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fevi 's review for:
Tudo o que Nunca Contei
by Celeste Ng
Nunca vi um título fazer tanto sentido pra uma história. A falta do dialogo culminou em uma variedade de acontecimentos ruins.
O livro me tocou de duas maneiras. Uma muito particular e a outra em relação a minha visão estereotipada dos asiáticos. Isso me incomodou bastante. Nós nos pegamos e julgamos muito através desses esteriótipos racistas. Lembro que muitas vezes eu virava o olho quando lia determinadas ações do James e pensava "mas ele tinha que ser uma pessoa boa. Não pode ficar fazendo essas coisas." Eu tava julgando o personagem de acordo com esteriótipo que fui impregnado de que asiáticos são subalternos, subservientes e sempre feitos. E claro que isso não é um pouco verdade. A leitura me fez ficar mais atento a isso.
O modo como a autora mostrou o preconceito sofrido pelos asiáticos nos Estados Unidos foi de grande importância. Era algo que eu sabia, mas não conhecia. Assuntos importantes são trabalhados de forma bastante delicada, mas de um jeito bem firme. O machismo, o feminismo, o preconceito racial, o julgamento está ali nas entrelinhas.
Para entender o que aconteceu com Lydia que está morta. A autora faz vários flashbacks e com isso que a gente vai tentando entender o que aconteceu. O maior problema da família Lee é a falta do diálogo. Sem contar a pressão sobre os outros, a falta de atenção, a empatia familiar. É incrível como os nossos problemas se não tratados, resolvidos acabam acarretando problemas nas vidas de outras pessoas que provavelmente nós amamos.
A família Lee é complicada e mesmo com um final que deixa possibilidades de que as coisas mudariam mesmo que demorasse eu não acredito. Pra mim o estrago já estava muito grande.
Eu gostei da leitura, os personagens são realistas e os problemas também. No entanto, o livro perdeu uma estrela ao explicar a morte de Lydia.
O livro me tocou de duas maneiras. Uma muito particular e a outra em relação a minha visão estereotipada dos asiáticos. Isso me incomodou bastante. Nós nos pegamos e julgamos muito através desses esteriótipos racistas. Lembro que muitas vezes eu virava o olho quando lia determinadas ações do James e pensava "mas ele tinha que ser uma pessoa boa. Não pode ficar fazendo essas coisas." Eu tava julgando o personagem de acordo com esteriótipo que fui impregnado de que asiáticos são subalternos, subservientes e sempre feitos. E claro que isso não é um pouco verdade. A leitura me fez ficar mais atento a isso.
O modo como a autora mostrou o preconceito sofrido pelos asiáticos nos Estados Unidos foi de grande importância. Era algo que eu sabia, mas não conhecia. Assuntos importantes são trabalhados de forma bastante delicada, mas de um jeito bem firme. O machismo, o feminismo, o preconceito racial, o julgamento está ali nas entrelinhas.
Para entender o que aconteceu com Lydia que está morta. A autora faz vários flashbacks e com isso que a gente vai tentando entender o que aconteceu. O maior problema da família Lee é a falta do diálogo. Sem contar a pressão sobre os outros, a falta de atenção, a empatia familiar. É incrível como os nossos problemas se não tratados, resolvidos acabam acarretando problemas nas vidas de outras pessoas que provavelmente nós amamos.
A família Lee é complicada e mesmo com um final que deixa possibilidades de que as coisas mudariam mesmo que demorasse eu não acredito. Pra mim o estrago já estava muito grande.
Eu gostei da leitura, os personagens são realistas e os problemas também. No entanto, o livro perdeu uma estrela ao explicar a morte de Lydia.