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rolandosmedeiros 's review for:
Her Turn
by D. H. Lawrence
O terceiro conto da coleção, Her Turn, ou, A Vez da Sra. Redford (como foi traduzido pelo J.J. Veiga), é uma short short story, que converge pontos muito finos, breves, das qualidades artísticas da escrita do Lawrence, afinal, foi escrita em três dias. Mas vale a pena tecer um breve comentário pela reincidência de temas, e pelo recorte da história, ambientado em um entre aspas cenário montado que será reutilizado no conto seguinte.
O palco é uma cidade de mineiros e carvoeiros, e se passa durante os meses de greve, onde o auxílio pago pelos patrões atrasa mais um mês; não sabemos razões da greve, nem há críticas à qualquer um dos lados (mineiros ou patrões); o recorte é que interessa: um marido, mineiro, que volta para casa sem o pagamento mais uma vez, sendo a gota d'água para a esposa, desenrolando para uma "batalha" doméstica, uma disputa de vontades que envolve luxos, função masculina, e pressão social.
Não que a falta de pagamento fizesse com que o casal passasse alguma necessidade, o ponto fino que o Lawrence toca é que, metade do dinheiro do pagamento do auxílio era destinado ao paparico e aos luxos da esposa. Vai um pouco além nas “sutilezas” não são tão sutis assim, e a reviravolta (estou entregando, pois nesse caso, não é ela que importa) é quando a esposa passa a comprar tudo necessário para a casa, mobílias e ferramentas úteis. A conclusão… bem, leia e descubra.
Há muitas perguntas a se fazer, como: o que o Lawrence quis dizer com esse conto? Ele é acusativo com a mulher? Com o homem que foi complacente com os luxos? É contado de uma perspectiva e sob olhos masculinistas? Daí adiante.
Mas, como eu disse inicialmente, dado o tamanho diminuto da narrativa, decidi focar mais no retrato; na disputa “simples”, que o narrador resolve acompanhar; usando conceitos cinematográficos: o ponto que o Lawrence decide filmar e jogar a luz, que revela muito dos seus temas e preocupações.
Para terminar, o entre aspas reproduzido em prosa no início do comentário, sobre o “cenário montado”, é pela razão de que o próprio pai do Lawrence foi um mineiro, e o cenário, provavelmente, é retirado da infância, de cenas que ele viveu e/ou vivenciou; e com certeza é esse o motivo desse cenário reincidir também em outros contos; assim como o faz com a fauna e flora dos campos da Inglaterra do Século XX ao longo de quase todos.
É um conto diminuto, tímido, mas de maneira alguma ruim.
O palco é uma cidade de mineiros e carvoeiros, e se passa durante os meses de greve, onde o auxílio pago pelos patrões atrasa mais um mês; não sabemos razões da greve, nem há críticas à qualquer um dos lados (mineiros ou patrões); o recorte é que interessa: um marido, mineiro, que volta para casa sem o pagamento mais uma vez, sendo a gota d'água para a esposa, desenrolando para uma "batalha" doméstica, uma disputa de vontades que envolve luxos, função masculina, e pressão social.
Não que a falta de pagamento fizesse com que o casal passasse alguma necessidade, o ponto fino que o Lawrence toca é que, metade do dinheiro do pagamento do auxílio era destinado ao paparico e aos luxos da esposa. Vai um pouco além nas “sutilezas” não são tão sutis assim, e a reviravolta (estou entregando, pois nesse caso, não é ela que importa) é quando a esposa passa a comprar tudo necessário para a casa, mobílias e ferramentas úteis. A conclusão… bem, leia e descubra.
Há muitas perguntas a se fazer, como: o que o Lawrence quis dizer com esse conto? Ele é acusativo com a mulher? Com o homem que foi complacente com os luxos? É contado de uma perspectiva e sob olhos masculinistas? Daí adiante.
Mas, como eu disse inicialmente, dado o tamanho diminuto da narrativa, decidi focar mais no retrato; na disputa “simples”, que o narrador resolve acompanhar; usando conceitos cinematográficos: o ponto que o Lawrence decide filmar e jogar a luz, que revela muito dos seus temas e preocupações.
Para terminar, o entre aspas reproduzido em prosa no início do comentário, sobre o “cenário montado”, é pela razão de que o próprio pai do Lawrence foi um mineiro, e o cenário, provavelmente, é retirado da infância, de cenas que ele viveu e/ou vivenciou; e com certeza é esse o motivo desse cenário reincidir também em outros contos; assim como o faz com a fauna e flora dos campos da Inglaterra do Século XX ao longo de quase todos.
É um conto diminuto, tímido, mas de maneira alguma ruim.