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rolandosmedeiros 's review for:
A Terceira Margem do Rio
by João Guimarães Rosa
''Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos.''.
O que é A Terceira Margem do Rio? É o elemento mágico indefinido pelo autor que torna a história aberta para a imaginação e fantasia. É a reflexão sobre a morte através do medo de ir no lugar de um familiar; é a nova dimensão-não-existente do rio; a dimensão de barco-homem-margem; é a emoção inexplicável que transcorre das penas e do estilo do Rosa; ou, talvez, a procura de sentido na existência.
Eu não consigo pôr em palavas o que a linguagem desse conto fez comigo, me deixou com lágrimas nos olhos e não consigo apontar um único motivo nem se quisesse; esta talvez seja a purgação das emoções pela poética, como concebe o Aristóteles; numa forma de vai-vem de um rio de sensações, muitas dúvidas, muitas interpretações, no entanto, com uma coisa como certa: esta é uma das melhores histórias curtas que já li, talvez da literatura universal como um todo.
''Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.''
O que é A Terceira Margem do Rio? É o elemento mágico indefinido pelo autor que torna a história aberta para a imaginação e fantasia. É a reflexão sobre a morte através do medo de ir no lugar de um familiar; é a nova dimensão-não-existente do rio; a dimensão de barco-homem-margem; é a emoção inexplicável que transcorre das penas e do estilo do Rosa; ou, talvez, a procura de sentido na existência.
Eu não consigo pôr em palavas o que a linguagem desse conto fez comigo, me deixou com lágrimas nos olhos e não consigo apontar um único motivo nem se quisesse; esta talvez seja a purgação das emoções pela poética, como concebe o Aristóteles; numa forma de vai-vem de um rio de sensações, muitas dúvidas, muitas interpretações, no entanto, com uma coisa como certa: esta é uma das melhores histórias curtas que já li, talvez da literatura universal como um todo.
''Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.''