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fevi 's review for:
A Menina da Montanha
by Tara Westover
A vida de Tara Westover é tão absurda que em certos momentos eu acreditei que era ficção.
Essa história me despertou tanta raiva que cheguei a duvidar mesmo que eu fosse uma pessoa empática. É fato que a história mexeu muito comigo, mas acabou não tendo o efeito esperado.
A vida de Tara nas montanhas de Idaho é uma mistura de ignorância, violência e fanatismo religioso do pior tipo. Tara foi condicionada a isso e demorou muito para entender que ela poderia ser diferente daquilo. Suas memórias mostram o quanto foi difícil se distanciar do que fazia mal a ela. Ela esteve completamente imersa naquela vida por 17 anos e não seria fácil que as mudanças ocorressem. Eu consigo enxergar isso, no entanto, era exatamente o que me deixava com raiva ao ler a história. Eu conseguia entender o fanatismo do pai e a violência do irmão. E os mesmo já possuíam o meu ódio. E enquanto ela vivesse nas montanhas com eles dificilmente conseguiria escapar. Mas a partir do momento em que ela vai para faculdade e volta ano após ano para casa para viver os mesmo tipos de violência acabou com o meu entendimento. Ao meu ver ela poderia não voltar, não viver aquilo mais. Mas o mundo era assustador e ali em Idaho ela talvez encontrasse algum tipo de identidade que lhe fugia quando estava longe dali.
Antes de iniciar a leitura do livro eu pensava que era uma história de ficção, mas logo no início ela deixa claro era a história da vida dela. Fala-se muito que o livro é sobre o poder de transformação da educação, do conhecimento e da liberdade que essas coisas dão as pessoas. Eu vejo isso em partes. De fato a educação mudou completamente a história da vida de Tara, mas acredito que o livro seja muito mais sobre a sua relação com a família, sobre as violências que viveu. A relação da família me chamou muito mais atenção do que a parte em que ela falava sobre as aulas na faculdade, mestrado ou doutorado. Para mim, a educação teve a importância narrativa quando ela se desprendeu da família de vez.
Leiam e tirem as suas próprias conclusões. É um ótimo livro para ser discutido.
Essa história me despertou tanta raiva que cheguei a duvidar mesmo que eu fosse uma pessoa empática. É fato que a história mexeu muito comigo, mas acabou não tendo o efeito esperado.
A vida de Tara nas montanhas de Idaho é uma mistura de ignorância, violência e fanatismo religioso do pior tipo. Tara foi condicionada a isso e demorou muito para entender que ela poderia ser diferente daquilo. Suas memórias mostram o quanto foi difícil se distanciar do que fazia mal a ela. Ela esteve completamente imersa naquela vida por 17 anos e não seria fácil que as mudanças ocorressem. Eu consigo enxergar isso, no entanto, era exatamente o que me deixava com raiva ao ler a história. Eu conseguia entender o fanatismo do pai e a violência do irmão. E os mesmo já possuíam o meu ódio. E enquanto ela vivesse nas montanhas com eles dificilmente conseguiria escapar. Mas a partir do momento em que ela vai para faculdade e volta ano após ano para casa para viver os mesmo tipos de violência acabou com o meu entendimento. Ao meu ver ela poderia não voltar, não viver aquilo mais. Mas o mundo era assustador e ali em Idaho ela talvez encontrasse algum tipo de identidade que lhe fugia quando estava longe dali.
Antes de iniciar a leitura do livro eu pensava que era uma história de ficção, mas logo no início ela deixa claro era a história da vida dela. Fala-se muito que o livro é sobre o poder de transformação da educação, do conhecimento e da liberdade que essas coisas dão as pessoas. Eu vejo isso em partes. De fato a educação mudou completamente a história da vida de Tara, mas acredito que o livro seja muito mais sobre a sua relação com a família, sobre as violências que viveu. A relação da família me chamou muito mais atenção do que a parte em que ela falava sobre as aulas na faculdade, mestrado ou doutorado. Para mim, a educação teve a importância narrativa quando ela se desprendeu da família de vez.
Leiam e tirem as suas próprias conclusões. É um ótimo livro para ser discutido.