura de livro (conto? tem quase 50 páginas, estou contando como noveleta) e de leitura. Curtinho, consegui ler todo de uma vez hoje de manhã, e recomendo desde já para todo mundo que quiser ficar com o coração quentinho.

Uma coincidência: dentre os lidos da semana, esse foi o segundo a retratar uma amizade tão próxima assim,
Spoilerainda que, no caso de De todos os motivos, não seja apenas amizade
.

Todas as cores do Natal é uma coletânea mais fofa que a média. Produzida pelos autores da Agência Página 7 como uma maneira de divulgar e enaltecer históricas com diversidade LGBTQIA, ela traz contos trabalhados de forma a mostrar uma variedade de personagens diversos, o que vai de encontro ao que costumamos ver em obras do gênero — que muitas vezes parecem tratar apenas de personagens cis gays e/ou lésbicas. Isso foi o que mais me agradou, na verdade. É claro que também gostei dos contos em si, são quase todos muito bacanas, mas ver essa representatividade toda deixou meu coração quentinho para as festas de fim de ano.

É fácil imaginar como uma simples ideia, se posta em ação, pode mudar toda a vida de uma cidade pequena, principalmente se você já viveu em uma. Em Sombras de reis barbudos, é exatamente isso o que acontece: a Companhia, criada com empolgação pelo tio do narrador e, mais tarde, tomada dele, altera radicalmente a rotina de uma cidadezinha. O protagonista, Lucas, cresce em meio à opressão dessa misteriosa empresa, sobre a qual o leitor nunca chega a descobrir muito, e vê o mundo mudar à sua volta, sem poder fazer muito a respeito. O realismo mágico de José J. Veiga está presente aqui nos mínimos detalhes e, embora eu, com base em resenhas, tenha adicionado o livro à minha lista de leituras de ficção científica, não acredito que cheguemos a abraçar de vez o gênero — com algum esforço, vemos que os assuntos tocados são semelhantes ao de uma distopia, mas não chega a ser uma de fato. Sombras é, isso sim, um romance curto, competente e de narrativa simples (mas não simplória) sobre liberdade, repressão e sobre a vida que segue em um ambiente opressor.

Actual rating: 3.5

We're used to zombie Apocalypse stories by now, so I understand how I Am Legend may sound repetitive to new readers. In context though, it's pretty good; a nice, well-built story. Gods know it's better than the Francis Lawrence film, and yes, it is dated, but it still is a fresh take on vampires—definitely vampires, not zombies. It ended up being something new to me, and not at all what I expected. The main character is kind of an asshole though, leaving a sexist tone to the overall story but... 1954, I guess.