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rolandosmedeiros 's review for:
A Bright Green Field
by Anna Kavan
Esse livro me pegou tanto que eu tive que bolar um outro lugar onde eu pudesse escrever sobre ele mais livremente: https://open.substack.com/pub/naterceiramargem/p/na-terceira-margem-do-rio-1-anna-kavan-e-o-sliipstream?r=1z6va2&utm_campaign=post&utm_medium=web
Phew, pronto. Se eu não me demorasse nele o tanto quanto eu acho que ele merece, traduzisse as seções para tentar me fazer mais claro, buscasse algumas fontes e referências sobre a vida da autora, comentários de alguns contemporâneos dela, uns poucos estudiosos (a leitura não é nada densa, prometo) eu não ia conseguir ler mais nada porque isso ia ficar me correndo por dentro: não dar a devida atenção a um livro que foi tão impactante para mim quanto a descoberta das Ficções do Borges.
Tirando uns trechos da publicação:
“A Kavan escreve fantasia como se fosse a mistura do Kafka com a Clarice. (...) O Bright Green Field, como um todo, é uma viagem. A literatura da Kavan é uma viagem — não sabemos bem para onde, mas é. É impossível você não sentir nada, permanecer impávido, de cara limpa, conforme experimenta essas variadas narrativas. Foram poucas as vezes que terminei um livro e senti imediatamente tristeza por terminar, um misto de nostalgia com alguma outra coisa; compaixão por ela e por todos aqueles narradores, talvez; encanto, sim, definitivamente. Ainda que seja uma incursão às profundezas da gente, a fatos e sensações que não queremos pensar ou sentir, é gostoso de se experimentar.
Ao terminar, você entende o que ela quer dizer quando crítica o escapismo. Inicialmente, pode parecer estranho uma autora que usa tantos elementos fantásticos e especulativos dizer isso. Mas, depois de um ou dois contos da Kavan, você compreende perfeitamente o que ela quer dizer…”
Phew, pronto. Se eu não me demorasse nele o tanto quanto eu acho que ele merece, traduzisse as seções para tentar me fazer mais claro, buscasse algumas fontes e referências sobre a vida da autora, comentários de alguns contemporâneos dela, uns poucos estudiosos (a leitura não é nada densa, prometo) eu não ia conseguir ler mais nada porque isso ia ficar me correndo por dentro: não dar a devida atenção a um livro que foi tão impactante para mim quanto a descoberta das Ficções do Borges.
Tirando uns trechos da publicação:
“A Kavan escreve fantasia como se fosse a mistura do Kafka com a Clarice. (...) O Bright Green Field, como um todo, é uma viagem. A literatura da Kavan é uma viagem — não sabemos bem para onde, mas é. É impossível você não sentir nada, permanecer impávido, de cara limpa, conforme experimenta essas variadas narrativas. Foram poucas as vezes que terminei um livro e senti imediatamente tristeza por terminar, um misto de nostalgia com alguma outra coisa; compaixão por ela e por todos aqueles narradores, talvez; encanto, sim, definitivamente. Ainda que seja uma incursão às profundezas da gente, a fatos e sensações que não queremos pensar ou sentir, é gostoso de se experimentar.
Ao terminar, você entende o que ela quer dizer quando crítica o escapismo. Inicialmente, pode parecer estranho uma autora que usa tantos elementos fantásticos e especulativos dizer isso. Mas, depois de um ou dois contos da Kavan, você compreende perfeitamente o que ela quer dizer…”