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2,5
O Leitor é mais um daqueles livros em que o narrador em primeira pessoa acaba deixando a obra mais pobre. Infelizmente, além disso, o autor não aprofunda muito nas vidas ou vivência dos personagens. O livro tem três partes e conta a relação entre Michael e Hanna.
A primeira parte não cativa. É simplória demais. As outras duas possuem contextos mais pertinentes, mas ainda assim a narração em primeira pessoa de Michael deixa tudo simples demais. Até as reflexões não são muito profundas ou consistentes deixando a gente sempre na expectativa. O que deixa tudo mais revoltante é que ele tem um pano de fundo e uma personagem extremamente complexa e isso renderia questionamentos interessantes. Hanna, com certeza, é a personagem que deveria ter mais destaque. O passado dela e a pessoa que ela é dariam mais reflexões. No entanto, Schlink fica no raso sem um aprofundamento. Além de tudo, Michael é um péssimo narrador, sem emoção.
É uma pena um livro que trata de assuntos tão relevantes como nazismo, bem/mal, ética e moral cair numa simplória divagação sem dar a devida importância aos personagens, seus questionamentos. O Leitor poderia ter pelo menos mais umas 150 páginas. A gente fica a leitura inteira procurando algo com sustância, mas nunca encontra.
O Leitor é mais um daqueles livros em que o narrador em primeira pessoa acaba deixando a obra mais pobre. Infelizmente, além disso, o autor não aprofunda muito nas vidas ou vivência dos personagens. O livro tem três partes e conta a relação entre Michael e Hanna.
A primeira parte não cativa. É simplória demais. As outras duas possuem contextos mais pertinentes, mas ainda assim a narração em primeira pessoa de Michael deixa tudo simples demais. Até as reflexões não são muito profundas ou consistentes deixando a gente sempre na expectativa. O que deixa tudo mais revoltante é que ele tem um pano de fundo e uma personagem extremamente complexa e isso renderia questionamentos interessantes. Hanna, com certeza, é a personagem que deveria ter mais destaque. O passado dela e a pessoa que ela é dariam mais reflexões. No entanto, Schlink fica no raso sem um aprofundamento. Além de tudo, Michael é um péssimo narrador, sem emoção.
É uma pena um livro que trata de assuntos tão relevantes como nazismo, bem/mal, ética e moral cair numa simplória divagação sem dar a devida importância aos personagens, seus questionamentos. O Leitor poderia ter pelo menos mais umas 150 páginas. A gente fica a leitura inteira procurando algo com sustância, mas nunca encontra.