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Pátria narra a relação de duas famílias e como a luta nacionalista e o grupo terrorista ETA acabam afetando a vida e o convívio entre eles. Bittori e Miren são amigas de longa data e matriarca de cada uma dessas famílias. Ao longo da história vamos acompanhando a vida de cada um dos membros das famílias.
Para mim, o melhor do livro é a complexidade dos personagens e a construção do texto. No começo o modo de narrar de Fernando Aramburu me lembrou Elena Ferrante. Eu ainda prefiro Ferrante, mas Aramburu tem um texto que prende e flui de maneira incrível. A narrativa fica indo e voltando entre memórias e acontecimentos do presente. Em meu entendimento não há um acontecimento principal em que a história gira entorno. Cada personagem tem o seu conflito, as suas particularidades fazendo com que tudo ali se torne importante.
A complexidade não fica somente entre os personagens. A história se passa no País Basco em um período em que o grupo terrorista ETA atuava com ataques sanguinários em busca soberania do país. Com esse fundo o autor constrói um ótimo panorama sobre os integrantes do ETA e como eles agiam. Os julgamentos e pontos de vista sobre a luta nacionalista e os afetados pelo terrorismo são comentados pelos personagens ao longo das passagens. Há um discussão importante sobre movimentos que buscam independência e a forma que agem para chegar ao seu objetivo.
Enfim, é uma obra relevante com narrativa excelente além de ser rico em aspecto cultural. Não há o que negar. Apesar de achar o final fraquinho e diferente daquilo que eu esperava e vi durante toda a leitura. Ele parece não conversar com os acontecimentos extremos, mas se tratando de seres humanos tudo é possível. Recomendo a leitura porque acredito na relevância do da história.
Para mim, o melhor do livro é a complexidade dos personagens e a construção do texto. No começo o modo de narrar de Fernando Aramburu me lembrou Elena Ferrante. Eu ainda prefiro Ferrante, mas Aramburu tem um texto que prende e flui de maneira incrível. A narrativa fica indo e voltando entre memórias e acontecimentos do presente. Em meu entendimento não há um acontecimento principal em que a história gira entorno. Cada personagem tem o seu conflito, as suas particularidades fazendo com que tudo ali se torne importante.
A complexidade não fica somente entre os personagens. A história se passa no País Basco em um período em que o grupo terrorista ETA atuava com ataques sanguinários em busca soberania do país. Com esse fundo o autor constrói um ótimo panorama sobre os integrantes do ETA e como eles agiam. Os julgamentos e pontos de vista sobre a luta nacionalista e os afetados pelo terrorismo são comentados pelos personagens ao longo das passagens. Há um discussão importante sobre movimentos que buscam independência e a forma que agem para chegar ao seu objetivo.
Enfim, é uma obra relevante com narrativa excelente além de ser rico em aspecto cultural. Não há o que negar. Apesar de achar o final fraquinho e diferente daquilo que eu esperava e vi durante toda a leitura. Ele parece não conversar com os acontecimentos extremos, mas se tratando de seres humanos tudo é possível. Recomendo a leitura porque acredito na relevância do da história.