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alisarae 's review for:
Canção para ninar menino grande
by Conceição Evaristo
Bem, não gostei do livro. Achei uma especie de "Homem com mil filhos" versão Minas Gerais 1950. Um homem, Fio, viaja por trem e em toda cidade que para, desce e pega uma mulher. As histórias das mulheres são contas independentes, unidas por o "Fio."
Só li porque queria participar no clube Leia Mulheres SP. Inclusive, é bom que consegui participar pq o grupo me ajudou a entender que a história é uma recontada da lenda do boto-cor-de-rosa e que as mulheres são mais protagonistas e integrais que eu as julgava. Não tinha percebido por exemplo que todas são independentes e bem de vida, tomando as decisões próprias.
Mas mesmo assim, não achei que a autora atingiu o propósito de expor e brincar com o estereótipo do homem negro bem dotado e viril. Afinal, todos as mulheres só fazem parte do livro porque tem um encontro sexual com um homem negro bem dotado e viril. Independente de todos os sentidos e relacionamentos que têm fora aquilo, sem ele as suas histórias nem teriam sido contadas. Ou seja, mesmo não falar nada (Fio não tem falas), ele e seu pinto são o centro de cada história. Seria mais interessante se o boto fosse uma mulher lésbica.
Só li porque queria participar no clube Leia Mulheres SP. Inclusive, é bom que consegui participar pq o grupo me ajudou a entender que a história é uma recontada da lenda do boto-cor-de-rosa e que as mulheres são mais protagonistas e integrais que eu as julgava. Não tinha percebido por exemplo que todas são independentes e bem de vida, tomando as decisões próprias.
Mas mesmo assim, não achei que a autora atingiu o propósito de expor e brincar com o estereótipo do homem negro bem dotado e viril. Afinal, todos as mulheres só fazem parte do livro porque tem um encontro sexual com um homem negro bem dotado e viril. Independente de todos os sentidos e relacionamentos que têm fora aquilo, sem ele as suas histórias nem teriam sido contadas. Ou seja, mesmo não falar nada (Fio não tem falas), ele e seu pinto são o centro de cada história. Seria mais interessante se o boto fosse uma mulher lésbica.