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fevi 's review for:
Anarquistas, graças a Deus
by Zélia Gattai
emotional
funny
hopeful
lighthearted
reflective
medium-paced
Anarquistas, graças a Deus é simplesmente um deleite. Uma leitura prazerosa e com tanta leveza que não há como achar essas memórias, escritas por Zélia Gattai sobre sua infância, algo enfadonho. Não é. É divertido enxergar o início do século XX pelos olhos de uma criança.
Sem datar e sem ordem cronológica Gattai narra em pequenos capítulos acontecimentos que marcaram a sua infância. Ela fala da vinda da família para o Brasil e como eles se estabeleceram até chegar em São Paulo. A narração pelo viés da pequena Zélia Gattai conta causos envolvendo o pai Enersto, que adorava automobilismo, a mãe Angelina, uma amante da música e da literatura, além das irmãs e irmãos, Wanda, Vera, Remo e Tito. Também com Maria Negra, a empregada, e o avô que moravam com ela em São Paulo. São histórias, em sua maioria, engraçadas, mas também tem momentos tristes e pesados como a morte de uma amiga, o assassinato dos amigos dos pais, a revolução de 24 em São Paulo.
Por sinal, essas memórias de Gattai é certamente um documento histórico bem valioso sobre a cidade de São Paulo e as suas transformações ao longo dos anos no início do século XX. As suas descrições sobre os bairros em que transitava, os acontecimentos que vivia e as mudanças significativas da cidade é um diferencial expressivo dos relatos de Zélia Gattai.
A leitura agradou-me fortemente. Lembrou-me em certas ocasiões o ficcional Éramos Seis de Maria José Dupré, um livro que amo e que se passa em São Paulo. Enfim, é livro maravilhoso e super indico. Com certeza irei ler mais Zélia Gattai.
Sem datar e sem ordem cronológica Gattai narra em pequenos capítulos acontecimentos que marcaram a sua infância. Ela fala da vinda da família para o Brasil e como eles se estabeleceram até chegar em São Paulo. A narração pelo viés da pequena Zélia Gattai conta causos envolvendo o pai Enersto, que adorava automobilismo, a mãe Angelina, uma amante da música e da literatura, além das irmãs e irmãos, Wanda, Vera, Remo e Tito. Também com Maria Negra, a empregada, e o avô que moravam com ela em São Paulo. São histórias, em sua maioria, engraçadas, mas também tem momentos tristes e pesados como a morte de uma amiga, o assassinato dos amigos dos pais, a revolução de 24 em São Paulo.
Por sinal, essas memórias de Gattai é certamente um documento histórico bem valioso sobre a cidade de São Paulo e as suas transformações ao longo dos anos no início do século XX. As suas descrições sobre os bairros em que transitava, os acontecimentos que vivia e as mudanças significativas da cidade é um diferencial expressivo dos relatos de Zélia Gattai.
A leitura agradou-me fortemente. Lembrou-me em certas ocasiões o ficcional Éramos Seis de Maria José Dupré, um livro que amo e que se passa em São Paulo. Enfim, é livro maravilhoso e super indico. Com certeza irei ler mais Zélia Gattai.