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rolandosmedeiros 's review for:
Cold Print
by Ramsey Campbell
Impressão Fria é um conto de terror e fantasia urbana pertencente ao Mythos do Lovecraft, porém escrito e pontilhado com características narrativas e cenários próprios de seu autor: Ramsey Campbell.
Campbell joga em casa, faz a história se passar na sua própria cidade inventada, cenário de outras histórias dele, Gloucerstershire: uma cidade suja, cheia de becos estreitos que dão em ruas ocultas, pessoas estranhas, bares auspiciosos e bibliotecas obscuras onde as verdadeiras prateleiras estão escondidas.
A atmosfera do conto (grande característica da maioria das histórias do Mythos, por sinal) é muito melhor que todos os outros aspectos da narrativa, mas isso não tira os méritos do autor. O personagem principal também é interessante e diferente daquele batido personagem Lovecraftiano (quase sempre igual) ou o pedaço de cartolina do Ashton Clark Smith, aqui o protagonista é uma personagem de verdade, com preferências próprias e uma perversidade latente — que se revelará nos livros que ele procura (adianto, não são de ocultismo, não é tão clichê assim); algo crucial para o desfecho do conto.
É diferente de outros autores do Mythos. Não há o excesso de horrores indescritíveis do Lovecraft aqui. E, em vez do horror cósmico aparente, o que corta a história é um clima taciturno. A ambientação também difere de um Ashton Clark Smith da vida, saindo das raízes de cultos antigos e aproximando, por exemplo da abordagem do Alan Moore do Ciclo Lovecraftiano.
Apesar de terror praticamente nulo, o que é um pequeno ponto negativo, não há como negar que o Campbell está tentando colocar seu tempero próprio na abordagem do universo. Ele se afasta do pastiche, do horror natural e ruma ambientes e narrativas mais modernas, com mais aspecto de pulsões, fetiches e psicologia em geral.
Uma história de horror, um protagonista com preferências estranhas, um cenário bem escrito e a ação transcorrendo, com direito a uma entidade lovecraftiana aparecendo, dentro de uma livraria. Um conto bom. Só bom.
Campbell joga em casa, faz a história se passar na sua própria cidade inventada, cenário de outras histórias dele, Gloucerstershire: uma cidade suja, cheia de becos estreitos que dão em ruas ocultas, pessoas estranhas, bares auspiciosos e bibliotecas obscuras onde as verdadeiras prateleiras estão escondidas.
A atmosfera do conto (grande característica da maioria das histórias do Mythos, por sinal) é muito melhor que todos os outros aspectos da narrativa, mas isso não tira os méritos do autor. O personagem principal também é interessante e diferente daquele batido personagem Lovecraftiano (quase sempre igual) ou o pedaço de cartolina do Ashton Clark Smith, aqui o protagonista é uma personagem de verdade, com preferências próprias e uma perversidade latente — que se revelará nos livros que ele procura (adianto, não são de ocultismo, não é tão clichê assim); algo crucial para o desfecho do conto.
É diferente de outros autores do Mythos. Não há o excesso de horrores indescritíveis do Lovecraft aqui. E, em vez do horror cósmico aparente, o que corta a história é um clima taciturno. A ambientação também difere de um Ashton Clark Smith da vida, saindo das raízes de cultos antigos e aproximando, por exemplo da abordagem do Alan Moore do Ciclo Lovecraftiano.
Apesar de terror praticamente nulo, o que é um pequeno ponto negativo, não há como negar que o Campbell está tentando colocar seu tempero próprio na abordagem do universo. Ele se afasta do pastiche, do horror natural e ruma ambientes e narrativas mais modernas, com mais aspecto de pulsões, fetiches e psicologia em geral.
Uma história de horror, um protagonista com preferências estranhas, um cenário bem escrito e a ação transcorrendo, com direito a uma entidade lovecraftiana aparecendo, dentro de uma livraria. Um conto bom. Só bom.