enbygojira's Reviews (815)


O que dizer desse livro que mal conheço e já considero pakas?

Começos clichês à parte, acho que todo mundo que me conhece sabe como eu gosto de histórias de vampiros. Por algum motivo, vampiros sempre me fascinaram, desde pequeno, e seguimos assim. Peguei Deixa ela entrar depois de enrolar muito, e só não digo que me arrependo de não ter lido antes porque, no fim, não importa. Agora eu li. Agora eu li e agora essa história vai ficar comigo de todas as formas, inclusive algumas bem perturbadoras
Spoiler— e o pior é que não quero nem falar das cenas de pedofilia e outras coisas que a gente espera que sejam pesadas, mas a cena dos gatos??? meu deus???
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Acho que eu gostei principalmente de como todos os personagens foram construídos. Do professor espanhol à mãe do Oskar ao bully, todo mundo tinha uma história bem definida. Eu aprecio muito isso.

Depois do que pareceu uma eternidade para ler um livro tão curto, terminei. E... bom, vamos lá. Eu consigo entender o appeal e a importância de Fahrenheit 451, é claro que consigo. O que não entendo é como eu nunca tinha ouvido falar sobre o posicionamento do autor em relação a movimentos sociais e minorias, uma posição que ele deixa bem clara não apenas no decorrer do livro — quando praticamente culpa o "mimimi" desses movimentos pelo início das queimas de livros —, mas também, na edição que li, num texto chamado Coda, em que ele disserta sobre várias mensagens que recebeu, pedidos para que altere a situação de mulheres, negros e outras minorias em suas histórias. A conclusão de Ray Bradbury é a seguinte:

Mas a face dos meus livros ou dos meus contos ou poemas é onde seus direitos terminam e meus imperativos territoriais começam, correm e comandam. Se os mórmons não gostam das minhas pecas, que escrevam as deles. Se os irlandeses detestam meus contos em Dublin, que aluguem máquinas de escrever. Se os professores e os editores das escolas elementares acharem que minhas frases quebra-queixos partirão seus dentes-de-leite, eles que comam bolo rançoso embebido em chá diluído da sua própria maldita produção.


Er... pois é, né.

It's really funny how I can't seem to be able to explain why I love this book so much, and still...

I didn't think I would like this as much as I did. I mean, ages ago, I happened upon John Carpenter's Village of the Damned—nice film, good premise, didn't think much of it—, which later I discovered to be an adaptation of a certain The Midwich Cuckoos, by John Wyndham. It got me curious, but that's all. It sat forever on my TBR pile—the mental one, I believe—, until I actually picked it up. And I loved it.

From the clever title to the brilliant opening sentence ("One of the luckiest accidents in my wife's life is that she happened to marry a man who was born on the 26th of September.") to the amazing, truly great storytelling, TMC got me entangled in what I believe is one of the most underestimated science fiction novels, uh, ever. It delves into science, religion, philosophy, society, and raises interesting, thought-provoking questions; the main characters are charismatic, the Children are terrifying. It sure is dated, and I don't think its main theme is much of a novelty anymore, but I just can't believe how much fun I had reading this.