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Mayombe é uma ode crítica aos movimentos de esquerda.
Ao longo do livro Pepetela narra a luta dos guerrilheiros angolanos pela independência do país e contra o colonialismo. Nesse meio ele mostra os problemas que percorrem as ideologias. Principalmente por causa de homens que se colocam individualistas e gananciosos durante uma batalha que deveria ser coletiva em todos os seus momentos. Mostra além disso a diferença entre os intelectuais e o povo que se juntam para alcançar o mesmo objetivo.
Com uma prosa bastante interessante o autor busca não apenas contar o que aconteceu durante aquele período, mas também reflete com maestria sobre todo o progresso, o movimento, a vida, os companheiro e tudo aquilo que os rodeia. Também há muita reflexão sobre o colonialismo, racismo e tribalismo que muitas vezes tornava-se algo que interferia na integração dos combatentes. O Comandante Sem Medo é personagem que dá voz principalmente a todas essas indagações. Sendo ele um dos mais intelectualizados do grupo e excelente combatente.
Infelizmente há um cena bastante ruim sobre a relação de Comissário e Ondina. São um casal que tentam se resolver depois de uma traição. No entanto, a abordagem do autor é totalmente deplorável quando escolhe mostrar e, por conseguinte, romantizar uma cena de estupro. É preciso entender que mulheres também possam gostar de sexo brutal, mas isso não pode ser romantizado em forma de estupros. É preciso entender as diferenças entre essas duas coisas.
O livro termina com uma cena bastante bonita talvez demasiada heroica, mas não se pode dizer algo diferente já que Pepetela também participou como guerrilheiro na luta pela independência. Para mim, no entanto, o livro é importante por mostrar a luta e entender que ela não é perfeita e é preciso ser crítico em todo instante. É um bom livro para refletir sobre o comportamento e o pensamento para quem se posiciona como alguém de esquerda.
Ao longo do livro Pepetela narra a luta dos guerrilheiros angolanos pela independência do país e contra o colonialismo. Nesse meio ele mostra os problemas que percorrem as ideologias. Principalmente por causa de homens que se colocam individualistas e gananciosos durante uma batalha que deveria ser coletiva em todos os seus momentos. Mostra além disso a diferença entre os intelectuais e o povo que se juntam para alcançar o mesmo objetivo.
Com uma prosa bastante interessante o autor busca não apenas contar o que aconteceu durante aquele período, mas também reflete com maestria sobre todo o progresso, o movimento, a vida, os companheiro e tudo aquilo que os rodeia. Também há muita reflexão sobre o colonialismo, racismo e tribalismo que muitas vezes tornava-se algo que interferia na integração dos combatentes. O Comandante Sem Medo é personagem que dá voz principalmente a todas essas indagações. Sendo ele um dos mais intelectualizados do grupo e excelente combatente.
Infelizmente há um cena bastante ruim sobre a relação de Comissário e Ondina. São um casal que tentam se resolver depois de uma traição. No entanto, a abordagem do autor é totalmente deplorável quando escolhe mostrar e, por conseguinte, romantizar uma cena de estupro. É preciso entender que mulheres também possam gostar de sexo brutal, mas isso não pode ser romantizado em forma de estupros. É preciso entender as diferenças entre essas duas coisas.
O livro termina com uma cena bastante bonita talvez demasiada heroica, mas não se pode dizer algo diferente já que Pepetela também participou como guerrilheiro na luta pela independência. Para mim, no entanto, o livro é importante por mostrar a luta e entender que ela não é perfeita e é preciso ser crítico em todo instante. É um bom livro para refletir sobre o comportamento e o pensamento para quem se posiciona como alguém de esquerda.