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rolandosmedeiros 's review for:
The Torture by Hope
by Auguste de Villiers de l'Isle-Adam
(Lido na Antologia da Literatura Fantástica)
Como dito pelo próprio autor, ele estava ''seguindo as pegadas do gato preto de Poe'', mas, dosando com uma característica própria: a ironia e a crueldade. Tanto é que esse é o nome com que batizou uma antologia sua: ''Contos Cruéis''. Essa curta — mas ótima — história se passa durante a Inquisição, o prisioneiro e protagonista é um rabino que recebe a notícia que será ''salvo'' pela fogueira. Isso depois de já ter passado um ano sendo submetido a torturas diárias. No entanto, ele encontra uma pequena brecha, que poderá salvar sua vida, uma luz no fim do túnel - que logo descobrirá não ser o que parece. É uma narrativa bela e brutal, mas o caráter fantástico é totalmente subjetivo e mental. Integraria facilmente qualquer outra antologia contos não-fantásticos
''No conto cruel — em cujo cerne o fantástico e o sobrenatural raramente se imiscuem — releva-se a face mais hedionda da tragédia e da miséria humanas; sublinha-se a impiedosa frustração de todas as expectativas delirantes; gizem-se os mais excruciantes tormentos físicos e — sobremodo — psicológicos.''
Como dito pelo próprio autor, ele estava ''seguindo as pegadas do gato preto de Poe'', mas, dosando com uma característica própria: a ironia e a crueldade. Tanto é que esse é o nome com que batizou uma antologia sua: ''Contos Cruéis''. Essa curta — mas ótima — história se passa durante a Inquisição, o prisioneiro e protagonista é um rabino que recebe a notícia que será ''salvo'' pela fogueira. Isso depois de já ter passado um ano sendo submetido a torturas diárias. No entanto, ele encontra uma pequena brecha, que poderá salvar sua vida, uma luz no fim do túnel - que logo descobrirá não ser o que parece. É uma narrativa bela e brutal, mas o caráter fantástico é totalmente subjetivo e mental. Integraria facilmente qualquer outra antologia contos não-fantásticos
“- Ah que coisa, meu filho! À véspera, talvez, da salvação, vós queríeis nos deixar!”